Por JUAN CRUZ RAMAT
No último 24 de março, houve dois partidos da Frente de Esquerda que impulsionaram um ato unitário com o restante das organizações, incluindo os organismos de direitos humanos vinculados ao peronismo, com o objetivo de frear o discurso negacionista do governo, e o espaço de Bregman e o Partido Operário se opuseram. Haverá por trás dessa discussão um desdobramento do mesmo debate que atravessou a extrema esquerda no Brasil?
– Jorge Fontevechia.
Nas últimas semanas, uma série de polêmicas desencadeadas no interior da FIT-U evidenciou o esgotamento de uma frente que nunca passou de uma mera cooperativa eleitoral. O que surpreende um setor do jornalismo político já não é novidade nos meios da esquerda. A FIT-U atuou separadamente na ampla maioria dos acontecimentos políticos do país desde sua fundação, e é justamente aí que reside seu limite eleitoral crônico: um grupo de partidos que utiliza a sigla todos os 365 dias do ano, mas que, na prática, só existe — tal como a antiga edição da Copa América — a cada dois anos.
No entanto, o surgimento de pesquisas que colocam Myriam Bregman (PTS) como uma figura política com boa imagem pública (ainda que com uma intenção de voto modesta) trouxe a FIT-U para o centro das atenções, expondo suas misérias diante de um público mais amplo. Enquanto a sociedade debate os rumos do país em meio à enorme crise desencadeada pelo governo nacional e à impotência do peronismo, vemos como os debates políticos e programáticos tiveram tão pouca importância nessa frente cooperativa eleitoral, cujo único elemento aglutinador foram, são e serão (?) os cargos e a divisão da esquerda, excluindo o Nuevo MAS e Manuela Castañeira.
Em outras palavras, aquilo que é “normal”, sem deixar de ser surpreendente até mesmo para setores da vanguarda politizada, torna-se difícil de compreender para setores políticos menos acostumados a prestar atenção à esquerda. Basta observar que, ao longo deste ano, a FIT-U vem atuando de forma separada em mobilizações de grande relevância política, como a jornada contra a reforma trabalhista (sim, divididos diante da reforma escravista de Milei!); no último 24 de Março; durante o 1º de Maio, realizando atos separados; divididos em cinco das oito faculdades nas últimas eleições da UBA; e, ainda ontem, novamente separados na mais recente Marcha Federal Universitária.
Pela profundidade do ataque reacionário e contrarreformista contra a estrutura econômica e social do país, o governo Milei coloca questões estratégicas para todos os setores acerca dos rumos da Argentina. Trata-se de uma tentativa de mudança de “modelo” que implica justamente desmontar toda a estrutura do país para reconvertê-lo em um mero exportador de matérias-primas e serviços, e importador de tudo aquilo que exija produção industrial. Um projeto reacionário dessa magnitude implica, além disso, o enfraquecimento dos grandes centros urbanos e das cidades que se formaram e se consolidaram ao calor da produção industrial e da vida laboral construída em torno dela. Tudo aquilo que foi conquistado em termos de cultura, ciência e educação de excelência no marco dessa trama social — e como resultado de uma correlação de forças na qual as maiorias sociais fizeram valer seus interesses por meio de conquistas em matéria de liberdades democráticas e condições de vida — é colocado em xeque pelo governo de extrema direita.
No entanto, o governo atravessa um interregno. Sem ter chegado ao seu destino e ainda no meio da travessia, acumula problemas de toda ordem. Da recessão econômica e do crescente mal-estar social aos casos de corrupção mais grosseiros e escandalosos. Problemas que remetem a questões de fundo: há continuidade para Milei? E, se não houver, o que virá depois de Milei? Para que país estamos caminhando? Com base em quais interesses e aspirações? Sob qual modelo? Esse problema estratégico está colocado para a burguesia econômica — sobretudo a industrial — e para a burguesia política. Mas também, e em particular, para a esquerda. O contraste entre a situação do país, as grandes questões que passam pela cabeça de setores cada vez mais amplos da sociedade e a decadência da FIT-U não poderia ser maior. Este artigo busca contribuir para esclarecer os debates no interior da coalizão e da esquerda, bem como para colocar em pauta os verdadeiros desafios dos anticapitalistas no país, em um chamado de atenção dirigido aos principais integrantes da frente.
