Nós, entidades sindicais, organizações sociais, movimentos populares, personalidades políticas, ativistas e lutadores comprometidos com as liberdades democráticas e os direitos sociais, manifestamos nosso irrestrito apoio à luta dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP), da UNESP e da UNICAMP, bem como às diversas categorias de trabalhadores que se encontram mobilizadas no estado de São Paulo, como a categoria metroviária, contra os ataques aos direitos sociais, à educação pública e aos serviços essenciais.
Repudiamos com veemência a intervenção repressiva da Polícia Militar do Estado de São Paulo contra os estudantes mobilizados, em mais um episódio de criminalização da organização estudantil e da livre manifestação política no espaço universitário. A gestão Tarcísio de Freitas, tem se caracterizado pela violência institucional e tentativa de silenciamento dos movimentos populares.
Denunciamos a atuação provocadora de setores da extrema direita, em especial grupos como o MBL, que historicamente operam para tensionar conflitos, criminalizar movimentos sociais e servir de linha auxiliar para políticas de repressão contra estudantes, trabalhadores e organizações sociais.
Denunciamos também o governo Lula que, ao não se colocar abertamente contra a sucateamento e a precarização de trabalho e direitos da juventude e da classe trabalhadora nas universidades estaduais de SP, feitos pelo governador da extrema direita Tarcísio de Freitas, facilita a atitude violenta de Tarcísio contra os estudantes – aliás, o governo federal vem agindo também de forma dura com os Técnicos Administrativos (TAE) das universidades federais, já há cerca de três meses em greve.
Manifestamos solidariedade à luta dos estudantes em defesa da universidade pública, gratuita, democrática e socialmente referenciada. Sua mobilização integra um processo mais amplo de resistência das categorias em luta no estado de São Paulo e em todo o país.
Chamamos as centrais sindicais, sindicatos, entidades estudantis, organizações populares, movimentos sociais, mandatos parlamentares e personalidades públicas a se posicionarem em solidariedade aos estudantes e trabalhadores mobilizados, denunciando qualquer forma de violência, perseguição política ou criminalização dos movimentos sociais.
Entendemos, por fim, a necessidade da unificação e da radicalização das lutas em curso. Seguir o exemplo dos indígenas da região do Rio Tapajós e mostrar à Tarcísio nossa disposição de lutar até a vitória.
É necessário ocupar as ruas, mas também ocupar as redes sociais, gravando vídeos que denunciem a repressão e manifestem apoio às demandas estudantis, contra a extrema direita e o governo Tarcísio.
Toda solidariedade aos estudantes em luta!
Basta de repressão policial contra os movimentos sociais!
Em defesa da educação pública, dos direitos sociais e da livre manifestação!
Dia 20 – Todas e Todos à Marcha Estadual para o Palácio do Governo, no dia 20 de maio, às 14h, partindo do Largo da Batata, em São Paulo.
Assine e apoie essa luta:
Movimento pela Frente Socialista Revolucionária – MFSR
Corrente Internacional Socialismo ou Barbárie – SoB
Liga Internacional Socialista – LIS
Corrente Socialista dos Trabalhadores e Trabalhadoras – CST
Emancipação Socialista – ES
Movimento por um Partido Revolucionário – MPR
Movimento Revolucionário dos Trabalhadores – MRT
Movimento Revolucionário Socialista – MRS
Movimento dos Socialistas Independentes – MSI
Partido Operário Revolucionário – POR
Revide Comunista Internacionalista – RCI
Revolução Socialista – RS
Tendência Sindical Unidos Pra Lutar – CSP CONLUTAS
Coletivo Feminista Marielle Vive








![Entregadores: patronal[1] apresenta proposta ao GT da regulamentação do trabalho por plataformas](https://esquerdaweb.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-30-at-13.33.42-100x70.jpeg)

