Em um contexto de uma intensa polarização que marca esta nova etapa da luta de classes, de crises, guerras e, quiçá, revoluções, a juventude é ponta de lança na luta anticapitalista contra a violência política, corrupção e brutal exploração do trabalho.
Hoje, observamos o surgimento de uma vanguarda de massas, levada à frente pela juventude, que mundialmente toma as ruas em protesto contra governos marcados pelo autoritarismo, pela violência e pela crescente precarização das condições de vida da população trabalhadora.
Essas mobilizações se articulam também em solidariedade internacional, denunciando, entre outras causas, o genocídio promovido pelo sionismo contra o povo palestino em Gaza.
Em vários países vemos a geração Z protagonizar levantes populares, mais recentemente, nestas últimas semanas assistimos a enormes protestos tomarem as ruas no Peru.
Por Shin Shintate e Maria Cordeiro
No dia 10 deste mês de outubro, a duradoura crise política peruana alcançou outro marco com a conclusão do processo de impeachment da presidente Dina Boluarte. A remoção da chefa de estado marca o terceiro impeachment no país desde 2016 e a queda da sexta pessoa a assumir o executivo no mesmo período, em uma prolongada sucessão de golpes, renúncias, escândalos, manifestações em massa, violência política, impasses entre executivo e legislativo e uma tensa polarização entre cidade e campo. Instalada no poder por um golpe parlamentar contra o ex-presidente Pedro Castillo, Boluarte deixa a cena com uma reprovação de 97%, sob a mesma justificativa constitucional de “incapacidade moral permanente” que fora utilizada para remover seu antecessor.
Diante deste cenário, no fim de semana dos dias 27 e 28 de setembro, a chamada Geração Z voltou a ocupar as ruas do Peru em protestos contra a reforma da Previdência proposta pelo governo de Dina Boluarte e contra o avanço da violência ligada ao crime organizado.
As manifestações se espalharam por pontos estratégicos de Lima, com bloqueios em avenidas centrais, paralisação do transporte público por 48 horas e a “Marcha da Geração Z”. Os manifestantes seguiram em direção ao Congresso e ao Palácio do Governo, onde foram recebidos por uma intensa violência policial.
A mobilização foi liderada por jovens trabalhadores e estudantes, que se somaram aos profissionais do transporte em repúdio às extorsões e ameaças crescentes no setor. Embora concentrada na capital, a onda de protestos reflete um clima de instabilidade que se estende por todo o país.
O outro motor que impulsiona os protestos é a onda de violência extrema que atravessa o país. Entre janeiro e agosto deste ano, ocorreram 6.041 assassinatos, o número mais alto para o mesmo período desde 2017. A isso se soma o aumento das extorsões do crime organizado, já que, no mesmo intervalo de tempo, foram registradas 18.385 denúncias de extorsão, um incremento de 29,3% em relação ao mesmo período de 2024.
No lugar de Boluarte, assume José Jeri, anteriormente o presidente do mesmo congresso reacionário de tendência fujimorista que instalou a sua antecessora. Detentor de um histórico premiado de escândalos que abrange acusações de violência sexual e corrupção, Jeri não aparenta apresentar uma conclusão tangível para quaisquer elementos da crise senão da consolidação do poder de um legislativo conservador historicamente impopular, com apoio pleno das forças armadas e da Corte Constitucional.
Mesmo após a destituição da presidente Dina Boluarte na última semana, os chamados “protestos da Geração Z” continuam a incendiar as ruas do Peru, contestando a legitimidade do mecanismo deslocado das bases, que resultou na posse de Jeri.
Convocadas principalmente pelas redes sociais, as manifestações se concentraram na Praça San Martín, no centro de Lima. Imagens do local mostram grupos de jovens erguendo barricadas em chamas e lançando coquetéis molotov, fogos de artifício e outros objetos contra as forças de segurança.
