Enquanto o Congresso discute a reforma trabalhista escravista, lá fora o país está paralisado por uma greve geral contundente. A CGT fez de tudo para torná-la passiva, para não envolver os trabalhadores no debate. O sindicalismo combativo e a esquerda convocaram uma mobilização ao Congresso para levar às ruas a reivindicação contra a reforma.
“Já estamos com o Nuevo MAS na Praça do Congresso mobilizando-nos em repúdio à contrarreforma trabalhista escravista de Milei. Também apoiando a luta dos trabalhadores da FATE e sua reivindicação pela reabertura imediata da fábrica e a reintegração de todos!”
escreveu, em sua rede social, Manuela Castañeira, dirigente do Nuevo MAS.

“Estudantes, trabalhadores e aposentados estamos no Congresso mobilizando-nos em repúdio à contrarreforma trabalhista escravista de Milei. Também em apoio aos trabalhadores da FATE. Reabertura já da fábrica com todos dentro!”
disse, por sua parte, Federico Winokur.
A escravização dos trabalhadores é o único projeto para o país que este governo e seus cúmplices conseguem impor.
Para além de toda discussão ideológica, o governo argumenta que as leis trabalhistas atuais são muito “caras”. Que uma reforma trabalhista serviria para ampliar o trabalho registrado. É preciso ser muito idiota ou odiar os trabalhadores e seu direito de ter uma vida própria para não reconhecer o que isso significa: a solução para o trabalho informal é fazer com que o trabalho formal seja igual ao informal. A reforma trabalhista de Milei é a legalização do trabalho informal.

Diante disso, as ruas estão quase totalmente vazias devido à paralisação quase completa das atividades. A paralisação dos transportes — ônibus, metrô, trens e aeroportos —, juntamente com as principais indústrias e serviços, tornou a greve geral praticamente total.

Acabou o momento em que o governo parecia capaz de se impor sem qualquer resistência. Era apenas uma aparência. Os dias que antecederam a paralisação já mostravam que o governo não tinha controle total da situação. Para começar, esperavam aprovar hoje (19/2) a reforma trabalhista. Mas tiveram que recuar em um ponto de última hora: o corte dos salários por licença. Assim, em nenhum cenário a reforma trabalhista será aprovada definitivamente hoje. Terá que voltar ao Senado.

Parte da reforma trabalhista escravista é a tentativa de proibir de fato o direito à greve. Ela tenta fazer isso por meio de uma ampliação da lista de atividades consideradas “essenciais” e incorpora uma regulamentação sobre “atividades ou serviços de importância transcendental”.
Toda a situação política nacional antes da discussão da reforma trabalhista e da greve geral foi marcada pela tentativa de fechamento da FATE e pela resistência dos trabalhadores.










