A cúpula do G7 se realizou entre os dias 15 e 17 de junho, em Évian, na França, em meio a um cenário internacional marcado por tensões e conflitos que afetam praticamente todas as regiões do planeta.
Por Johan Madriz
A guerra na Ucrânia encontra-se em uma etapa na qual nenhuma das partes consegue se impor; o Oriente Médio permanece marcado pela devastação em Gaza, pela guerra com o Irã e pela instabilidade regional; a disputa econômica, tecnológica e geopolítica entre os Estados Unidos e a China se aprofunda; enquanto isso, a economia mundial registra um crescimento fraco e aumentam os conflitos sociais em numerosos países.
A reunião das principais potências imperialistas ocorreu em um mundo em combustão. A situação internacional reflete um fenômeno mais profundo do que uma simples sucessão de crises isoladas. Trata-se de um momento de “policrise”, isto é, uma combinação de conflitos econômicos, militares, sociais, ambientais e políticos que se retroalimentam mutuamente.
O mundo atravessa uma etapa de crescente instabilidade, em consequência da qual se desgastam os mecanismos que, durante décadas, sustentaram a hegemonia das potências imperialistas. A ordem internacional construída sob a hegemonia dos Estados Unidos ingressa em uma fase de ruptura dos equilíbrios e de uma competição cada vez mais agressiva entre os diferentes blocos (assim como da irrupção da luta de classes em vários países), em um contexto em que “impera um caos sem ordem à vista”, diante do qual os governos de extrema direita — em primeiro lugar, o de Trump — não se apresentam como uma alternativa capaz de superar a crise.
A guerra na Ucrânia no centro da agenda
A guerra na Ucrânia voltou a ocupar um lugar central na cúpula do G7. Os participantes reafirmaram seu apoio a Kiev, ao mesmo tempo em que concordaram com novas medidas de pressão contra Moscou. A declaração do encontro estabeleceu a ampliação das sanções dirigidas aos setores petrolífero e gasífero russos, considerados algumas das principais fontes de financiamento do Kremlin. Além disso, comprometeram-se a reforçar as capacidades de defesa aérea da Ucrânia por meio do envio de novos sistemas, interceptadores e equipamentos militares de longo alcance.
No entanto, por trás dessas decisões está o fato de que já se passaram quatro anos de conflito sem que nenhuma das partes tenha conseguido alterar o cenário a seu favor. O conflito transformou-se em uma guerra de desgaste, na qual o tempo, a capacidade industrial e a resistência econômica têm tanta importância quanto as operações militares. Trata-se de uma dinâmica de longa guerra de esgotamento, em que os avanços territoriais são limitados e os contendores buscam desgastar gradualmente as capacidades materiais e humanas de seu adversário.
A experiência com as sanções demonstra que, embora elas gerem dificuldades reais para a economia russa e aumentem os custos da guerra, são insuficientes para alcançar o objetivo de forçar uma retirada ou provocar um enfraquecimento do Kremlin. Moscou conseguiu redirecionar parte de suas exportações de energia para a China, a Índia e outros países, desenvolver mecanismos alternativos de comércio e manter níveis significativos de produção militar, o que limita consideravelmente a eficácia das medidas impulsionadas pelo Ocidente.
Após quatro anos de conflito, o principal anúncio do G7 em relação à Rússia continua sendo a ampliação das sanções. Isso não significa que tais medidas sejam desprovidas de efeitos; elas de fato aumentam a pressão sobre Moscou. No entanto, o fato de se continuar recorrendo essencialmente ao mesmo instrumento evidencia as limitações de sua margem de ação. Em certo sentido, a insistência em novas rodadas de sanções expressa a ausência de alternativas capazes de modificar substancialmente a correlação de forças criada pela guerra.
Durante a cúpula, Volodímir Zelenski insistiu na necessidade de ampliar as sanções contra os setores financeiro, energético e industrial russos e reivindicou mais sistemas Patriot para proteger suas cidades e infraestruturas. Embora a Rússia enfrente importantes custos humanos e materiais, também não conseguiu alcançar plenamente os objetivos que perseguia no início da invasão. A necessidade de anunciar novos pacotes de ajuda demonstra que a Ucrânia continua dependendo em grande medida do apoio externo para manter suas capacidades defensivas.