Isso se dá após um longo processo de colapso da confiança pública em quaisquer formas de expressão institucional do poder político. As forças eleitorais tradicionais do país, como o Partido Aprista Peruano (o antigo APRA, fundado como movimento progressista e anti-imperialista e objeto subsequente de uma longa guinada à direita), o Peru Possível do ex-presidente centrista Alejandro Toledo e o Partido Nacionalista Peruano do ex-presidente Ollanta Humala, todos entraram em um declínio político irreversível após uma série de governos impopulares, que atingiram seu estopim em 2016, quando o escândalo da Odebrecht arrasou o mundo político peruano.
O país se encontrava então sobre a gestão de Pedro Pablo Kuczynski (conhecido como PPK), eleito no mesmo ano com uma plataforma liberal, tecnocrata e personalista pelo partido Peruanos por el Kambio (também conhecido como PPK) em um segundo turno contra Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori e líder central da extrema-direita fujimorista, uma disputa marcada pela polarização entre o litoral urbano, branco e fujimorista, e um interior indígena, ferrenhamente oposto ao legado do ditador. Implicado no escândalo e obstruído por um congresso fujimorista, Kuczynski foi removido em um processo de impeachment em março de 2018 e sucedido pelo seu primeiro vice-presidente (o sistema eleitoral do país prevê chapas presidenciais com dois vices), o liberal moderado Martín Vizcarra. Um ano depois, o ex-presidente aprista Alan García, longevo líder populista no país, cometeu suicídio frente a sua iminente prisão em razão de sua implicação no escândalo da Odebrecht.
A gestão de Vizcarra foi marcada pela intensificação da polarização entre o poder executivo e o congresso fujimorista, que conduziu uma longa e eficiente campanha de obstrucionismo político. A disputa envolveu tentativas falhas de impeachment, a renúncia do segundo vice da chapa de PPK, acusações de corrupção, a dissolução do congresso e a convocação de novas eleições legislativas que viriam a reduzir o poder fujimorista no legislativo. Há, evidentemente, um desgaste na legitimidade tanto do centro liberal tradicional quanto da direita tradicionalmente leal a Keiko Fujimori, ao passo que os elementos existentes da esquerda da ordem, liderados por Verónika Mendoza, terceira colocada em 2016, foram incapazes de se aproveitar da crise. Enfim, a presidência de Martin Vizcarra foi encerrada por um procedimento de impeachment em novembro de 2020, sob a justificativa familiar de “incapacidade moral permanente”.
Dessa forma, a presidência é assumida por Manuel Merino, então presidente do congresso e membro da Ação Popular, outro partido tradicional de centro-direita. A natureza do golpe contra Vizcarra, conduzido em menos de um mês, assim como a rápida formação de um gabinete alinhado à extrema-direita após a posse de Merino, resultaram em protestos em massa contra o novo governo. Entre as demandas dos manifestantes estavam a formação de uma nova constituinte (a constituição vigente do país foi promulgada sob a ditadura de Alberto Fujimori), a instituição de direitos trabalhistas e, claro, a remoção do novo presidente. Apenas a terceira seria conquistada, quando Manuel Merino renunciou em seu sexto dia de governo.
A queda rápida do novo presidente, que deixara vazia a cadeira de presidente do congresso, forçou o legislativo a eleger um novo chefe e imediatamente empossá-lo como presidente da república. Assim inicia a quarta gestão da crise, encabeçada por Francisco Sagasti do Partido Roxo, força neoliberal, tecnocrata e “antipolítica”. Sagasti fez questão de caracterizar seu governo como transicional, e, desgastado pela pandemia de COVID-19, optou por abster-se das eleições do ano seguinte.
