Bolsonaro inimigo da educação!

Todos às ruas para derrotar mais esse ataque

POR MARTIN CAMACHO

Há mais de uma semana, o governo determinou cortes de verbas das universidades federais, o montante é de 30% a 35% do orçamento das instituições. Mas não ficou só nisso, também se viram afetadas: a educação infantil, a educação técnica e até os hospitais que dependem das universidades. Ou seja, essa medida compromete a educação em todos os níveis.

Tudo começou depois da troca do anterior ministro da educação, Vélez, pois não atendeu aos interesses do capital financeiro, por um economista, que de educação não tem conhecimento algum, com o objetivo de cortar verbas da educação.

O atual ministro, Weintraub, formado na USP com baixíssimas notas, como se observa pelo histórico escolar que circulou pelas mídias, usou um argumento puramente ideológico para penalizar três universidades, UNB, UFBA e UFF, porque estavam promovendo “balbúrdia”.

Como estamos na era da fake News, para um importante setor da população, que não participa do cotidiano das universidades, esse absurdo discurso do ministro passa como verdade, então acabam acreditando que realmente deve haver corte de orçamento.

Dias antes, o próprio presidente declarou que cortes seriam feitos nas áreas de Sociologia e Filosofia, “justificando” que estas disciplinas não têm incidência na economia do país, mas sim apenas carreiras como engenheira ou medicina são importantes – visão tacanha e totalmente desprovida de sentido, uma vez que a formação integral da inteligência é condição para o desenvolvimento técnico-científico. Mas os cortes ababam também afetando carreiras de alto desenvolvimento tecnológico.

Depois das reações à fala do ministro sobre a “balbúrdia das universidades”, o governo cortou verbas de todas as universidades em 30%. O reitor da Universidade Federal do Espírito Santo, presidente da Andifes, Reginaldo Centoducatte disse que “estamos há anos nos adaptando a orçamentos cada vez menores e mais alunos. Chegamos ao limite (…) Aquilo que era um equívoco para três universidades, tornou-se um equívoco maior, agora envolvendo todas as universidades, será um caos se 30% do orçamento for retirado”. Por outro lado, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) teve 39,74% das verbas bloqueadas, isto afetará laboratórios e o funcionamento do hospital, anunciou o reitor.

Além dos cortes nas universidades, o Ministério de Educação (MEC) também efetuará cortes na já sofrida educação básica que somam 2,4 bilhões, verbas essas do FUNDEB que seriam destinadas aos investimentos em programas do ensino infantil e médio.

Também foi bloqueado o aporte para o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec) e o Mediatec, que é ensino médio e técnico ao mesmo tempo, bem como verbas para merenda e transporte escolar. Ou seja, os cortes têm com conteúdo totalmente político que afetará os mais pobres, fazendo com que muitas crianças não possam ir mais à escola por falta de alimentaçãõ ou infraestrutura. Uma política criminosa de um governo que quer colocar nas mãos do capital financeiro a educação de toda população do país.

Tudo isso significa um corte de R$30 bilhões de reais que asfixia a educação nacional para se atingir uma suposta meta fiscal. Mas sabemos que os motivos não são técnicos. Em visita ao Senado, o Ministro da Educação mudou um pouco o tom falando que se trata apenas de um congelamento, que assim que a economia se recuperar as verbas podem voltar… Este suposto crescimento econômico para o ministro se daria logo depois da aprovação da “reforma” da Previdência. Deixa claro assim uma tosca chantagem, ou seja, se não for aprovada a reforma da Previdência, os cortes vão continuar.

Organizar a Greve Nacional da Educação

No próximo dia 15 a Greve Nacional da Educação, convocada por todas organizações sindicais dos trabalhadores da educação, tem como mote exigir o fim dos cortes de verbas e a devolução do dinheiro para as instituições para que possam dar continuidade à educação de qualidade.

A política entreguista do governo é descarada e perversa, trabalha a serviço de engordar os bolsos dos empresários da educação particular que pouco se importam com ensino, pesquisa e extensão. É por tudo isso que no 15M temos todos/as que sair às ruas contra os cortes na educação.

Suspenção imediata dos cortes nas verbas da educação!

Todo apoio aos estudantes que se mobilizam pelo país!

Todos/as às ruas no dia 15 de Maio!

Basta de Bolsonaro!