O G7 indiscutivelmente tem a capacidade de fornecer recursos, coordenar sanções e sustentar a Ucrânia, mas a centralidade que as sanções ocuparam nesta cúpula pode ser interpretada como o recurso a um instrumento cuja eficácia já demonstrou ser insuficiente para resolver o conflito, deixando a descoberto as dificuldades para encontrar uma saída capaz de alterar decisivamente o curso da guerra.
A derrota de Trump no Irã
Os governantes expressaram seu apoio ao acordo alcançado entre os Estados Unidos e o Irã após semanas de negociações impulsionadas pela administração de Donald Trump. Mais do que uma demonstração de confiança em um acordo sólido e duradouro, a posição das principais potências parece refletir a urgência de estabilizar uma situação que está produzindo consequências econômicas e geopolíticas de alcance mundial.
As declarações apresentam o entendimento como um avanço para a estabilidade regional e a segurança energética. No entanto, por trás dessa formulação diplomática surge uma realidade menos favorável para Washington. O acordo foi firmado após uma escalada militar que expôs os limites da política da Casa Branca em relação ao Irã. Durante as semanas anteriores, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra instalações nucleares e alvos militares iranianos com o objetivo de pôr fim ao programa nuclear do Irã e provocar uma mudança de regime.
Entretanto, a ofensiva abriu uma dinâmica de confrontação que ameaçou se estender por toda a região. O acordo entre os Estados Unidos e o Irã representa uma derrota para Trump e, além disso, evidencia que ele estava pressionado a encontrar uma saída para uma situação que havia fugido ao seu controle e já começava a se voltar contra ele. Nisso teve grande importância o fato de que, em novembro, enfrentará as eleições legislativas de meio de mandato, agravado pelo fato de que a guerra contra o Irã não conta com o apoio de um amplo setor da população norte-americana e, além disso, provocou um aumento nos preços dos combustíveis, o que afetou negativamente a imagem do presidente dos Estados Unidos.
Em outras palavras, o resultado das negociações pode ser visto como a crônica de um fracasso anunciado, produto de uma administração caótica que encarna a tática sem estratégia, a ponto de ter entrado em uma guerra contra um país de enormes dimensões e com 92 milhões de habitantes, sem ter clareza do que fazia e acreditando que tudo seria tão fácil quanto na Venezuela[1].
A administração Trump foi obrigada a negociar sob a pressão de uma escalada cujos custos ameaçavam afetá-la de maneira significativa e se estender ainda mais sobre a economia global. A importância dessa questão vai muito além do conflito entre Washington e Teerã. O Irã aproveitou a posição estratégica que ocupa e utilizou seu controle sobre o Estreito de Ormuz, passagem marítima pela qual transita aproximadamente 20% do petróleo consumido no mundo e cerca de um quinto do comércio global de gás natural liquefeito. As interrupções nessa rota provocaram tensões nos mercados de energia e aumentos nos custos do transporte marítimo. Nesse contexto, o apoio do G7 ao acordo parece responder menos a uma adesão entusiasmada ao seu conteúdo do que à necessidade de garantir a reabertura e a normalização do tráfego por essa via.
Por essa razão, o acordo com o Irã constitui uma derrota para a administração Trump, que deixou evidente diante de todo o mundo que suas frases grandiloquentes nas redes sociais não bastam para vencer uma guerra contra um adversário militarmente inferior. A negociação surgiu da necessidade de Trump de sair de uma guerra na qual ingressou de forma desnecessária e que coloca em risco suas perspectivas nas eleições legislativas de meio de mandato. Além disso, pesou a pressão para reabrir o tráfego pelo Estreito de Ormuz, cujas consequências econômicas atingiam diretamente a economia estadunidense (e a economia mundial).
