Juventude Já Basta!
A realidade de vulnerabilidade é ainda mais severa para estudantes mulheres, negres, PCDs e membres da comunidade LGBTQIAPN+. Em diversos espaços da universidade, a violência de gênero se manifesta de forma constante, sustentada por uma postura institucional e omissa da reitoria, que frequentemente protege agressores ao invés de proteger as vítimas. Denúncias de transfobia, misoginia e assédio são recorrentes, ocupando os muros, banheiros e corredores da universidade. Muitas dessas denúncias envolvem inclusive docentes, evidenciando o caráter estrutural dessa violência dentro do ambiente acadêmico.
Vivemos um contexto de avanço da extrema direita, marcado pelo aumento da violência de gênero e pela escalada de discursos de ódio que se transformam, cada vez mais, em ações violentas. Diante disso, é urgente construir respostas coletivas à altura desse cenário, tanto dentro quanto fora da universidade. Isso inclui fortalecer os coletivos anti-opressão e suas reivindicações, como a ampliação de banheiros agênero, o respeito aos nomes sociais nos documentos institucionais e a criação de espaços autônomos e auto-organizados para acolhimento, formação, prevenção e autodefesa.
Também é fundamental cobrar medidas concretas da reitoria: expulsão de agressores, melhoria na iluminação dos campi, e a formação de comissões independentes, com participação dos coletivos anti-opressão, para acolher, acompanhar e dar encaminhamento às denúncias com seriedade e transparência. Somente por meio da organização coletiva e da luta unificada des estudantes será possível transformar a universidade em um espaço verdadeiramente seguro, plural e livre de violência misógina, racista, lgbtfóbica e capacitista.
- Basta de violência misógina, racista e LGBTfóbica no campus, basta de omissão da reitoria!
- Pela expulsão dos agressores, sejam eles professores, funcionários ou alunos! Ampliação da iluminação do campus e a criação de comissões independentes que acolham e acompanhem as denúncias!
- Pela efetiva aplicação das cotas PPI para professories!
- Pela instituição obrigatória de cursos de letramento etnico-racial para a comunidade universitária, com participação de coletivos antiopressão e movimento negro!
- Construir Comitê Paritário de Combate à Violência de Gênero entre estudantes, funcionáries e professories para formular e propor políticas no campo curricular, institucional e arquitetônico contra a violência de gênero!
- Implementação do uso do nome social na USP de maneira irrestrita em todos os registros oficiais!
- Pela realização do ll Seminário de Negros e Negras da USP!
- Por uma reforma debatida com os 3 setores (estudantes, docentes e funcionáries) para garantir acessibilidade des alunes PCDs e banheiros agênero em toda a universidade e melhores condições de estudo!









