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Reproduzimos abaixo nota publicada pelo PSOL de São Bernardo do Campo sobre o projeto populista, assistencialista e machista do prefeito da cidade, Orlando Morando (PSDB).
Nota do PSOL de São Bernardo do Campo sobre o “Programa Mães Especiais”
Com iniciativa do governo Orlando Morando foi aprovado nesta semana o Programa denominado “Mães Especiais”, que enviado à Câmara para ser votado em regime de urgência, revelou-se um grande absurdo desde sua origem.
O referido Programa não foi discutido em nenhum momento com os profissionais da educação (professores, gestores, equipe técnico-pedagógica), tampouco com as mães das crianças com deficiência, revelando assim a face autoritária desse governo, ao tratar um tema de extrema relevância no que se refere às políticas púbicas de educação, de forma tão irresponsável.
Ao confundir assistencialismo com Educação, o programa não só afronta os princípios educacionais e socioassistenciais, como, também, desqualifica o trabalho realizado nas escolas, ao desconsiderar que esse deve estar sob a responsabilidade de profissionais habilitados, capacitados com formação permanente e específica, tendo o acompanhamento sistemático de suas práticas.
Esse projeto é uma ofensa aos(às) trabalhadores(as) da educação, que lutam diariamente para oferecer um atendimento de qualidade às crianças, adolescentes, jovens e adultos, apesar das dificuldades vividas nas escolas, dos problemas de estrutura, da falta de professores e auxiliares, da desvalorização e falta de reconhecimento profissional.
Ao propor que mães de alunos(as) com deficiência trabalhem nas escolas no acompanhamento do desenvolvimento dos seus filhos, o “Mães Especiais” desrespeita essas mulheres que, na visão machista desse governo, devem ser as únicas responsáveis pela educação integral dos seus filhos(as), diminuindo assim a responsabilidade do poder público.
E, principalmente, esse programa desrespeita as crianças, adolescentes, jovens e adultos, alunos e alunas da Rede Municipal de São Bernardo, favorecendo relações de permanente tutela, prejudicando o direito à autonomia das pessoas com deficiência e sonegando-lhes o direito a uma Educação de qualidade.
O PSOL de São Bernardo do Campo vem a público manifestar seu repúdio a esse Programa.
Executiva Municipal do PSOL de São Bernardo do Campo, 10 de maio de 2019.