Os Estados Unidos continuam sendo a principal potência militar do planeta, mas encontram cada vez mais dificuldades para impor unilateralmente seus objetivos, em razão do desgaste de sua hegemonia ao longo das últimas décadas.
A situação em Gaza constitui outro elemento que condiciona o panorama regional, com mais de trinta meses de guerra que deixaram uma devastação sem precedentes. Segundo estimativas das Nações Unidas e do Banco Mundial, mais de 60% das edificações do território estão danificadas ou destruídas, grande parte da infraestrutura de saúde e educação está fora de serviço, e a reconstrução poderá exigir investimentos superiores a 50 bilhões de dólares. Os governos do G7 afirmam apoiar a reconstrução, embora o façam sobretudo em termos de oportunidade de negócios.
A China e a disputa pela ordem mundial
A preocupação com a China permeou praticamente todas as discussões do encontro. As referências ao Indo-Pacífico, à situação de Taiwan, à segurança das cadeias de suprimentos, à infraestrutura e às relações com os países periféricos respondem a uma mesma inquietação: o avanço econômico, tecnológico e geopolítico da China constitui o principal desafio à hegemonia ocidental desde o fim da Guerra Fria. Para além das formulações diplomáticas utilizadas pelos líderes do G7, grande parte das iniciativas apresentadas pode ser interpretada como uma tentativa de conter, limitar ou contrabalançar a crescente influência internacional de Pequim.
A magnitude desse fenômeno torna-se evidente em numerosos indicadores econômicos. A China representa aproximadamente 19% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial medido pela paridade do poder de compra, enquanto os Estados Unidos concentram cerca de 15%. Ao mesmo tempo, a China consolidou-se como o principal parceiro comercial de mais de 120 países, uma situação impensável no início da década de 1990, quando a economia estadunidense exercia um predomínio incontestável. Essa transformação modificou gradualmente as relações econômicas internacionais e reduziu a capacidade das potências ocidentais de estabelecer unilateralmente as regras do comércio mundial.
A questão tecnológica ocupa um lugar igualmente importante. Nos últimos anos, os Estados Unidos impuseram restrições à exportação de semicondutores avançados, limitaram a transferência de determinadas tecnologias e pressionaram seus aliados a reduzir sua dependência de fornecedores chineses em setores considerados estratégicos. Por trás dessas medidas está o temor de que a China amplie ainda mais suas posições de liderança em áreas como inteligência artificial, telecomunicações, computação avançada, energias renováveis e manufatura de alta tecnologia.
A situação de Taiwan é a expressão mais sensível dessa rivalidade. Na declaração sobre questões geopolíticas, os líderes do G7 reiteraram sua preocupação com a estabilidade no Estreito de Taiwan e com qualquer tentativa de modificar o status quo por meio da força. Embora o texto tenha evitado referências abertamente confrontativas, a mensagem é claramente dirigida a Pequim. Para os Estados Unidos e seus aliados, Taiwan ocupa uma posição de grande importância por razões militares, comerciais e tecnológicas. A ilha produz mais de 60% dos semicondutores do mundo e cerca de 90% dos chips mais avançados. Qualquer alteração significativa nessa região teria consequências imediatas para a economia global.
No entanto, a disputa entre os Estados Unidos e a China não se reduz à competição comercial ou tecnológica. Como foi discutido recentemente na cúpula entre Xi Jinping e Donald Trump, a relação entre ambas as potências foi definida em termos da chamada “armadilha de Tucídides”: a tendência histórica de uma potência dominante perceber a ascensão de uma potência emergente como uma ameaça, gerando tensões crescentes que podem desembocar em conflitos de grande escala.
Nessa perspectiva, as disputas em torno das tarifas alfandegárias, das cadeias de suprimentos ou dos semicondutores fazem parte da confrontação pela definição da ordem internacional do século XXI. Essa dinâmica expressa a tentativa dos Estados Unidos de preservar a posição hegemônica que construíram após a Segunda Guerra Mundial e consolidaram depois do colapso da União Soviética. A China, por sua vez, procura ampliar sua influência econômica, tecnológica e diplomática em consonância com o peso crescente que adquiriu na economia mundial.
