As autoridades sanitárias de Gaza relataram a morte de 139 pessoas por ataques sionistas nas últimas 24 horas. Além disso, o consumo médio de água é de 5 litros por dia por pessoa, mas apenas 1 litro é adequado para beber, embora sua potabilidade seja medida com padrões bastante duvidosos. Isso está bem abaixo do mínimo de 50 litros estabelecido pela OMS para cobrir as necessidades diárias de uma pessoa.
REDAÇÃO IZQUIERDA WEB
14 Julho de 2025
A cada minuto que passa, a pilha de cadáveres não faz mais que crescer em Gaza. A barbárie do sionismo não tem limites e, pelo contrário, está cada vez mais desenfreada.
Nesta nova edição da nossa série, queremos tratar de dois episódios sangrentos. Primeiro, o assassinato de trinta pessoas enquanto faziam fila para coletar água em um centro de refugiados. Entre o grupo estavam seis crianças.
O motivo, segundo o exército de ocupação sionista, foi um “erro técnico”, já que um míssil dirigido contra um suposto “terrorista” desviou-se várias dezenas (de distância).
Diante da calamidade, os porta-vozes das forças armadas publicaram um comunicado onde confessam que “lamentam qualquer dano causado a civis não envolvidos”. Sionismo rima com cinismo!
Por outro lado, isso confirma (algo que ninguém duvida, mas vale a pena observar) que o exército israelense não está preocupado em lançar mísseis a apenas algumas dezenas de metros de distância de concentrações civis.
As autoridades sanitárias de Gaza relataram a morte de 139 pessoas por ataques sionistas nas últimas 24 horas. Massacres são algo cotidiano em Gaza desde que a invasão começou há vinte e um meses.
O segundo elemento que queremos destacar é a seca intencionalmente causada por Israel. Como relatamos em outra parte da série (ver Um genocídio sem fim (IV)), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) denunciou em 20 de junho que apenas 40% das usinas de dessalinização de água em Gaza estavam operando, devido ao bloqueio criminoso que Israel impôs ao território, portanto, há mais de cem dias não entra combustível para abastecer as usinas de dessalinização.
Transcorridas três semanas, a situação é pior, pois atualmente apenas uma usina em Khan Yunis está operando, que, previsivelmente, não consegue abastecer de água potável aos mais de dois milhões de pessoas que vivem no enclave. Além disso, devido à falta de diesel, passou de extrair 15 mil metros cúbicos de água por dia para apenas 500 metros cúbicos.
O quadro geral é tétrico. De acordo com a OMS, são necessários 50 litros de água para cobrir as necessidades diárias de uma pessoa. O número aumenta para 122 se a higiene for adicionada. Em Gaza, o consumo médio é de 5 litros por dia por pessoa, mas apenas 1 litro é adequado para beber, embora sua potabilidade seja medida por padrões bastante duvidosos.
A tragédia afeta principalmente crianças. Em 2022, a UNICEF observou que apenas 3,4% das crianças de Gaza tiveram diarreia, enquanto o número subiu para 70% em 2024 (agora a situação é muito pior). Além disso, houve 85 casos de hepatite no primeiro ano, bem abaixo dos 40.000 do ano passado.
Esta situação poderia ser corrigida com a entrada da ajuda humanitária. “Estamos com as usinas móveis paradas na fronteira há meses e o exército israelense não autoriza a entrada. Se tivéssemos permissão para trazer essas usinas de dessalinização para Gaza, poderíamos fornecer água para 200.000 pessoas. Mas eles não nos dão permissão“, disse Mielgo González , da organização Médicos Sem Fronteiras.
Não há nada mais parecido com um nazista do que um sionista. O sofrimento do povo palestiniano e, em particular, a barbárie desencadeada em Gaza, são prova disso. A destruição do Estado colonial, supremacista e genocida de Israel é uma tarefa histórica para a emancipação da humanidade no século XXI. A Palestina será única e socialista, ou não será.
Tradução: José Roberto Silva de Un genocidio sin fin (IX): Israel asesina 139 palestinos en 24 horas y deja a Gaza sin agua











[…] A barbárie sionista continua por Redação Esquerda Web […]