Não se tira leite de pedra
Para começar, nenhuma das forças da FIT-U respondeu à pergunta que dá título a este artigo: “Haverá por trás dessa discussão um desdobramento do mesmo debate que atravessou a extrema esquerda no Brasil?”. Isso se chama varrer a sujeira para debaixo do tapete. Na ausência de um debate explícito — ou ao menos público —, os fatos falam por si: os mesmos setores que, em 2008, marcharam ao lado da Sociedade Rural contra o governo kirchnerista e sua proposta de taxação das exportações agropecuárias, hoje integram a frente eleitoral e assinaram um acordo político com o peronismo para o ato de 24 de Março de 2025, algo que voltaram a fazer neste ano de 2026.
Vejamos como um dirigente do partido de Bregman se referia ao tema um ano atrás:
“O MST sempre se caracterizou por ser uma das correntes mais oportunistas da esquerda argentina. Há seis anos integrou-se à Frente de Esquerda, mas diante do 24 de Março e da multitudinária marcha realizada, rompeu com toda independência política ao somar-se a um ato e a um documento nos quais estava proibido apontar quem sustenta o governo liberticida de Milei (…)” (grifos nossos) (Guillo Pistonesi, 25 de março de 2025, La Izquierda Diario).
Algum observador externo, com um mínimo de coerência, poderia enxergar nesse intercâmbio uma discussão profunda. Mas o fato é que nenhuma discussão dentro dessa coalizão teve verdadeira importância, e isso está intimamente ligado à sua própria natureza. Longe de ser um espaço que debata quais tarefas a esquerda revolucionária tem diante de si para se constituir como alternativa de poder, a FIT-U jamais superou a lógica de organizar sua atividade em torno da distribuição de cargos e dos recursos obtidos por meio da participação eleitoral. Tão triste quanto real.
A pergunta de Fontevecchia, portanto, é pertinente, levando em conta que a mesma corrente que, na Argentina, firma acordos programáticos com o peronismo integra, no Brasil, o PSOL, que hoje faz parte do governo Lula. Trata-se de uma política muito diferente da adotada pela corrente Socialismo ou Barbárie, irmã do Nuevo MAS na Argentina, que rompeu com o PSOL quando sua direção capitulou à frente popular com Lula — uma delimitação política com a qual o PTS naquele país também concordou.
Assim, alguém poderia perguntar, de maneira coerente: se existe uma convergência programática mais ampla entre o Nuevo MAS, o PTS e o PO — três partidos que, além disso, mantiveram sua independência em relação ao peronismo no 24 de Março —, por que o PTS tem insistido, junto com o PO, em excluir o Nuevo MAS de uma coalizão que poderia fortalecer seu desempenho eleitoral com a incorporação de Manuela Castañeira e, ao mesmo tempo, ir além do terreno eleitoral na construção de uma alternativa permanente?
Mais uma vez, porque não faz parte da natureza dessa frente discutir os desafios da esquerda em relação à questão do poder. É inútil esperar o impossível. Ou, como diz o ditado, não se tira leite de pedra.
Uma cooperativa eleitoral discute nesses termos, para citar palavras textuais a respeito da incorporação de nossa organização: “é difícil dividir entre quatro partidos; entre cinco é impossível”. Nesse marco, se as contas fecham, como ocorreu até agora, poderão assegurar que o programa político da frente é de independência política (um atributo real, mas bastante desgastado pela atuação dos partidos que a compõem e pela própria frente, que reivindica e defende o mecanismo excludente das PASO). Se não fecham, poderão instrumentalizar os milhares de debates acumulados ao longo de 15 anos. O choque entre as grandes questões estratégicas, as expectativas depositadas na esquerda e o pragmatismo típico dos partidos tradicionais, assimilado pelas correntes da FIT-U, é dessa magnitude.
