O Ato-festa da Bancada Anticapitalista reuniu cerca de 150 pessoas, entre jovens que protagonizaram a greve das universidades estaduais, entregadores que preparam o Breque Nacional dos Apps, trabalhadores dos serviços e das indústrias, simpatizantes, amigos e familiares!
Redação Esquerda Web
No sábado, 15 de agosto, cerca de 150 pessoas lotaram a Casa Rosa Luxemburgo para o ato-festa de lançamento da Bancada Anticapitalista, candidatura coletiva a deputado federal por São Paulo construída pela Corrente Socialismo ou Barbárie e pela Juventude Já Basta!.
O lançamento foi um sucesso! Reuniram-se predominantemente jovens universitários com os quais estivemos na linha de frente da greve das universidades estaduais paulistas, mas também entregadores por aplicativo que preparam o novo Breque Nacional dos Apps para 1º de setembro, trabalhadores dos serviços e das indústrias, militantes de diferentes frentes de luta e de várias gerações, além de muitos amigos e familiares.
Essa composição conferiu ao ato um caráter profundamente político, ligado organicamente às novas gerações de lutadores e, ao mesmo tempo, apaixonado pelos setores que vão levar a luta anticapitalista, socialista e a revolução do século XXI até o final: a classe trabalhadora e os oprimidos.
A alegria dos reencontros e da confraternização que contou com a apresentação do nosso companheiro Lincoln (O Lírico) da Juventude Já Basta! e o show do Trio de Ventos esteve combinada à disposição de luta de quem compreende que a campanha eleitoral precisa servir para fortalecer hoje, de forma combinada com o processo eleitoral, a organização independente dos trabalhadores e dos setores oprimidos.
Uma candidatura formada pela juventude e pelos novos setores da classe
O centro do ato foram as intervenções dos integrantes da Bancada Anticapitalista, dos entregadores por app e da Juventude Já Basta. Pela Juventude Já Basta!, falou uma novíssima geração de companheiros, representada por Ravier e Raphael, que destacaram as contradições cada vez mais profundas que atravessam a vida da juventude. Uma geração que cresce em meio ao aumento da exploração e da precarização do trabalho, às jornadas extenuantes, à violência, à LBGTfobia, ao racismo e às diferentes formas de opressão, enquanto vê suas perspectivas de futuro cada vez mais estreitas. Mas ressaltaram também que esse não é o único lado da realidade: junto ao avanço da exploração e da barbárie capitalista, cresce a resistência dos explorados e oprimidos. Das rebeliões juvenis que atravessaram vários países às greves, ocupações e mobilizações que acontecem no Brasil, uma nova geração começa a entrar em cena e a transformar sua indignação em organização e luta coletiva.

As intervenções mostraram que essa realidade aparece concretamente na vida de milhões de jovens brasileiros. Está no jovem trabalhador submetido à escala 6×1, que passa praticamente toda a semana trabalhando sem tempo para estudar, descansar, se organizar ou simplesmente viver. Nos estudantes que precisam conciliar jornadas de trabalho com uma educação cada vez mais precarizada. Na juventude negra e periférica que convive diariamente com a violência policial. Nas mulheres que enfrentam o crescimento do feminicídio e da violência de gênero, e nos jovens LGBTQIA+ que seguem enfrentando a discriminação e a violência. Diante disso, defenderam uma perspectiva que una essas diferentes batalhas: pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho, contra o feminicídio e todas as formas de opressão, contra a violência que atinge a juventude negra e periférica e em defesa de uma educação pública, gratuita, democrática e de qualidade, com condições reais de permanência estudantil e o fim do vestibular como horizonte para que a universidade deixe de ser privilégio de uma minoria.
Ravier e Raphael destacaram, nesse sentido, que a campanha eleitoral da Bancada Anticapitalista não pode ser entendida simplesmente como uma disputa por votos ou cargos. As eleições são também um terreno para disputar politicamente uma geração, fortalecer cada uma dessas lutas e apresentar uma perspectiva de transformação radical da sociedade. Trata-se de aproveitar a campanha para construir a Juventude Já Basta! e a corrente Socialismo ou Barbárie, aproximando uma nova geração das ideias socialistas e da organização revolucionária. Porque nenhuma das mudanças necessárias virá apenas das urnas ou dos corredores do Congresso: as conquistas históricas dos trabalhadores, da juventude e dos oprimidos foram arrancadas pela organização e pela mobilização.