A competição também se desenvolve no terreno da infraestrutura e da influência política nos países subdesenvolvidos. Um dos documentos aprovados em Évian concentra-se na construção de “parcerias internacionais mutuamente benéficas”, uma formulação que busca apresentar as potências do grupo como parceiras para o desenvolvimento econômico da Ásia, da África e da América Latina. No entanto, por trás dessa linguagem diplomática está a necessidade de disputar espaços de influência que, nos últimos anos, a China conquistou por meio de investimentos, créditos, projetos energéticos e grandes obras de infraestrutura.
A Iniciativa Cinturão e Rota, lançada por Pequim em 2013, constitui o exemplo mais importante dessa expansão. Segundo dados oficiais chineses, mais de 150 países participam de diferentes projetos vinculados a essa estratégia, que mobiliza investimentos estimados em centenas de bilhões de dólares. Por meio de portos, ferrovias, rodovias, redes energéticas e corredores logísticos, a China fortalece sua presença econômica em regiões onde tradicionalmente predominava a influência dos Estados Unidos ou da Europa. A resposta a essa iniciativa vai desde o programa norte-americano Partnership for Global Infrastructure and Investment até diversos mecanismos europeus de financiamento e investimento internacional. No entanto, nenhum desses projetos alcança, até o momento, uma escala comparável à iniciativa impulsionada por Pequim.
Não se trata simplesmente do crescimento de uma economia nacional, mas do surgimento de um concorrente capaz de desafiar a supremacia econômica que os Estados Unidos construíram durante grande parte do século XX. Trata-se da erosão relativa da hegemonia norte-americana e da emergência de novas disputas entre as grandes potências por mercados, recursos, tecnologias e áreas de influência. Essa dinâmica não implica que a China substitua imediatamente os Estados Unidos como potência dominante, mas configura um cenário internacional muito mais competitivo, conflituoso e instável.
Ao mesmo tempo, a crescente rivalidade entre ambas as potências imperialistas não conduz mecanicamente a uma guerra aberta. No entanto, é evidente que as tensões geopolíticas entre as potências imperialistas tendem a se intensificar, e não há perspectivas de que isso mude no médio prazo, pois nenhum imperialismo — tradicional ou em ascensão — consegue apresentar um novo modelo de ordem mundial.
As ruas contra o G7
Enquanto os chefes de Estado e de governo se reuniam em Évian, milhares de pessoas se mobilizaram em diferentes cidades da Suíça e da França para expressar sua rejeição às políticas promovidas pelo grupo. Estima-se que 60 mil pessoas participaram da marcha realizada no sábado, 13 de junho, contra o G7.
As manifestações mais importantes ocorreram em Genebra, Lausanne e outras localidades próximas ao local da cúpula, reunindo organizações sindicais, movimentos ambientalistas, coletivos feministas, grupos antirracistas e organizações pró-Palestina.
Durante vários dias foram realizadas marchas, concentrações, fóruns e atividades públicas que reuniram milhares de pessoas. As palavras de ordem abrangeram uma ampla variedade de temas, mas tinham em comum a crítica ao papel desempenhado pelas potências nas principais crises contemporâneas. A guerra em Gaza, o aumento dos gastos militares, as políticas migratórias restritivas, a degradação ambiental, as desigualdades sociais e os efeitos da crise climática ocuparam o centro das mobilizações.
O governo suíço mobilizou aproximadamente 4 mil efetivos do Exército, milhares de agentes policiais e estabeleceu amplas restrições à circulação nas áreas próximas ao evento. Além disso, foram implementados controles extraordinários nas fronteiras e reforçada a vigilância aérea e terrestre para impedir ações de protesto nas imediações do local da reunião. A imagem de uma cúpula protegida por um amplo aparato militar e policial contrasta com a de milhares de manifestantes reunidos nas ruas.
