por Juventude Já Basta!
Enquanto a reitoria de Aluisio Segurado acumula um gigantesco caixa de 9,4 bilhões, as condições de estudo, permanência e trabalho na USP pioram a cada dia: Cortes no programa de bolsas PAPFE, falta de vagas de moradia e água no CRUSP; Perdas salariais sem reajuste real para os funcionários desde 2012; Terceirização e precarização desenfreadas nos bandejões com larvas e mofo em nossas refeições e sucessivos ataques à organização política e democrática des estudantes avançando contra a autonomia dos espaços estudantis.
O projeto de Tarcísio e da extrema direita para a USP é aprofundar o desmonte, forçar a evasão des estudantes cotistas e atacar o direito à educação da juventude trabalhadora!
Por que isso acontece?
Essa realidade de desmonte é produto dos Parâmetros de Sustentabilidade, o teto de gastos da USP aprovado em 2017. Essa medida representa um reacionário projeto político que não somente quer desmontar a universidade pública como espaço de produção de pesquisa e conhecimento crítico como expulsar a juventude negra e trabalhadora que ingressou pelas cotas!
Com a aprovação de uma bonificação aos docentes no valor anual de R$240 milhões, a reitoria escancara seu descaso com a realidade universitária: se tem dinheiro para bonificação, tem dinheiro para permanência e para os salários!
Apostar na luta unificada pela base para conquistar:
Nenhum estudante a menos! Por auxílio permanência de 1 salário mínimo paulista (R$ 1.804,00) e moradia no CRUSP para toda a demanda!
Isonomia já e Fim dos Parâmetros de Sustentabilidade! Incorporação de R$ 1.600 nos salários de todas as trabalhadoras e trabalhadores da universidade!
Tirem as mãos dos nossos espaços! Pela revogação imediata da minuta contra a autonomia dos espaços estudantis!
Fim das terceirizações nos bandejões! Efetivação des funcionáries sem necessidade de concurso público!
Tarifa zero na USP! Por transporte circular gratuito para todes em todos os dias!
Por cotas trans, PCDs e vestibular indígena já!
Só uma greve ativa nas bases pode garantir nossa vitória!
Com a deflagração da greve de trabalhadores e a adesão à greve estudantil por dezenas de cursos em todos os campi da USP, demonstramos que é possível unificar as forças para botar a reitoria e Tarcísio na parede. Com medo da poderosa aliança estratégica entre estudantes e trabalhadores, a reitoria busca dividir as forças, fragmentando a negociação sobre as pautas e oferecendo contrapropostas sem concretude como fez durante a negociação com os trabalhadores. O objetivo é claro: desmobilizar os setores em luta e resistir as reivindicações.
Para que essa força unificada se expresse e a greve continue a se fortalecer, nossa mobilização precisa ser ativa e conectada às bases. Para nós da Juventude Já Basta!, é preciso apostar na construção das históricas ferramentas de luta do movimento estudantil e operário:
Assembleias gerais e de curso – Espaço para que se expresse a autodeterminação do conjunto des estudantes de maneira democrática e se avalie constantemente o curso da luta
Comando de greve abertos de curso – Instância que substitui o CA e é aberta para todo e qualquer estudante para pensar e propor os próximos passos da mobilização em cada curso
Plenária dos 3 setores – Espaços políticos e deliberativos entre as três categorias da universidade (estudantes, trabalhadores e professores) para concretizar a unidade operário estudantil










