Publicamos abaixo um “diário de viagem” escrito por militantes do Já Basta! argentino e do SiTraRepa (Sindicato dos Trabalhadores em Plataformas organizado por militantes da nossa organização irmã Nuevo Mas e por independentes), também da Argentina, sobre a ida a Los Angeles com vistas a organização do II Congresso Internacional de Trabalhadores em Plataforma, a se realizar em princípios de 2026.
Mais do que uma riquíssima experiência para os companheiros, o relato nos informa de maneira clara, e até mesmo emocionante, o que a luta direta, nas ruas, da unificação das principais reinvindicações – da sindical à política, passando pela dos migrantes, mulheres e dos estudantes (contra o genocídio em Gaza) – pode oferecer.
No centro de ação da ultradireita, protagonizada por Trump, jovens trabalhadores, mulheres, migrantes e estudantes, unem-se e discutem as saídas para confrontar o projeto de derrota dos trabalhadores que quer impor o capital e seus representantes em sua fase ultrarreacionária, num movimento internacionalista, solidário e, inconsciente ou não, anticapitalista.
O relato abaixo traz reflexões importantes para os nossos também jovens trabalhadores que atuam no movimento dos entregadores por plataforma no Brasil. Estes vão à luta contra as plataformas e, igualmente, participam das lutas contra o genocídio palestino, os ataques de Trump e dos bolsonaristas – que atuam contra a soberania nacional e, principalmente, contra os direitos e interesses dos trabalhadores – e contra os ataques do governo de conciliação de classes.
Diferentemente das correntes economicistas, como o PSTU e o MRT, que desprezam a luta política concreta e são politicamente estéreis, como parte da orientação da corrente Socialismo ou Barbárie, nossa juventude no Brasil coloca no centro do debate a luta unitária e independente contra o tarifaço e por medidas anticapitalistas e anti-imperialisas, pela prisão de Bolsonaro e de todos os participantes da tentativa de golpe que desaguou na tomada de Brasília em 8 de janeiro de 2023 e da tomada do Congresso de 5 a 6 de agosto de 2025 para impor a a anistia a Bolsonaro.
Como escrevem os nossos viajantes hermanos “Há uma oportunidade histórica se esses limites forem superados, ….. e a construção de uma alternativa para os trabalhadores for abraçada, um partido revolucionário internacionalista e socialista para lutar para transformar tudo”.
Redação
Notas sobre a viagem internacionalista de Já Basta! e SiTraRepA para Los Angeles
Por Juan Pablo Pardo
Na semana de 27 de julho a 2 de agosto, uma delegação de Já Basta! e SiTraRepA viajou para Los Angeles, cumprindo uma das resoluções da Plenária Nacional do Já Basta! para levar nossa solidariedade à luta dos migrantes contra a política de deportação de Trump e também como parte do SiTraRepA para avançar na preparação do 2º Congresso Internacional de Trabalhadores de Plataforma a ser realizado em abril de 2026.
Nesta viagem pudemos trocar ideias com companheiros que fazem parte da organização da nova classe trabalhadora nos Estados Unidos e têm sido protagonistas junto às comunidades de migrantes na resistência contra as políticas racistas e autoritárias de Trump. Após o início das batidas policiais contra os migrantes naquela cidade em 6 de junho, um importante movimento foi desencadeado, o Summer of Resistence “Verão da Resistência”, dirigido por jovens, trabalhadores e comunidades migrantes, que impuseram um importante freio à política de Trump com confrontos de rua e dezenas de ações de protesto que ocorreram por mais de um mês e que até hoje continuam.
Além disso, a viagem coincidiu com o lançamento de uma imensa campanha pela filiação de motoristas por aplicativo, que estão dando uma grande luta para formar seu sindicato a nível estadual, o California Gig Workers Union. Ao mesmo tempo, pudemos conversar com trabalhadores na sede do sindicato, trocando experiências de organização e luta e abrindo um diálogo entre a situação na Argentina e nos Estados Unidos. E culminamos a viagem com uma breve parada na cidade de São Francisco para acompanhar ações de luta ligadas a um processo contra Trump, por ter suspendido as proteções a migrantes de vários países com sua política reacionária e xenófoba.