Ressaltaram que é preciso levar essas reivindicações às ruas, unificar as diferentes lutas e superar a política de conciliação de classes, construindo uma alternativa independente dos patrões, dos governos e das instituições que administram o capitalismo. Uma juventude que não lute apenas para conquistar pequenas melhorias dentro de um sistema que não tem futuro para oferecer, mas que se organize para transformar pela raiz essa sociedade e construir uma saída socialista.
Pelos companheiros entregadores por aplicativos e pela ONTDR, falou o companheiro Daniel. Ele destacou que os entregadores já lutam há muito tempo por melhores condições de trabalho e que cada uma dessas lutas, mesmo quando não conseguem conquistar imediatamente suas reivindicações, deixa experiência, fortalece a organização e ensina novas formas de lutar. O companheiro afirmou que para eles, a luta é diferente: o palco não são as salas de reunião, são as ruas. É nas ruas que trabalham, é nas ruas que sofrem e é nas ruas que se organizam.

Afirmou também que a luta dos entregadores hoje é muito ampla e, querendo ou não, precisam se envolver na política, porque “as barreiras que encontramos também são políticas“. Apresentam reivindicações, constroem projetos de lei e abrem espaço para a categoria, mas encontram pela frente o lobby das grandes plataformas, que têm muito dinheiro e poder para defender seus interesses. Lutam contra um monstro enorme e têm cada vez mais consciência de que sozinhos não podem vencer. A conclusão é que precisam da união da classe, de todo mundo junto e falando com uma voz só.
A luta dos entregadores se encontra com a luta dos demais setores, porque o inimigo é o mesmo. Daniel afirmou que “a nossa luta também é a luta de vocês e que estamos aqui para apoiar a vitória da nossa classe. Hoje estamos lutando pelos R$ 10 de taxa mínima por entrega e R$ 2,50 por quilômetro rodado, mas quando conquistarmos isso vamos para cima de mais, porque nossa luta não termina aí(…)E essa realidade não atinge apenas os entregadores: cada vez mais trabalhadores estão sendo sobrecarregados por esse sistema de plataformização, que tira direitos, aumenta as jornadas e joga todos os riscos nas costas de quem trabalha.”
Por fim, disse que quando o trabalhador se acidenta, as plataformas jogam a responsabilidade para os outros e usam todo o peso do seu lobby para impedir que as reivindicações da categoria avancem. Terminou sua fala dizendo que tentou “trazer aqui, da forma mais direta possível, a realidade que nós entregadores enfrentamos todos os dias. E estamos aqui porque entendemos que nenhuma categoria vai vencer sozinha. A vitória dos entregadores, dos trabalhadores e da nossa classe depende da nossa organização e da nossa luta conjunta.”
A Bancada Anticapitalista reflete e impulsiona os novos sujeitos da luta de classes
Depois dessa abertura tivemos as falas dos representantes da Bancada Anticapitalista: A intervenção de André Cerqueira, jovem negro, estudante de Letras da USP, trabalhador da educação e morador de Guarulhos, partiu de sua própria trajetória para questionar a ideia de superação individual. André destacou que “chegar à universidade não pode ser tratado como uma exceção a ser celebrada enquanto milhões de jovens negros e periféricos seguem enfrentando desemprego, precarização, encarceramento e violência policial.”

Sua experiência, portanto, aparece “não como um ponto de chegada individual, mas como expressão de lutas coletivas que precisam ser ampliadas para derrubar as barreiras que excluem a maioria da juventude.” A partir disso, André apresentou o sentido anticapitalista da candidatura: disputar as eleições sem alimentar ilusões de que o Parlamento, por si só, pode transformar a vida dos trabalhadores. Defendeu que a Bancada precisa estar vinculada às lutas diretas, às greves, ocupações, mobilizações e à organização independente da classe trabalhadora e da juventude, enfrentando tanto a extrema direita quanto as políticas de conciliação e administração do capitalismo.
Sua fala também deu destaque às pautas da juventude negra e periférica, com a defesa do fim da guerra às drogas, da legalização das drogas e do fim das polícias militares, relacionando essas bandeiras ao combate ao racismo, ao encarceramento e à violência de Estado. Para André, a candidatura deve servir como ferramenta para transformar revolta em organização, fortalecer a Juventude Já Basta e a corrente Socialismo ou Barbárie e construir uma força capaz de ir além das urnas, enfrentando pela raiz o sistema que produz exploração, desigualdade e opressão.