Finalmente, o colapso institucional das forças políticas tradicionais se mostraram presentes nas eleições gerais de 2021. O enfraquecimento da hegemonia do Fujimorismo sobre a ultradireita litorânea se fez cada vez mais clara, na medida em que os antigos aliados do fujimorismo, o economista Hernando de Soto e o empresário fundamentalista católico Rafael Lopez Aliaga, apresentaram concorrência séria no primeiro turno. Frente a uma conjuntura eleitoral profundamente fragmentada, Pedro Castillo, então conhecido apenas como uma liderança sindical de uma greve de professores em 2017, surpreende como primeiro colocado do pleito, com apenas 19% dos votos, vindos primariamente do interior do país. A plataforma do seu partido, o Peru Livre, é marcada por um nacionalismo agrário, uma aderência declarada ao socialismo e às ideias de José Carlos Mariátegui e um forte conservadorismo social, virulentamente hostil ao feminismo e à população LGBTQIA+. Após um segundo turno marcado pela antiga polarização entre cidade e campo e pela tentativa de associar o Peru Livre aos resquícios do Sendero Luminoso, Castillo é eleito com 51% dos votos contra Keiko Fujimori. Os aliados de Keiko sinalizam a intenção de contestar os resultados, mas optam por aceitar a derrota.
Assim como seus antecessores, Castillo imediatamente se depara com um congresso conservador, dominado pelas várias linhas da extrema-direita. De forma a garantir o funcionamento de seu governo, o presidente recém-empossado imediatamente faz concessões à direita, como a nomeação de Júlio Belarde à presidência do Banco Central. Desde o início, a gestão encontra enormes dificuldades em equilibrar os interesses de seus companheiros no Peru Livre e os setores pró-mercado nomeados para placar o congresso, e há a rápida nomeação e queda de cinco primeiros-ministros sucessivos. Mesmo após a moderação imediata da retórica progressista e nacionalista (mas não de seus aspectos conservadores), o governo se encontra em um embate constante contra o legislativo, que culmina ainda no final de 2022 no simultâneo fechamento do congresso pelo presidente e no impeachment de Castillo por, outra vez, “incapacidade moral”. Com o apoio da mídia, do poder econômico, das forças armadas e das potências ocidentais, a legislatura acaba vitoriosa, e Pedro Castillo é removido, preso e caracterizado internacionalmente como “golpista”.
Assume então Dina Boluarte, que foi candidata à segunda vice-presidente na chapa de Castillo. O primeiro vice, Vladimir Cerrón, teve a candidatura anulada ainda durante a campanha devido a processos de corrupção em andamento. A nova presidente rapidamente abandona seus antigos companheiros do Peru Livre, monta um gabinete distintamente conservador, e toma medidas como a classificação da população trans como doentes mentais. A gestão de Boluarte imediatamente enfrenta protestos em massa liderados pela juventude e pelas populações indígenas, com a exigência de novas eleições diretas e da formação de uma nova constituinte. Em resposta, o governo declara estado de cerco e fortalece seus laços com as forças armadas, que são aplicadas de forma indiscriminada contra os manifestantes, resultando na morte de ao menos 69 civis e nos massacres de Ayacucho e Juliaca. Alinhada ao fujimorismo, a Suprema Corte declara que a constituição peruana não prevê o direito de protesto e que os atos são ilegais. Patricia Benavides, procuradora geral da república, visou processar a presidente por genocídio, mas é logo demitida. Após o silenciamento dos protestos e de uma série de escândalos de corrupção, a gestão de Dina Boluarte, que nunca ultrapassou 10% de aprovação (embora tenha, segundo pesquisa do Instituto de Estudos Peruanos (IEP), atingido 72% entre o empresariado), é finalmente encerrada por ação do congresso em razão a conhecida “incapacidade moral permanente”.
Frente ao colapso dos movimentos políticos, da rejeição das massas dos meios institucionais existentes e da crescente marginalização da população indígena interiorana, há de se perguntar o que se encontra no horizonte para o povo do Peru. Na medida em que Pedro Castillo conseguiu vencer o primeiro turno do pleito de 2021 com apenas 19% dos votos, as pesquisas mais recentes mostram uma disputa acirrada entre Keiko Fujimori e os fundamentalistas de Lopez Aliaga, agora o prefeito de Lima: Nenhum dos dois pontua acima de 15%. Por sua vez, as intenções de branco ou nulo chegam a 39%, mais do que o triplo do melhor resultado de cada um. A conjuntura é marcada pelo desencanto em massa com a via eleitoral.