Foi uma experiência muito interessante, que deixa muitas reflexões e conclusões de uma viagem bem-sucedida.
A cidade de Los Angeles
A Grande Los Angeles é uma área metropolitana que se estende de maneira contínua, composta por centenas de cidades em 5 condados que se fundem em um grande centro urbano, um dos maiores do continente e onde vivem mais de 15 milhões de pessoas. É uma cidade extremamente cosmopolita, com comunidades das mais diversas regiões do mundo, a segunda mais populosa dos EUA.
A primeira coisa que impacta quando você chega a Los Angeles é o enorme contraste naquela imensa cidade. Por um lado, é um centro econômico, financeiro, tecnológico, artístico e cultural, com um centro dominado pelos grandes edifícios de bancos e empresas, com áreas famosas pelas opulentas casas dos milionários de Hollywood, etc. E a modernidade da cidade também é marcante, onde por todos os lados se veem avanços tecnológicos como a proliferação de veículos autônomos (carros que funcionam sem motorista), ou mesmo robôs guiados por IA que entregam pedidos em determinadas áreas da cidade.
Por outro lado, é uma cidade marcada pelo abandono, com dezenas de milhares de pessoas vivendo nas ruas em barracas, carros ou debaixo de pontes. São trabalhadores e famílias que não podem pagar por moradia, que foram expulsas da mesma ou que têm problemas de saúde, saúde mental ou dependência química: essas pessoas são abandonadas à própria sorte sem nenhum tipo de cobertura ou resposta do Estado. Tanto que existem áreas inteiras da cidade, como Skidrow, onde milhares de desalojados vivem nas ruas sem nenhuma proteção.
Também é sintomático o que se observa na mobilidade na cidade. É uma cidade claramente projetada para se locomover de automóvel, que tem um fluxo infinito de veículos por suas avenidas; o que contrasta com uma estrutura de transporte público fraca e de corte claramente classista, onde as pessoas que viajam de ônibus, trens ou metrôs são majoritariamente os setores dos trabalhadores mais pobres.
Do 6 de junho ao “Summer of Resistence”: a luta contra a política racista de Trump
O primeiro dos objetivos da viagem era estender nossa solidariedade com a luta dos trabalhadores e comunidades migrantes da cidade contra as batidas do ICE e a política racista de Trump.
O dia 6 de junho foi, sem dúvida, um ponto de inflexão na cidade e na situação política. Naquele dia, pela manhã, as tropas do ICE, a polícia de imigração[1] juntamente com as tropas do FBI e outras forças, se distribuíram por vários pontos da cidade e começaram a caça de dezenas de trabalhadores migrantes, realizando incursões e detenções ilegais.
O que é sintomático e brutal sobre essas batidas é que elas visam trabalhadores migrantes em seus próprios locais de trabalho, como lojas de roupas por atacado, lojas de material de construção Home Depot, lava-jatos, hospitais, escolas e outros. Os migrantes são uma parte extremamente significativa da força de trabalho em Los Angeles e nos EUA. A política racista e autoritária de Trump, evidentemente, não tem nada a ver com o suposto discurso oficial o qual ninguém acredita em “expulsar criminosos”. É claro ver como eles sequestraram trabalhadores, famílias e até pessoas que foram aos tribunais sem mandado de prisão para regularizar seu status de imigração: simplesmente uma política anti-imigrante de ultradireita.
Mas o que aconteceu a partir de 6 de junho foi que amplos setores saíram às ruas contra as invasões, com um claro protagonismo da juventude. Organizadores sindicais e estudantis, membros de organizações comunitárias, famílias e comunidades migrantes saíram para enfrentar a polícia, levando a dias de luta[2] Durante vários dias houve confrontos nas ruas, mobilizações de setores mais massivos ou mais vanguardistas, um toque de recolher foi decretado no centro da cidade e Trump escalou enviando milhares de membros da Guarda Nacional para reprimir.
