Enfrentar a ofensiva reacionária nas lutas e nas eleições

O ano de 2018 coloca uma série de desafios para a classe trabalhadora, para as mulheres e para a juventude. Sentimos na pele os ataques aos direitos, o aumento do desemprego, o arrocho salarial e o endurecimento do regime político.

Luta pelo aborto legal na Argentina diante de uma conquista ...

Na Argentina, dia 13 de junho, será debatido na Câmara dos Deputados a legalização do projeto de aborto.

Argentina: superar freio da burocracia

Em 25 de maio, uma grande manifestação aconteceu nas ruas próximas ao Obelisco. O Kirchnerismo e a burocracia sindical foram os convocadores do evento que teve como lema central "O país está em perigo". Milhares de jovens e trabalhadores expressaram sua rejeição ao acordo do governo com o FMI e descobriram que, depois de cantar o hino, nenhuma medida de luta foi chamada. As organizações sindicais que estavam presentes permaneceram caladas quando os manifestantes começaram a cantar: "Greve, greve, greve, greve geral", porque não era o objetivo dos convocadores construir um plano de luta ou o chamado à greve. O que era então? Vamos começar pelo começo:

Reacionarismo, instabilidade e possibilidades do cenário nac...

A partir das eleições de outubro de 2014, instalou-se no país uma crise estrutural que após dois anos de polarização política resultou no impeachment de Dilma Rousseff em 2016. O impeachment foi uma manobra palaciana reacionária que depôs um governo de colaboração de classes e colocou em seu lugar um governo burguês (Michel Temer) o que só pode ocorrer porque não houve uma verdadeira resistência durante esses dois anos de embate e de crise orgânica. A destituição de Dilma só foi possível pela aposta até o final do lulismo na conciliação de classes, pois O PT após as eleições mudou completamente sua política, o que se configurou em um verdadeiro estelionato eleitoral e não apelou à luta direta dos trabalhadores para enfrentar a direita que tomou massivamente as ruas.  

Argentinas a poucos passos de conquistar o Aborto Legal

Na Argentina o movimento de mulheres passa por um momento histórico em relação à luta feminista na região. Depois da chamada primavera feminista, fenômeno que impactou estruturas patriarcais de diversos países (alguns mais outros menos) sem dúvida houve uma rearticulação do movimento feminista combativo que se faz nas ruas. Depois do Uruguai - o país mais recente a despenalizar o aborto -, nas últimas semanas, o Congresso Nacional da Argentina abriu discussões sobre o direito ao aborto.

Frente Única e o programa da candidatura Boulos

Assim como no mundo, aqui também passamos por um processo de ofensiva conservadora, em que, para acentuar o aprofundamento da hiperexploração dos trabalhadores, através da aprovação das contra reformas de todo tipo — principalmente a eleitoral, a trabalhista e a previdenciária — a burguesia não se furta a entregar ao conservadorismo o retrocesso das conquistas mais elementares da democracia burguesa. Como garantia disso, aumenta, nas suas mais diversas formas, a violência sobre os trabalhadores e movimentos sociais de todo o tipo: assassinatos seletivos nas periferias, assassinatos encomendados contra lideranças populares, repressão às mobilizações nos espaços públicos e intervenções militares.

Impacto da entrevista de Boulos

O pré-candidato à presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, participou nesta segunda-feira do conhecido programa Roda Viva, da TV Cultura, que foi exibido em nível nacional. A entrevista teve enorme repercussão, tende a fortalecer a campanha e marca o nascimento de uma figura pública vista e ouvida em nível nacional.

Incêndio, desabamento e morte no Largo Paissandu

Na madrugada da última terça-feira, dia primeiro de maio, coincidentemente no mesmo Dia Internacional do trabalhador, tivemos a tragédia do incêndio e desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, um prédio de 24 andares que se situava no Largo do Paissandu (Centro de São Paulo).

Marx, no mês de seu Bicentenário

No dia 5 de maio se cumprirão 200 anos de nascimento em Trier (cidade de uma Alemanha que ainda não estava unificada) de Karl Marx. O mundo acadêmico está lembrando-o em uma versão light de seu legado "derretendo sua margem revolucionária", como Lênin soube dizer. Na Argentina, como ressalta Fernando Dantés na nota sobre "Marx nasce" (1), Horacio Tarcus é um porta-estandarte (não o único) dessa posição. A máxima expressão disso, tanto quanto sabemos, foi dada pelo governo ultraconservador da Alemanha, que emitiu notas comemorativas, como lembrança, com sua imagem, que custou 3 euros e esgotou sua primeira edição, e uma segundo já está em preparação.

1º de Maio é nas ruas

Chegamos ao 1º de maio deste ano com um acúmulo de ataques aos direitos, endurecimento do regime, aumento do desemprego e arrocho salarial. Conseguimos até o momento, devido a pressão desde baixo, segurar a aprovação da reforma da previdência, pois não foi descartada, apenas suspensa. Não fosse o recuo das centrais sindicais burocráticas  (CUT, CTB, Força etc), adiando e desmarcando greves gerais, já teríamos derrotado definitivamente essa contrarreforma.

Marx, Trotsky, os problemas da economia de tra...

POR ROBERTO SÁENZ Em uma comunidade primitiva em que, por exemplo, os meios de vida sejam produzidos coletivamente e repartidos entre os membros da comunidade, o produto comum sat...

FATE como caso-teste: apontamentos

 Escrevemos estas linhas alguns dias depois dos acontecimentos que as motivaram. Na sexta-feira passada, o Senado aprovou a contrarreforma trabalhista, enquanto o conflito da Fate,...

Nem uma a menos! Tomar as ruas contra a violên...

Nem uma a menos! Tomar as ruas contra a violência de gênero e pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito nos hospitais! A escalada da violência de gênero no Brasil expõe a br...

Saque econômico e destruição ambiental: Lei de...

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