Contudo, houve em determinados momentos da crise, o surgimento de candidatos alternativos que obtiveram resultados competitivos nas pesquisas. Em 2023, múltiplas simulações demonstraram o avanço de Antauro Humala, irmão do ex- presidente Ollanta Humala e herdeiro do movimento etnocacerista: Uma força etnonacionalista quéchua, marcada pelo ultranacionalismo econômico, reacionarismo cultural, e Irredentismo Inca, a favor da retomada de territórios atualmente controlados pelo Chile e da exclusão de minorias não quéchuas da sociedade peruana. No entanto, a Aliança Nacional, veículo político de Humala, acabou na ilegalidade por iniciativa do primeiro-ministro Alberto Otárola e não irá disputar as eleições de 2026. Alberto Fujimori, pai de Keiko e ex-ditador responsável pela castração química de populações indígenas e por estatizações em massa, chegou a anunciar a sua nova candidatura à presidência, mas apesar de sua pontuação significativa em certos pleitos, ele não poderá disputá-la em razão de sua morte por câncer de língua em 11 de setembro de 2024 (a constituição peruana barra defuntos de assumir a presidência). Finalmente, o ex-presidente Vizcarra também expressou interesse em apresentar uma alternativa eleitoral à ultradireita, mas o congresso lhe declarou inelegível por 10 anos por supostamente pular a fila de vacinação de COVID.
Observa-se, portanto, a marginalização de uma parcela cada vez maior da população peruana, e a sua exclusão da representação no meio eleitoral resulta em uma intensificação cada vez mais visível da luta de classes. As mobilizações de massa experienciadas em 2020 e 2023 destacam as ruas como o único meio plausível para a expressão legítima de uma classe trabalhadora e de uma população indígena abandonada e cada vez mais violentada por um estado que evidentemente encontra seu apoio no latifúndio e no empresariado.
Como mencionado antes, a esquerda neorreformista de Verónika Mendoza não conseguiu tirar proveito político da crise política desde 2016. De fato, perdeu tanto espaço quanto outras forças tradicionais, obtendo 8% dos votos e o sexto lugar em 2021 em contraste com o terceiro lugar de 18% obtido em 2016. Mendoza já descartou uma candidatura para o ano que vem. Por sua vez, o Peru Livre aparenta ter devorado o espaço da esquerda institucional em 2021, mas a moderação do governo Castillo e a traição do governo Boluarte deixou o partido, que se tornara o maior no congresso durante as eleições, profundamente fragmentado e sem expressão eleitoral na grande maioria das sondas.
Quanto à esquerda revolucionária, há aqueles poucos que se apegam às memórias do Sendero Luminoso, grupo de guerrilha maoísta cujos ataques eram dirigidos não só aos governos, mas também à população civil. Quem não se juntasse ao Sendero Luminoso era considerado inimigo e podia sofrer ataques e até mesmo ser assassinado. Considerado como grupo terrorista pelo estado burguês, por ameaçar com métodos guerrilheiros os interesses da classe dominante peruana, tal corrente política operava sobre uma lógica substitucionista do exercício consciente da classe trabalhadora, como toda guerrilha, ainda mais de tradição maoísta que tem uma concepção anti-leninista de partido: para o maoísmo o partido deve ser antes de mais nada um partido-exército. Contudo, desde as repressões do regime de Fujimori e da captura de seu líder, Abimael Guzmán, também conhecido como “Presidente Gonzalo”, os resquícios do movimento experienciaram uma fragmentação significativa nos poucos territórios que ainda controlam.