Entre as ações repressivas desse primeiro dia, uma ação de grande impacto foi a prisão do dirigente sindical David Huerta, presidente do SEIU da Califórnia e cidadão americano (razão pela qual foi libertado alguns dias depois), que foi espancado, detido e acusado de – supostamente – “obstruir as ações da polícia de imigração”. A prisão de um dirigente de um sindicato amplamente reconhecido teve grande impacto político e também mobilizou amplos setores sindicais no repúdio a essas políticas racistas.
A resposta às batidas policiais não demorou a chegar, e foi assim que de setores da vanguarda do movimento operário, junto com organizações comunitárias e de todos os tipos, foi montado o Summer of Resistance (Verão da Resistência) com um acampamento que durou 30 dias na “Placita Olvera”, a metros do prédio para onde os detidos eram transferidos. A partir desse espaço, promovido por sindicatos e com um peso significativo da juventude, foram organizadas dezenas de atividades e mobilizações que reuniram vários milhares de pessoas e um ativismo que saiu às ruas com uma infinidade de medidas. Por sua vez, em 14 de junho, foi realizada a mobilização “No Kings” em todo o país, da qual participaram mais de dois milhões de pessoas, em repúdio ao autoritarismo e racismo de Trump. Essas ações de resposta foram fundamentais para conter as incursões e detenções, culminando em uma decisão judicial de interromper incursões contra migrantes em vários distritos da Califórnia, uma ordem que proíbe agentes federais de deter pessoas com base em sua etnia ou no idioma que falam.
A experiência dos jovens e trabalhadores que estiveram incansavelmente nas ruas desde 6 de junho contra o ICE e as deportações, é que Los Angeles conseguiu impor uma derrota parcial a Trump. Praticamente não há área da cidade que não esteja intervencionada com todos os tipos de expressões populares, como grafites, cartazes, faixas ou consignas contra o ICE e Trump. Há um novo patamar na consciência, a raiva contra o governo está crescendo entre amplos setores, especialmente entre os jovens, que se levantam e se perguntam como enfrentar Trump[3], fazem suas primeiras experiências no confronto contra a polícia e se organizam para continuar enfrentando essas políticas.
A luta é imensa e uma primeira vitória parcial foi alcançada, mas a guerra está longe de ter sido vencida. Trump foi derrotado no primeiro turno em Los Angeles, mas é um governo tremendamente agressivo e perigoso, que prepara uma nova ofensiva. Hoje, 6 de agosto, quando terminamos de escrever esta nota, recebemos notícias dos companheiros, porque esta manhã houve novas batidas com dezenas de detidos, mesmo apesar da proibição judicial que está em vigor. A resposta não demorou a chegar e esta noite já foi convocada uma vigília para enfrentar essas medidas, e em 12 de agosto eles realizaram uma grande greve comunitária de 24 horas. Trabalhadores, jovens e comunidades em Los Angeles estão se preparando para novos confrontos contra as deportações fascistas de Trump orquestradas pelo racista consumado Stephen Miller, vice-chefe de gabinete da Casa Branca.
A luta pela sindicalização e a luta contra os capitalistas do século 21
Junto com a resistência contra as políticas de Trump, a Califórnia, e em particular a cidade de Los Angeles, também são um dos epicentros do reinício da experiência de organização sindical, um gigante que está se levantando nos Estados Unidos. É verdade que partimos de um patamar baixo, com uma taxa de sindicalização em torno de 10%. No entanto, os últimos anos mostraram um renascimento das lutas dos trabalhadores nos EUA, com grandes greves como não se via há décadas e campanhas generalizadas de filiação sindical (como Amazon ou Starbucks) que envolvem uma enorme luta contra os ataques dos patrões e suas políticas antissindicais, que fazem tudo o que podem e muito mais para impedir a organização. A expressão mais clara desse processo de retomada foi o “Hot Labor Summer” (Verão Sindical Quente) de 2023, assim nomeado pela confluência de múltiplas greves e ações de diferentes setores de trabalhadores.
