Por REDAÇÃO
24 de outubro de 2025

Esta semana, a Casa Branca continuou com seus bombardeios a embarcações no mar do Caribe, justificando-os alegando que se trata de embarcações “narcoterroristas”. Até o momento, são 37 pessoas mortas desde o início dos ataques do exército norte-americano no mês passado.

Esses ataques fazem parte do desdobramento militar do imperialismo norte-americano na região, onde já se encontram oito navios de guerra, um submarino, uma aeronave de patrulha marítima P-8, drones MQ-9 Reaper e um esquadrão de caças F-35. Além disso, foi informado recentemente o envio de um porta-aviões para a área, o que evidencia uma escalada militar.

Em clara alusão à Venezuela, Trump afirmou que considera a possibilidade de bombardear as instalações de produção e distribuição de drogas em terra. Isso representaria uma violação flagrante da soberania nacional desse país, além de criar um precedente muito perigoso para permitir ataques militares a outros países sob o pretexto da presença do narcotráfico.

Questionado sobre se pediria uma declaração de guerra ao Congresso, o presidente dos Estados Unidos declarou que “não creio que vamos necessariamente pedir uma declaração de guerra. Creio que simplesmente vamos matar as pessoas que estão introduzindo drogas em nosso país. Entendem? Vamos matá-las”.

Reiteramos nossa repulsa ao envio de tropas e às ameaças do imperialismo norte-americano contra a Venezuela. Estamos ao lado do povo venezuelano na defesa de sua soberania nacional e do direito à autodeterminação. Fazemos isso sem oferecer qualquer apoio político ao governo autoritário e burguês de Maduro, ao mesmo tempo em que denunciamos a oposição burguesa pró-imperialista que apoia uma possível intervenção militar norte-americana.