Hoje, a principal facção remanescente é o Partido Comunista Militarizado do Peru (MPCP), atualmente liderado pelo “Camarada José” e aderente ao pensamento Xi Jinping do regime capitalista de estado chinês e a um ultraconservadorismo social semelhante àquele adotado pelo Peru Livre. Apesar da tremenda instabilidade da conjuntura peruana, o MPCP não aparenta ter conseguido reverter seu contínuo declínio. Alternativamente na linha stalinista há o Partido Comunista Peruano – Bandeira Vermelha, que se separou do que se tornaria o Sendero Luminoso em 1964 e não obteve expressões significativas de apoio popular desde então.
Portanto, há na conjuntura política peruana um grande vácuo. Observa-se uma intensificação da luta de classes e uma polarização social que não aparenta ser representada na política institucional ou “anti-institucional”. Há uma contestação popular gigantesca do regime vigente, uma ampla rejeição da ordem. Não há, nem no governo de José Jeri nem nas eleições de 2026 uma solução para a crise política que assola o país há 10 anos ou para as contradições colossais que perduram há muito mais tempo. Trata-se de uma situação de profunda incerteza, em que o declínio da ordem vigente é a única coisa que pode ser garantida. Diante desse contexto, a luta de classes, para além da institucionalidade, se torna fator decisivo para a transformação social.
Por fim, é tarefa da juventude e de toda a esquerda revolucionária somar forças, de forma articulada e com unidade nas ruas, às mobilizações populares que ecoam o grito “queremos viver, não apenas sobreviver”! O desafio é impedir que as bandeiras levantadas nas ruas sejam absorvidas por algum tipo de reformismo burguês e convertidas em novos arranjos de poder que apenas reforcem o domínio capitalista e a barbárie social. A tarefa histórica, segundo nossa leitura, é transformar a energia das rebeliões em um projeto anticapitalista concreto e recolocar o socialismo como alternativa real no século XXI.
Tratamos de um momento decisivo: converter o ódio espontâneo das massas em uma força consciente de transformação. Há um mal-estar profundo na sociedade peruana, direcionado contra um sistema que combina o peso do colonialismo, a dependência econômica e a falência das antigas burocracias que acabaram por trair as aspirações populares.
Entre os manifestantes, desponta uma nova geração, cuja presença expressa uma mudança não apenas de ideias, mas de realidade material. O lema “não nos roubem o futuro” sintetiza um sentimento generalizado de que o mundo caminha para um impasse entre revolução e contrarrevolução. Essa juventude, que enfrenta a precarização e o desemprego, assume papel central nos acontecimentos políticos e sociais deste século. Pelo mundo todo vemos reacender a “era das rebeliões” em que a juventude precarizada se levanta contra governos e em defesa de seus futuros, desde a Indonésia, até Marrocos, Madagascar, Nepal e Equador.
No Peru, a crise política se arrasta em meio a um cenário de permanente instabilidade e polarização. Como exposto anteriormente, em menos de uma década, o país viu sete presidentes se sucederam em apenas dois mandatos, evidenciando o esgotamento de um sistema sem rumo e sem legitimidade.
O avanço das mobilizações populares na América Latina, com símbolos anticapitalistas da cultura pop como os chapéus de palha do anime “One Piece”, demonstra o potencial da transformação pela luta de classes na região, de que as lutas das ruas contra os palácios podem pegar um salto qualitativo no próximo período – e é necessário se preparar para isso! Esse movimento surge como resposta direta ao aumento da pobreza e à deterioração das condições de vida. Tanto no sudeste asiático, na África, quanto no Peru, cresce entre os jovens a convicção de que lutar por um futuro digno é a única saída diante da precarização generalizada do trabalho e do desmonte da falta de perspectiva de vida que resultam de um capitalismo cada vez mais violento para tentar atenuar sua crise. A juventude de todo o mundo aponta que o caminho é pelas ruas, com bandeiras anticapitalistas e independência de patrões, burocracias e governos!











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