Por Nuevo MAS

O Nuevo MAS debate a situação internacional e as perspectivas da esquerda argentina em sua Convenção de Inverno de 2026.

Em nosso último editorial, falávamos do contexto político argentino no qual convocamos nossa Convenção de Inverno de 2026.

“Contraditoriamente, ainda falta mais de um ano para as eleições, enquanto a situação socioeconômica se torna dramática: o conflito universitário permanece sem solução, há uma nova onda de demissões, o governo pretende rediscutir cerca de 500 acordos coletivos de trabalho no âmbito da reforma trabalhista, e o alto custo de vida (que inclusive levou a duas greves massivas dos professores da província de Buenos Aires contra Kicillof). O caminho até outubro de 2027 não parece uma estrada livre, mas sim um campo minado.”

Nessas condições, nossa organização, após realizar uma série de Plenárias do Ya Basta! bem-sucedidas e com grande participação, prepara-se para realizar uma Convenção Nacional nos dias 10 e 11 de julho, no Teatro Picadero, para discutir os desafios colocados pela situação internacional e nacional, a unidade da esquerda e a construção do Nuevo MAS.

Em um artigo de caráter polêmico, também abordávamos os debates no interior da esquerda argentina. 

“Por fim, apresentamos a posição do Nuevo MAS que, eventualmente, também poderia ser a de outros setores de vanguarda e de intelectuais com preocupações reais sobre como a esquerda deve atuar neste contexto. Trata-se de apostar na construção de uma Frente Única Anticapitalista, que reúna todos os partidos da FIT-U e o nosso, mas também todas as organizações políticas de independência de classe, servindo como um canal de organização política para milhares de simpatizantes da esquerda e para a ampla vanguarda sem organização, ao mesmo tempo em que impulsione uma expressão eleitoral comum.”

É no contexto desses debates que a militância se reuniu no Teatro Picadero para discutir o curso de ação do Nuevo MAS e sua construção.

“Grande primeiro dia da Convenção Nacional do Nuevo MAS, com um Teatro Picadero lotado de delegados e delegadas de todo o país”, 

afirmou Manuela Castañeira, dirigente nacional da organização. 

“Debatemos as oportunidades que se abrem para o anticapitalismo nesta etapa. Com a força da juventude anticapitalista do Ya Basta!, de trabalhadores da FATE e de numerosas fábricas do país, do Sitrarepa, de docentes e trabalhadores(as) da educação, servidores(as) públicos(as), dirigentes do Las Rojas e do Orgulho Anticapitalista, além de estudantes universitários(as), de institutos de formação superior e do ensino médio.”