Não à intervenção militar no Rio de Janeiro

Nesta sexta-feira (12/02), o presidente Michel Temer (MDB) assinou Decreto de Intervenção Federal (militar) no Rio de Janeiro e nomeou o general Walter Braga Netto como interventor federal com plenos poderes sobre a segurança neste estado.

19F: Dia de Luta contra a “reforma da previdência̶...

Mais uma vez teremos a classe trabalhadora e a juventude unida em uma pressão contra a reforma da previdência. Para o dia 19 de fevereiro foi convocado um dia nacional de lutas, entre sindicais (CUT, Força, UGT, Conlutas e Intersindical), vários setores da classe trabalhadora e movimento estudantil.

Uma escandalosa manobra antidemocrática

Como já afirmamos em várias outras notas, pensamos que esse processo de condenação de Lula é parte da ofensiva reacionária que tem por objetivo impor uma situação que reverta o ciclo de polarização social aberto em 2013, acabar de impor as contrarreformas em curso e sufocar politicamente a esquerda socialista que começa a ter mais espaço com a debacle lulista.

As batalhas decisivas estão por vir

Apesar de sua ofensiva, as contradições que tem que enfrentar a classe dominante não são pequenas e demonstram a profundidade e extensão da crise política vividas nos últimos anos. Mesmo estando na ofensiva política, a classe dominante não conseguiu até agora forjar uma candidatura que possa  a partir das próximas eleições presidências dar continuidade ao seu projeto. Assim, diante da possível eleição de um candidato que não coadune diretamente com o neoliberalismo puro e duro estão em curso duas manobras.

Todos às ruas contra a reforma da previdência

Diante disso, classificamos a suspenção dessa greve nacional por parte de CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB não só como erro tático, mas como uma descarada traição aos trabalhadores.

Resistir aos ataques para virar o jogo

Além da unidade total contra Temer, inclusive em atos unificados em que a esquerda socialista deve se apresentar de forma independente, com programa, discurso e colunas próprias em total diferenciação com a burocracia, é preciso construir frentes de luta com todos que queiram combater o governo. É um erro total, neste sentido, não participar de outras frentes de luta, com uma política independente do governo e da burocracia. Uma tática para disputar setores que estão lutando, semi independentes, o caso da Frente Povo Sem Medo, por exemplo, que são ainda polarizados pelo PT e a CUT.

À frente,VAMOS!

O atual momento mundial é o de acirrados ataques da burguesia sobre os direitos mais elementares dos trabalhadores. A crise que se aprofunda pela continuidade das políticas que a gerou, tem levado a maiores apertos do laço no pescoço da classe. Ainda assim, movimentos de resistência importantes, ainda que pontuais,  tem se levantado ao redor do planeta.

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Retomar a luta nas ruas

Após a rejeição na Câmara dos Deputados da denúncia de corrupção passiva contra Temer, apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR), o governo se fortalece para avançar com suas medidas regressivas, mas a classe trabalhadora e a juventude combativa não estão derrotadas, o que coloca para o segundo semestre possibilidades de uma nova retomada da polarização política nas ruas.

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