Hoje, esse tópico do Hot Labor Summer encontra sua próxima parada na campanha de filiação do Sindicato dos Trabalhadores da Califórnia, que visa formar um sindicato estadual na Califórnia para motoristas de aplicativos que trabalham para Uber, Lyft e outras empresas. É a maior campanha de sindicalização dos EUA, envolvendo centenas de milhares de trabalhadores em toda a Califórnia, que estão lutando para conseguir seu sindicato. Quando chegamos em Los Angeles, pudemos fazer parte do lançamento desta campanha, que vem colhendo excelentes resultados, gera grande entusiasmo e onde a grande maioria dos motoristas vê que é chegada a hora e se une pela formação de seu sindicato.
Como se isso não bastasse, esta campanha é duplamente importante, porque significa um novo confronto com as empresas, que há apenas 4 anos gastaram mais de 200 milhões de dólares (a campanha por uma lei mais cara da história da Califórnia) para aprovar a Proposição 22, que negava direitos trabalhistas aos motoristas. Pouco tempo depois, os motoristas se reorganizaram e agora estão lutando para aprovar uma lei que lhes permita o direito de formar seu sindicato e estão assumindo a tarefa em suas próprias mãos.
A campanha do California Gig Workers Union dá um grande impulso à organização dos trabalhadores por aplicativo internacional, que continuam sua luta pelo reconhecimento de seus sindicatos, condições de trabalho e direitos em todo o mundo. É neste quadro que avançamos com a preparação do Segundo Congresso Internacional de Trabalhadores de Plataformas, que ocorrerá em abril de 2026. Este Congresso ocorre em um momento em que se desenvolve um fenômeno mundial onde os trabalhadores de plataformas irrompem em todo o mundo: no Brasil estamos vindo do imenso “Breque dos Apps” de 31 de março e 1º de abril, uma das ações mais importantes de setores de trabalhadores naquele país nos últimos tempos e que continuou esta semana com uma nova ação nos protestos contra o evento bilionário “Ifood Move” da principal empresa brasileira de delivery. Ao mesmo tempo, o SiTraRepA cresce em sua organização pelo reconhecimento sindical, estendendo seu trabalho por todo o país, assim como cresce a luta dos trabalhadores por plataformas em todo o mundo.
O Segundo Congresso é uma expressão muito importante de uma crescente luta internacional contra a “economia gig” ou trabalho em plataformas, que é a ponta de lança do capitalismo no século 21, onde os empregadores usam novas tecnologias para aumentar a exploração dos trabalhadores, precarizá-los e restringir os direitos trabalhistas. Além disso, conecta-se com um debate internacional em pleno desenvolvimento, sobre o impacto da Inteligência Artificial e dos algoritmos para a gestão do trabalho. Todos esses elementos dão imensa importância ao Congresso, pois é um ponto de referência para as organizações de trabalhadores que lutam contra essas políticas do capitalismo no século XXI.
Trata-se de um reagrupamento sindical, mas também com características claramente políticas, de setores de vanguarda dos trabalhadores, que estão se organizando contra essas novas formas de exploração. O primeiro Congresso foi fundacional e segue em frente, para o próximo ano, a consolidação e desenvolvimento deste espaço organizativo, que tem um perfil claramente internacionalista e até anticapitalista, enormemente progressista face ao mundo em que vivemos.