Nos últimos anos, numerosos países têm experimentado o fortalecimento de forças conservadoras, nacionalistas e de extrema direita. O endurecimento das políticas migratórias, o avanço de discursos xenófobos, o crescimento do militarismo e a expansão de projetos políticos autoritários caracterizam este momento como um período marcado pela ascensão de setores da direita. No entanto, as mobilizações contra o G7 fazem parte da resposta a esse processo. Paralelamente ao avanço dos projetos reacionários, também emergem respostas sociais vindas de baixo, que buscam articular formas de resistência contra a guerra, a desigualdade, o racismo e a destruição ambiental.
Se, por um lado, crescem as forças que promovem o fechamento das fronteiras, o nacionalismo e o fortalecimento dos aparelhos repressivos, por outro continuam a se desenvolver movimentos que defendem a solidariedade internacional, os direitos dos migrantes, a proteção do meio ambiente e a oposição às guerras imperialistas. As decisões dos governos do G7 enfrentam questionamentos sociais cada vez maiores, tanto dentro quanto fora de suas próprias fronteiras. A necessidade de blindar as reuniões com milhares de policiais e soldados evidencia essa rejeição social.
Por essa razão, os protestos demonstram que, diante do avanço dos projetos conservadores e autoritários, existem forças sociais capazes de se mobilizar e construir alternativas a partir de baixo. A própria necessidade de mobilizar um amplo aparato de segurança para garantir o funcionamento da cúpula constitui um sinal dessa tensão. Em um mundo atravessado por múltiplas crises e por um visível deslocamento político para a direita, os protestos lembram que também persistem dinâmicas de resistência e contestação social que buscam disputar os rumos da ordem internacional.
Uma ordem internacional mais fragmentada
Longe do cenário de predominância que caracterizou os anos 1990, as potências imperialistas ocidentais enfrentam hoje um mundo em combustão. A guerra na Ucrânia e no Irã, o genocídio em Gaza e a disputa geopolítica com a China e a Rússia são alguns dos sintomas dessa situação.
A essas tensões somam-se as crescentes divergências entre os próprios imperialismos tradicionais ou ocidentais, isto é, o eixo do “atlantismo”. Uma das causas centrais é o questionamento ao projeto de imperialismo territorializado esboçado por Trump, que, até o momento, mostrou-se caótico e errático, a ponto de a atuação da Casa Branca agravar os problemas de “governança” mundial.
Por isso, a cada dia emergem divergências sobre a divisão dos custos militares, as políticas comerciais, as relações econômicas com Pequim, o financiamento da OTAN e as exigências dos Estados Unidos para aumentar os gastos militares europeus, entre outros temas (sem esquecer o choque com a União Europeia, há alguns meses, em razão da reivindicação de Trump de controlar a Groenlândia).
Mais do que um bloco homogêneo, é preciso ter claro que o G7 é uma cúpula que cada vez mais expressa as tensões entre interesses nacionais-imperialistas. Essas tensões refletem a ruptura progressiva de vários dos consensos inter-imperialistas que dominaram as últimas décadas. A confiança em uma globalização estável, a expansão contínua do livre comércio e a capacidade dos Estados Unidos de atuar como organizador do sistema internacional deram lugar a um cenário marcado por rivalidades geopolíticas, conflitos armados, protecionismo nacionalista e disputas cada vez mais intensas entre os imperialismos.
A importância (ou irrelevância) da cúpula não esteve apenas nas decisões adotadas, mas também no que ela evidenciou: um mundo em combustão onde as tensões econômicas, políticas, militares e sociais se acumulam sem que exista ainda um novo equilíbrio capaz de estabilizar o cenário internacional.
NOTA:
[1] Nesta nota nos referimos à negociação a partir da perspectiva dos Estados Unidos. Na última edição do Suplemento Marxismo no Século XXI é apresentado um balanço mais global, incluindo nosso critério de defesa do Irã nesta guerra enquanto nação independente frente ao imperialismo, ao mesmo tempo em que repudiamos o regime reacionário, teocrático e burguês dos aiatolás, que em janeiro massacrou o povo iraniano que protagonizou justas mobilizações contra a crise econômica e o autoritarismo do regime iraniano.










