Catalunha: a armadilha das novas eleições

Queremos iniciar dizendo que estas eleições são uma armadilha perigosa. Porque são a aplicação do art. 1551 e portanto impostas, convocadas e organizadas pelo Regime e Estado franquista espanhol com o objetivo de frear, desviar e judicializar a imensa mobilização, o processo surgido desde abaixo e a vontade e legítimo direito do povo catalão de votar e decidir. Umas eleições que trazem em si a mentira e um prejuízo ao “processo” porque vão no sentido de tirar de cena as urnas e as ruas da auto-organização, ação e democracia direta expressadas em 1-O, no 3-O, no 8-N e carregar tudo para o terreno da mediação das urnas do Estado da democracia burguesa, para dirimir os problemas em seu campo.

A árdua tarefa da defesa crítica do bolchevismo

Não se trata de uma apropriação doutrinária da experiência revolucionária, há um problema de tempo, companheiros: a temporalidade da Revolução Russa foi impressionante. Em oito meses da Revolução Russa, que foi a revolução que se radicalizou mais rápido na história da experiência humana, o conjunto de experiências que se radicalizaram foi impressionante.

Honduras: rebelião contra fraude eleitoral

Depois de vários dias após as eleições gerais em Honduras, após confirmação de que o candidato de oposição Eng. Salvador Nasralla superava em votos o atual presidente Juan Orlando Hernandez, primeiro o silêncio e posteriormente a lentidão e manipulação com que o Tribunal Superior Eleitoral tem apresentado os resultados oficiais mantém em inquietude o país. Rumores de todo o tipo, desde a ameaça de uma descarada fraude (denunciada desde o princípio do ano) até a possibilidade de um autogolpe (em meio de uma imensa mobilização militar) turvam um processo eleitoral que marca um ponto de inflexão na conjuntura política que pode aprofundar o caráter ditatorial do atual regime ou dar sustentação a um novo governo com profundas contradições e debilidades, refletindo claramente a crise de legitimidade do estado burguês hondurenho.

PSOL e tática eleitoral

O pré-Congresso do PSOL ocorre em meio à tentativa do governo e da classe dominante em estabelecer uma situação política reacionária, pois importantes medidas regressivas estão sendo impostas contra os trabalhadores e as forças reacionárias estão na ofensiva apesar da resistência dos de baixo. Não se trata de um Congresso ou Conferência partidária a mais, os desafios postos nesse momento têm dimensões históricas para o partido, para a esquerda e para a classe trabalhadora e os oprimidos como um todo. Desafios que vão da necessidade de armar o partido com uma política radicalmente socialista para enfrentar a ofensiva reacionária e construir uma alternativa política para a luta direta e para as eleições, tudo isso sem perder de vista a estratégia de disputar a hegemonia da direção da classe trabalhadora e da juventude com o lulismo.

Em defesa da vida das mulheres

O substitutivo aprovado modifica os fundamentos do texto constitucional, colocando que o direito à vida e à dignidade da pessoa humana se dá desde a concepção. O que, se aprovado, colocaria em risco jurídico o acesso ao aborto nos poucos casos que não são tratados como crimes no Brasil: em caso de estupro, risco à vida da mulher e anencefalia do feto.

Argentina e Brasil no espelho

Além disso, o projeto é cuidadoso em reduzir o imposto aos verdadeiros ganhos, mas não toca um centavo do aberrante imposto sobre o trabalho: o componente fundamental hoje do imposto sobre “os ganhos” neste mundo de cabeça para baixo que é a Argentina macrista (atenção: este imposto é mantido de pé também pelos K!).

Eleição DCE USP

Nos dias 07, 08 e 09 de novembro acontecerão as eleições para o DCE-Livre da USP. Somos estudantes de diversos campi e cursos que não querem se adaptar ao cenário de ajustes e acreditam que é possível transformar a universidade e o país! Muitos de nós fizemos parte da gestão Travessia e agora junto com ainda mais gente construímos a chapa Pode Chegar e Não Para!

Mulher e revolução

O presente artigo tem como objetivo dar conta dos alcances e limites da Revolução Russa em matéria das medidas e práticas para a emancipação das mulheres, tendo em conta o período de 1917 até 1930, momento em que se consuma a contrarrevolução estalinista. Para desenvolver este objetivo começaremos recuperando algumas ideias em torno da situação das mulheres na época pré-revolucionária na Rússia para, depois, expor as ideias bolcheviques sobre a opressão das mulheres e as políticas para sua emancipação e, por último, expor como se colocaram em prática ditas políticas e os problemas que implicaram levá-las adiante através de departamentos como o Zhenotdel.

A dois dias das eleições argentinas

Reproduzimos aqui o editorial de Socialismo o Barbárie, periódico de Nuevo MAS da Argentina, publicado em 28/09, em que José Luis Rojo, apresentando os eixos de ação para a campanha eleitoral das eleições do dia 22/10, faz uma análise do giro reacionário do governo local a partir de uma análise mundial e mais particularmente dos países do Cone Sul (incluso o Brasil) e as necessárias tomadas de posição da esquerda argentina para este período, que entendemos tem bastante a nos dizer.

Desafios do 3º Congresso da CSP-CONLUTAS

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