Este segundo Congresso chegará em um novo momento: o primeiro ocorreu sob o governo Biden e no meio da discussão do Parlamento Europeu sobre a regulamentação algorítmica do trabalho. Nesta segunda oportunidade, será realizado em pleno mandato de forças de extrema direita como Trump ou Milei e enquanto se desenvolve uma situação mundial marcada pelo genocídio em Gaza e as tendências a maiores desequilíbrios e confrontos entre as classes. Todas essas condições dão ainda mais peso a este Congresso, como espaço de reagrupamento de setores de trabalhadores que estão organizando a luta contra a ponta de lança do capitalismo no século XXI e às novas formas de exploração. Também tem uma profunda relação e solidariedade com a situação dos trabalhadores migrantes (que são uma imensa proporção no trabalho em plataformas a nível global), expressa uma organização internacionalista e mostra sua solidariedade com a causa palestina, e também reflete as lutas feministas e pelos direitos das mulheres trabalhadoras.
Pela construção de um partido revolucionário nos EUA
A experiência colhida nessa viagem deixa implantada uma série de tarefas pela frente. É claro que o mundo em que estamos é dominado no momento pelos ataques da extrema direita que nos quer como escravos. Mas, ao mesmo tempo, desde abaixo também há uma reversibilidade e há outro fenômeno: é o despertar de um movimento de massas, que tem expressões na resistência contra Trump e suas políticas racistas, nas experiências de organização como o Congresso Internacional de Trabalhadores de Plataforma ou a campanha pela sindicalização do California Gig Workers Union.
É claro que a situação é marcada em primeiro lugar pelos ataques da direita, dos Trump’s. O capitalismo do século XXI é ultra-agressivo, tem um programa brutal de ataque aos nossos direitos, intensificação da exploração e ataque às nossas condições de vida. Mas nos últimos anos houve uma lenta transformação na consciência: as discussões com ativistas, as posições, as ideias de como enfrentar esses ataques não são as mesmas de anos atrás, ou antes de 6 de junho em Los Angeles. Os ataques brutais de Trump e dos capitalistas do século XXI geram resposta, radicalizam.
A juventude nos Estados Unidos, como no mundo, está cada vez mais farta do capitalismo. Eles se perguntam qual é a saída, como se organizar, como lutar. Há uma nova vanguarda no movimento sindical, que não apenas luta por condições de trabalho ou salários, mas também se organiza contra o governo, contra as deportações, o autoritarismo e a repressão. Há também um despertar no movimento estudantil: o ano passado foi marcado pelos acampamentos pela Palestina nas universidades, houve saídas de estudantes secundaristas das aulas para marchar em defesa de suas famílias migrantes e protestar contra as incursões do ICE.
O que pudemos perceber nesta viagem é que há uma consciência da necessidade de se organizar e endurecer para enfrentar Trump. Mas há enormes dúvidas sobre como, a forma de consolidar os movimentos de luta, e que eles não permaneçam apenas explosões espontâneas como a marcha “No Kings” que depois se dissipam.
É claro que há um limite dramático na falta de um partido revolucionário, um partido dos trabalhadores. É também o produto da pressão do bipartidarismo e do possibilismo, que se expressa em que “construir algo fora do Partido Democrata é muito difícil e você tem que intervir dentro do que existe“. Mas, ao mesmo tempo, não há ativista que não expresse que outra coisa precisa ser construída para enfrentar Trump, os próprios democratas e os ataques do capitalismo.
Grandes confrontos de classe e um mundo mais radicalizado estão vindo. Há uma oportunidade histórica se esses limites forem superados, o sistema bipartidário for quebrado e a construção de uma alternativa para os trabalhadores for abraçada, um partido revolucionário internacionalista e socialista para lutar para transformar tudo.
NOTAS
[1] São verdadeiras força-tarefa com características fascistóides, profissionais da caça racista a seres humanos.
[2] Ver “A Batalha de Los Angeles: A Raça enfrenta a Casa Branca” em esquerdaweb.com.
[3] Para completar, ele está imerso em uma séria crise política como resultado de seus laços com Jeffrey Epstein.
Tradução de José Roberto Silva do original Notas a propósito del viaje internacionalista del ¡Ya Basta! y el SiTraRepA a Los Ángeles










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