Fora das pesquisas, tudo é ilusão
Depois da Artemis 2, ninguém voou tão alto quanto o PTS abraçado às pesquisas de opinião. E, como resultado, a imagem positiva de Bregman (com uma grande distância em relação à intenção de voto) teve um efeito fratricida no interior da frente: “O PTS é oportunista”; “Chuva nas redes promovendo a chapa Cristina-Bregman”; “Partido Único e oportunismo pró-peronista” (Néstor Pitrola, 6 de maio de 2026, Prensa Obrera). Estes são alguns trechos de Pitrola em polêmica com o PTS.
Ao que um dirigente do PTS respondeu no dia seguinte: “Impotência e desorientação do PO”; “Vilouta, Majul e… Pitrola”; “Alimária” (Guillo Pistonesi, 7 de maio de 2026, La Izquierda Diario). Estas são apenas algumas frases de uma polêmica fratricida. Evidentemente, não somos alheios às polêmicas duras, mas elas só têm validade quando expressam debates de fundo, e não disputas de bastidores ao estilo peronista, cujo único interesse é demarcar forças em função de uma divisão antecipada de cargos.
Essa adaptação contamina as relações de toda a esquerda, que pretendem submeter a um esgoto político no qual vale dizer qualquer coisa, fazer qualquer coisa ou assinar qualquer programa com o peronismo. Um exemplo claro disso foi a recusa em unificar toda a esquerda com o ¡Ya Basta! (a juventude anticapitalista do Nuevo MAS) na Faculdade de Filosofia e Letras da UBA. Utilizaram os métodos stalinistas mais repugnantes e impediram que o centro acadêmico fosse conquistado pela terceira vez consecutiva, deixando novamente sua direção nas mãos do peronismo e privando o movimento estudantil de uma referência independente para enfrentar o ataque de Milei à universidade.
O dano que causam ao impedir que o movimento estudantil disponha de um centro acadêmico para lutar contra o governo Milei e seus ataques à universidade é apenas uma pequena amostra da enorme mesquinhez que os aflige.
É possível perceber um certo clima de preocupação entre os sócios menores da FIT-U. O receio é que o partido de Myriam Bregman (PTS), embriagado pelas pesquisas de imagem positiva, ensaie um aprofundamento de sua principal característica: dividir a esquerda — não mais apenas excluindo o Nuevo MAS e Manuela Castañeira, mas também se desvinculando de seus aliados de frente, como o PO, a menos que estes voltem a colocar a cabeça sob a bota do PTS, como já se tornou hábito, agora de forma ainda mais acentuada. Em última instância, é a isso que se reduz toda essa polêmica.
Recentemente, uma carta assinada por intelectuais simpatizantes da FIT-U — em nossa opinião, marcada por certo impressionismo — coloca em debate a relação entre esquerda, eleições e poder. Não é objetivo deste texto desenvolver seus argumentos nem travar um debate que seria apenas tangencial com essa carta. No entanto, vale dizer brevemente que, mesmo admitindo a hipótese de que a esquerda anticapitalista e socialista chegasse ao poder por meio de eleições presidenciais, para mantê-lo e levar adiante seu programa seria necessário ampliar qualitativamente sua influência orgânica.
É impossível alcançar esse objetivo sem a base material necessária para dirigir um processo tão complexo quanto desalojar a burguesia do poder e substituir o Estado existente por um semi-Estado dos trabalhadores e trabalhadoras. Essa influência de massas não pode ser substituída pela simples conquista de lideranças políticas ou pelo acesso aos meios de comunicação, embora ambos sejam muito importantes — e até indispensáveis. Serão necessários milhares de braços e de sujeitos conscientes e ativos comprometidos com uma política revolucionária.
