Por José Roberto Silva
Durante o Breque Nacional dos App´s (1/9) pela emissão de uma MP por parte do governo Lula e contra os ataques constantes das empresas, reafirmando a polarização por baixo e pelo alto, explodiram as notícias das investigações da PF, encaminhadas ao ministro do STF André Mendonça. Fato que somente fazem aprofundar a crise do regime como um todo, ao incluir Alexandre de Moraes (STF), Paulo Gonet (PGR), Andrei Rodrigues (diretor da PF) e mais um aporte de dinheiro para o filme “Dark Horse” na conta de Eduardo Bolsonaro.
É importante acrescer que também estão envolvidos Dias Toffoli (STF), Jaques Wagner (ex líder do governo no Senado), Ciro Nogueira (Senador pelo PP), Cláudio Castro (PL – ex governador do RJ), Paulo Sérgio Neves de Souza: (Ex-diretor do Banco Central), Fábio Lula da Silva,o Lulinha (filho de Lula), etc… Não se sabe o que pode vir mais por aí, visto que o ministro André Mendonça quebrou o sigilo das investigações da PF sobre o caso e quer remeter o relatório ao plenário, para autorizar investigação sobre Alexandre de Moraes.
Evidentemente, pela inércia do governo de conciliação de classes e pelo dramaticidade da situação política, em que governo e oposição de extrema-direita se revezam na ofensiva e na defensiva, as coisas são encaminhadas pelo alto e não têm revolução aparente. Parte desta crise são os critérios conchavistas e corporativo nos quais as instituições burgueses e seus agente lutam até a morte para preservar – ao todo e aos seus. Assim é no caso de Gonet que está pedindo a anulação do relatório da PF e da ordem de apuração expedida por Mendonça.
Claramente este não é simplesmente mais um escandaloso esquema de corrupção do sistema financeiro nacional, mas sim a demonstração cabal da podridão em que se encontra o estado burguês e o capitalismo brasileiro. Este escancara a sua estrutura político-econômica, que permite em grande escala privatizar ganhos e socializar perdas. Estrutura muitas vezes encoberta pelos discursos de “caso isolado” ou “insuspeição do sistema financeiro”, mas que agora expõe pessoas e instituições de todos os calibres com prerrogativas nos três poderes (executivo, legislativo e judiciário) e suas ligações espúrias, inerentes a qualquer governo burguês, bem como os de conciliação de classes, com o mundo privado, notadamente com o mercado financeiro.
Toda essa crise abre um espaço à esquerda. No entanto, a dramaticidade é um dos signos centrais da conjuntura, não apenas na polarização entre lulismo e bolsonarismo. Mas, também, entre o potencial de lutas por baixo – aberta pelo novo metabolismo da luta de classes no Brasil – e a passividade política de parte da esquerda independente. Muitas delas, por exemplo, não estiveram presentes no ato contra o 6×1 do dia anterior 30/8 e nem no dia 01/9 .
É tarefa fundamental da esquerda revolucionária romper com o imobilismo e partir para a convocação das ruas. Lutas que devem ser construídas em unidade de ação com deus e o diabo. Ou seja, com quem esteja a favor das lutas que já vem sendo levadas desde baixo, pelo entregadores de aplicativo, contra a 6×1, pela juventude contra a extrema direita em São Paulo. Nestas lutas, antes, durante e após as eleições, levantamos uma perspectiva anticapitalista e, conjuntamente, levamos a luta política contra os artífices e participantes nas falcatruas do Banco Master.
Nesse propósito, a candidatura da Bancada Anticapitalista-1611 participa ativamente das lutas nas ruas e apresenta consignas com o objetivo de contribuir para construir uma saída do ponto de vista da nossa classe e para avançar na mobilização anticapitalista.
Pela abertura imediata de todos os arquivos do escândalo Master com o afastamento e investigação de todos ministros, parlamentares e altos funcionários citados
Pela criação de uma Comissão Independente de Juristas eleita pelos trabalhadores e expropriação imediata dos bens de todos envolvidos nos esquemas de fraudes, uso de dinheiro público e demais ações criminosas
Pela expropriação, sem indenização, dos bancos privados e grandes conglomerados financeiros e criação de um banco público único sob controle dos trabalhadores e usuários
Por uma MP que atenda aos reclamos dos entregadores por aplicativo
Contra a 6×1: por uma jornada de 30h semanais
Fora Tarcísio e seu governo de extrema direita