A intervenção de Maria Cordeiro, trabalhadora da saúde, geógrafa pela USP e dirigente da Juventude Já Basta e da Corrente Socialismo ou Barbárie, partiu da realidade enfrentada por uma geração marcada pela precarização do trabalho, pela escala 6×1, pela informalidade, pela violência policial, pelo racismo e pela dificuldade cada vez maior de acessar moradia, lazer, educação e condições dignas de vida. A partir de sua experiência nas mobilizações feministas, nas lutas estudantis, na greve das universidades estaduais paulistas e na ocupação da Reitoria da USP, destacou que esse futuro não precisa ser aceito passivamente e que a organização coletiva pode transformar a realidade.

Maria ressaltou que “vivemos uma realidade de contrastes, ao lado do avanço da exploração e das opressões, crescem também as experiências de resistência: nas lutas dos entregadores, dos povos indígenas, dos trabalhadores e imigrantes, das mulheres e da juventude que ocupa as ruas e enfrenta os ataques dos governos. É nessas forças que se apoia a Bancada Anticapitalista,” contrapondo à extrema direita e à política de conciliação de classes uma alternativa baseada na mobilização e na auto-organização dos trabalhadores e da juventude. Nesse sentido, defendeu reivindicações como o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução salarial, a legalização do aborto e o combate ao feminicídio, o fim da guerra às drogas, direitos para os trabalhadores de aplicativo e saúde e educação públicas de qualidade. Mas destacou que essas lutas precisam estar articuladas a um horizonte mais amplo: construir uma juventude organicamente ligada à classe trabalhadora, capaz de transformar a revolta em organização e de lutar por uma sociedade socialista, sem exploração e sem opressão.
A intervenção de Ana Paula Lescano, estudante de Geografia e militante há dez anos, recuperou sua entrada na luta política durante as ocupações das escolas estaduais de São Paulo em 2015 para destacar uma convicção construída desde então: é através da mobilização coletiva e da luta nas ruas que trabalhadores e jovens podem enfrentar os ataques dos governos e transformar a realidade. A partir dessa experiência, Ana colocou no centro de sua fala “a situação das mulheres trabalhadoras, defendendo que gênero, raça e classe precisam ser compreendidos de forma articulada para enfrentar concretamente as desigualdades e opressões produzidas pela sociedade capitalista”.

Sua intervenção chamou atenção para a desigualdade que continua marcando o mercado de trabalho e para a violência brutal que atinge particularmente as mulheres negras. Em 2025, as mulheres recebiam, em média, cerca de 21% menos que os homens nas empresas abrangidas pelo relatório oficial de transparência salarial, enquanto o país atingiu um novo recorde de feminicídios. Para Ana, combater essa realidade exige não apenas responsabilizar os agressores, mas enfrentar as condições materiais que mantêm milhares de mulheres dependentes, precarizadas e expostas à violência, garantindo emprego, renda, moradia, serviços públicos e condições efetivas para romper relações violentas.
Ana destacou ainda que “essa luta precisa enfrentar simultaneamente a extrema direita, que transforma os direitos das mulheres e dos setores oprimidos em alvo permanente, e os limites da política de conciliação de classes, que subordina essas reivindicações às conveniências eleitorais e institucionais.” Em contraposição, recuperou as experiências de mulheres que se organizam e resistem – nas lutas feministas, indígenas, contra a violência policial e em defesa dos direitos reprodutivos – para defender um programa que articule o combate ao feminicídio e à violência de gênero, o direito ao aborto legal, seguro e gratuito, as cotas trans, a defesa da educação pública, o fim da escala 6×1 e a luta dos entregadores pela taxa mínima. Sua saudação terminou com um chamado a construir uma alternativa anticapitalista dos explorados e oprimidos, disputando as eleições, mas colocando sua força fundamental na organização e na mobilização das ruas.
Renato Assad, cabeça de chapa da Bandada Anticapitalista, é entregador por aplicativo, professor, membro-fundador da ONTDR e autor do livro Entregadores de Aplicativos: a luta de um novo proletariado. Relacionou as diferentes experiências presentes no ato à necessidade de construir uma alternativa política independente. Uma candidatura que intervenha nas lutas e nas eleições sem se subordinar aos patrões, à extrema direita ou à conciliação de classes promovida pelo governo Lula.