Não cabe qualquer comparação entre a dinâmica de acesso ao poder de um outsider como Milei, que chegou ao governo sem base social consolidada nem estrutura partidária própria, mas que, ainda que não seja um representante direto da burguesia, é capitalista e defensor da propriedade privada, e a de uma personalidade de esquerda que supostamente apareça como uma ameaça à ordem capitalista. Uma única pessoa não basta para uma tarefa histórica dessa magnitude.
Uma coisa é sonhar de maneira idealista, como ocorre com alguns setores intelectuais e progressistas, e imaginar, sem qualquer ancoragem na realidade, como seria uma vitória da esquerda nas eleições presidenciais. Outra muito diferente é a situação dos partidos revolucionários que têm como objetivo a conquista do poder. Para estes, é necessário partir da realidade concreta e se apropriar das alavancas efetivamente existentes para aproximar-se desse objetivo e levar adiante, sim, seus sonhos, ainda que a meta esteja mais ou menos distante.
Então, quais são as tarefas imediatas da esquerda na Argentina?
Segundo Gabriel Solano (PO), que parte da distinção entre a intenção de voto em Bregman e sua imagem positiva, é necessária uma “luta programática brutal (…) uma batalha contra o governo Milei, mas também contra todos os blocos que participam da vida política nacional, para demonstrar que a saída dos trabalhadores e uma saída pela esquerda exigem uma delimitação completa, uma luta contra todas as variantes capitalistas (…) Nós defendemos muito a Frente de Esquerda, o que não significa que defendamos a Frente de Esquerda com as limitações que ela possui. Queremos superá-las. Por isso, nossa proposta é a realização de uma assembleia nacional da Frente de Esquerda.”
Salvo pelo fato de que, dentro da própria frente, coexistem partidos que se misturam com variantes capitalistas — algo que ele não menciona —, não fica claro em que consistiria essa tarefa em termos concretos. Tarefas políticas não são uma simples soma de palavras de efeito. “Luta programática brutal”… contra quem? Não seria justamente a FIT-U uma delimitação política em relação a Milei e a todas as variantes capitalistas? Ou, depois de 15 anos de existência, a tarefa continua sendo exatamente a mesma?
Em todo caso, o que fica claro é que defendem a cooperativa eleitoral — e a defendem muito. O restante soa como palavras sem maior conteúdo, às quais se soma uma proposta desgastada e sectária: uma assembleia da FIT-U excluindo o restante da esquerda, algo que, além disso, jamais se concretizou desde que foi proposto.
Segundo o PTS, “a tarefa não é contemplá-la de fora nem encerrá-la nos limites atuais da FIT-U, mas dotá-la de uma ferramenta política comum (partido único). A oportunidade não é que a FIT-U volte-se para si mesma preservando suas proporções atuais. A oportunidade é tentar um salto histórico e organizar uma nova vanguarda operária, juvenil, feminista, precarizada, sindical, ambientalista e intelectual que está buscando uma saída pela esquerda” (Guillo Pistonesi, 7 de maio de 2026, La Izquierda Diario).
A proposta de avançar para um partido único sem sequer conseguir a unidade em mobilizações já previstas no calendário demonstra que esse enunciado não passa de uma manobra por meio da qual esse partido, apoiando-se nas pesquisas favoráveis a Bregman, pretende amarrar as demais forças políticas da frente. Já não se trata apenas de impor condições sufocantes no terreno eleitoral, mas agora também de estabelecer uma direção política cotidiana sobre o conjunto da coalizão.
Por outro lado, uma unificação genuína — e não extorsiva — de partidos políticos poderia surgir de uma experiência comum forjada na luta de classes, do encontro entre os distintos setores da classe trabalhadora, da juventude e dos trabalhadores representados por nossos partidos, chegando a conclusões compartilhadas. Algo que, além disso, pode ocorrer ou não. Não é verdade que a tomada do poder exija necessariamente a unificação dos partidos revolucionários. Onde isso está escrito? Pelo contrário, a revolução socialista requer sempre o máximo de democracia operária, o que pressupõe a existência de diferentes expressões políticas da classe. É demasiado evidente o entusiasmo excessivo dessa corrente que, impulsionada por uma série de pesquisas, pretende dobrar as demais forças da frente para impor uma divisão ainda mais draconiana em seu próprio benefício.
