Rosa Luxemburgo estava errada sobre a independência da Polônia; ela estava errada em 1903 em sua análise do menchevismo; ela estava errada na teoria da acumulação de capital; ela errou em junho de 1914 quando, junto com Plekhanov, Vandervelde, Kautsky e outros, defendeu a unidade de bolcheviques e mencheviques; ela estava errada no que escreveu na prisão em 1918 (corrigiu a maioria desses erros no final de 1918 e início de 1919, quando foi libertada). Mas, apesar de seus erros, ela era – e para nós ainda é – uma águia. E não apenas comunistas de todo o mundo reverenciarão sua memória, mas sua biografia e suas obras completas (…) serão manuais úteis para a educação de muitas gerações de comunistas ao redor do mundo. ‘Desde 4 de agosto de 1914, a social-democracia alemã é um cadáver em decomposição’: essa frase tornará o nome de Rosa Luxemburgo famosa na história do movimento operário.
Leon Trotsky
Há 107 anos, o assassinato de Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht pelas tropas protofascistas Freikorps tornou-se o símbolo da derrota da Revolução Alemã.
A Alemanha era o país clássico da organização socialista do movimento operário, e todos os militantes revolucionários da época esperavam que ela se tornasse o centro da onda revolucionária do pós-Primeira Guerra Mundial, incluindo os bolcheviques. A derrota marcou essa época.
Rosa Luxemburgo – uma mulher polonesa, judia – foi a principal líder e teórica dos revolucionários alemães. Ela merece continuar sendo estudada como o emblema teórico e prático que continua a ser.
LINKS PARA ESTUDO
Textos de Rosa Luxemburgo
¿Desgaste o lucha?Primera Guerra Mundial: la traición de la socialdemocracia alemana
Outros
Problemas de la Revolución Alemana I, por Roberto Sáenz
Problemas de la Revolución Alemana II: Espartaquistas y bolcheviques, por Roberto Sáenz
Reivindicación y crítica de una revolucionaria, por Víctor Artavia
Un cadáver en el canal, por Nicolás González Varela