A intervenção de Renato partiu de uma caracterização mais ampla do momento internacional e nacional, marcado pela polarização social, pela crise dos regimes políticos e por uma crise estratégica do próprio capitalismo. Destacou que “as crises econômica, social, climática e geopolítica se combinam e produzem contradições cada vez mais profundas, ao mesmo tempo em que se intensificam as disputas entre as grandes potências imperialistas.” Nesse cenário, alertou para o fortalecimento da extrema direita e do trumpismo e defendeu uma posição independente diante dos diferentes blocos internacionais, rejeitando tanto a submissão ao imperialismo norte-americano quanto a ideia de que potências como a China possam representar uma alternativa para a classe trabalhadora.
Para Renato, “a extrema direita não pode ser nem subestimada nem superestimada, mas enfrentada a partir de uma política concreta capaz de responder aos problemas mais sentidos pelos trabalhadores. Isso significa combinar o enfrentamento político à extrema direita e ao imperialismo com bandeiras como o fim da escala 6×1, melhores salários e condições de trabalho e a luta dos entregadores pela taxa mínima.” Sua crítica à conciliação de classes apareceu justamente nesse ponto: governos e direções políticas que subordinam as mobilizações às negociações institucionais são incapazes de colocar em movimento a força social necessária para derrotar a extrema direita e conquistar mudanças profundas.
A experiência dos entregadores ocupou um lugar central em sua intervenção. Renato recuperou as batalhas travadas contra diferentes projetos de regulamentação apresentados nos últimos anos e a mobilização que levou os trabalhadores até Brasília, ressaltando que foi a pressão organizada nas ruas que conseguiu barrar propostas que poderiam aprofundar a precarização e criar novas formas de retirada de direitos. Por isso, insistiu que “a crítica à conciliação de classes não é uma questão moral ou de “purismo”, mas uma conclusão extraída das próprias experiências históricas e atuais da classe trabalhadora: conquistas reais dependem da independência política, da organização desde baixo e da luta direta.”
Foi a partir dessa perspectiva que apresentou o sentido da Bancada Anticapitalista. A campanha disputa votos e busca representação parlamentar, mas sua aposta fundamental não está no Congresso ou nos palácios. Um eventual mandato deve estar subordinado e colocado a serviço das lutas, porque a força capaz de transformar a sociedade está na organização dos trabalhadores e da juventude. Nesse sentido, Renato destacou a importância do PSTU e de toda a esquerda de construir ainda antes das eleições um processo de mobilização nacional que articule a luta pelo fim da escala 6×1, o Breque Nacional dos Apps de 1º de setembro e outras reivindicações da classe trabalhadora, pressionando tanto o Congresso quanto o governo federal.
Sua intervenção terminou reforçando que “a Bancada Anticapitalista não pretende apresentar a política como tarefa de alguns poucos representantes, mas contribuir para construir uma força coletiva preparada para as convulsões e novas lutas produzidas pelas próprias contradições do capitalismo, que cozinha em seu interior as condições para novas revoluções.” Daí o chamado para construir a campanha, a Juventude Já Basta e a corrente Socialismo ou Barbárie, fortalecendo os vínculos entre trabalhadores e estudantes e apostando na combinação entre diferentes setores em luta. Para Renato, a tarefa fundamental é preparar uma nova geração militante capaz não apenas de resistir aos ataques do presente, mas de disputar uma saída socialista diante de um capitalismo que produz crises cada vez mais profundas.
Apoiando-se no novo metabolismo, chamamos todes a construir a campanha da Bancada Anticapitalista!
A composição do lançamento esteve profundamente ligada ao novo metabolismo da luta de classes que começa a se desenvolver no Brasil. Em meio à polarização institucional entre o governo Lula e a extrema direita, novos e antigos setores da classe trabalhadora e dos oprimidos entram em movimento por baixo, constroem formas próprias de organização e impactam o cenário político nacional – fazendo assim retroceder burguesa, extrema direita e governo Lula.
A greve das universidades estaduais demonstrou a disposição de luta existente entre a juventude. Durante mais de cinquenta dias, estudantes organizaram assembleias, comandos de greve, piquetes, ocupações e manifestações em defesa da permanência, da educação pública e de uma universidade democrática e a serviço da classe trabalhadora. Estes companheiros, ao lado dos funcionários, obtiveram importantes saldos políticos não só contra Tarcísio e a reitoria Aluísio, mas também dando a batalha pela democracia de base diante da direção burocrática do DCE da USP.