Em nossa opinião, a tarefa mais elementar e menos abstrata no terreno da representação política é a construção de uma frente de toda a esquerda, que repudie a existência das PASO (um mecanismo excludente e antidemocrático) e construa um programa de independência de classe que seja cumprido por todas as forças integrantes, na perspectiva de superar o mero terreno eleitoralista.
Uma frente que, além disso, garanta condições efetivamente democráticas de participação, assegurando visibilidade para todas as correntes, e não um predomínio artificial baseado em aparelhos partidários e na divisão de dividendos políticos. Uma frente capaz de entusiasmar e incorporar, com participação ativa, os milhares e milhares de simpatizantes da esquerda cansados do divisionismo estéril. Uma frente de toda a esquerda poderia, no marco da profunda crise que atravessa o país e do desgaste do peronismo, impulsionar uma alternativa para milhões de trabalhadoras e trabalhadores, dando passos concretos rumo a uma articulação de frente única capaz de ser maior do que a simples soma de suas partes.
Por fim, como uma questão elementar, não existe nenhuma força política de esquerda (PTS, PO ou Nuevo MAS) que tenha resolvido a correlação de forças orgânica a seu favor no que diz respeito à capacidade de organizar setores da juventude e dos trabalhadores, bem como à influência em organismos de massas (sindicatos, comissões internas, corpos de delegados e centros acadêmicos). Diante desse fato inegável, é inadmissível a conduta desses partidos que, contaminando todos os espaços da política revolucionária com sua lógica aparatista, estão dispostos a entregar organismos de massas, como ocorreu na faculdade de Filosofia e Letras da UBA.
Ou a manter uma política divisionista e burocrática no dificílimo conflito da FATE, sob direção do PO, que se dedica a atacar inclusive fisicamente ativistas e militantes de chapas ligadas ao Nuevo MAS, ao PTS e a outros setores independentes, ao mesmo tempo em que se recusa a impulsionar uma luta comum pela ocupação temporária da fábrica. Também nesse caso, a FIT-U demonstrou sua impotência como espaço aglutinador político. Se queremos falar de tarefas concretas e dos desafios estratégicos, evitemos filosofar e tratemos dos problemas reais, sem varrer as dificuldades para debaixo do tapete.
Não é necessário um partido unificado para que a esquerda possa se tornar uma aspirante realista ao poder. É preciso começar pelo mínimo e pelo elementar: orientar-se por critérios de princípio nas relações entre as correntes de esquerda, apostar na construção de uma frente que unifique toda a esquerda para apresentar uma alternativa real aos trabalhadores e trabalhadoras, e conquistar amplos setores sociais aos quais possamos oferecer um espaço comum de organização no marco de uma frente única. Essa é uma tarefa concreta.
Por fim, nenhuma posição política — inclusive a defesa da unidade de toda a esquerda sob um programa independente — se conquista sem uma dura batalha política. Nossa organização travou essa luta e continuará travando-a sem se submeter a qualquer capricho que tenha como objetivo dobrar outras correntes e, muito menos, a nossa própria.
Por isso, também é uma tarefa concreta somar-se às nossas fileiras, fortalecer a esquerda anticapitalista e impulsionar esse debate por todo o país. O Nuevo MAS coloca-se à disposição do conjunto da esquerda para essa tarefa. E convoca todos os seus simpatizantes a se incorporarem às suas fileiras para travar conjuntamente essa batalha, seguir construindo nosso partido — que não vende nem abandona seus princípios — e o ¡Ya Basta!, principal referência da juventude anticapitalista de esquerda do país.









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