Os entregadores por aplicativo, por sua vez, vêm construindo uma experiência nacional de mobilização contra as plataformas. Depois dos Breques realizados em março e abril, a categoria prepara uma nova paralisação nacional para 1º de setembro, exigindo que o governo federal aprove imediatamente uma Medida Provisória da Taxa Mínima e garanta seguros de vida e contra acidentes integralmente custeados pelas empresas.
Essas lutas se somam à mobilização pelo fim da escala 6×1, às greves operárias, às resistências dos povos indígenas e às mobilizações das mulheres, da população negra e LGBTQIA+. Mesmo sem se unificarem ainda em um movimento nacional de conjunto, esses setores de vanguarda de massas já demonstraram sua capacidade de conquistar vitórias, pautar o debate político e impor recuos aos patrões, à extrema direita e aos governos.
O lançamento da Bancada Anticapitalista – 1611 reuniu precisamente parte desses sujeitos. Por isso, não foi um ato eleitoral rotineiro ou uma atividade voltada apenas à apresentação de candidaturas. Foi uma demonstração de que existe uma nova geração de lutadores, que mesmo ainda sem se nacionalizar, lutam e impõem vitórias com sua auto-organização, retomando e recriando os métodos históricos de organização e luta da classe operária .
A Bancada Anticapitalista parte da compreensão de que as eleições não podem ser um fim em si mesmas. A disputa eleitoral deve estar a serviço da mobilização direta, da organização e da elevação da consciência política da classe trabalhadora e dos oprimidos
É necessário atuar por baixo, impulsionando e procurando unificar as lutas, mas também disputar politicamente por baixo e por cima, apresentando uma alternativa independente diante da extrema direita e da conciliação de classes. Sem essa combinação, as eleições continuarão monopolizadas pelos representantes dos patrões, pelos partidos do regime – inclusive os da esquerda da ordem – e por candidaturas milionárias financiadas pelos interesses da classe dominante.
A presença de Vera Lúcia, candidata pelo PSTU ao governo do estado de São Paulo, as saudações de militantes e apoiadores contribuíram para fortalecer o lançamento e as falas dos candidatos. Mas o principal protagonista da atividade foi o projeto coletivo representado pelos integrantes da Bancada Anticapitalista e pelos setores em luta que estiveram presentes.
O êxito do lançamento demonstra que existe uma base política e social para construir uma campanha militante, enraizada nos locais de trabalho, estudo e moradia. Agora, o desafio é transformar a força da atividade em organização: ampliar os comitês, multiplicar as panfletagens, abrir novos contatos, disputar votos e levar nosso programa para setores cada vez mais amplos.
Nossa próxima grande batalha será o Breque Nacional dos Apps de 1º de setembro. A Bancada Anticapitalista – 1611 estará ombro a ombro com os entregadores, enfrentando as plataformas e exigindo do governo federal a aprovação imediata da MP da Taxa Mínima.
Também seguiremos nas lutas pelo fim contra as contra reformas, pelo fim do ajuste fiscal, da misoginia, do genocídio da juventude negra e periférica e contra a intervenção imperialista e a extrema direita. Lutamos pelo fim da escola 6×1, pela MP dos entregadores, pelo aborto legal e gratuito, pelo aumento do salário mínimo e por uma alternativa anticapitalista independente da conciliação de classes.
O lançamento da Bancada Anticapitalista foi um enorme primeiro passo. A partir de agora, é preciso levar às urnas a força que vem das ruas e utilizar cada voto, cada panfleto e cada atividade – a começar do Breque Nacional de Apps pela MP da taxa mínima que acontecerá no dia 1º de setembro e em relação ao qual somos parte orgânica como Bancada, Juventude e organização política (SoB) – para fortalecer a organização independente dos trabalhadores e construir uma alternativa socialista e revolucionária.
A partir da candidatura coletiva da Bancada Anticapitalista a deputado federal, chamamos todes a construir conosco uma campanha militante e independente não só para emplacar as ideias revolucionárias no processo eleitoral, como servir de ponto para as lutas reais que se insurgem desde baixo! Se organize no Comitê de Campanha da Bancada e faça parte da militância da Juventude Já Basta! e da Corrente Socialismo ou Barbárie!










