
por Juventude Já Basta!
Expressando o apoio e a voz de mais de 100 beletristas, somos estudantes da Faísca Revolucionária, do Já Basta! – Juventude Anticapitalista e independentes que constroem a luta no curso de Letras, o maior da Universidade de São Paulo e da América Latina. Além de sermos parte da representação da Comissão do Português e de Caloures, impulsionamos o primeiro curso de extensão da história da USP para trabalhadores de entrega por apps e criamos o Comitê em Defesa das Terceirizadas.
É preciso romper com a inércia e mobilizar es estudantes pela base para derrotar a reitoria de Tarcísio que suspende a contratação da Prof. Erica Bispo para nossa disciplina de Literaturas Africanas e desmonta o quadro de docentes da Letras impondo aes estudantes um ranqueamento injusto baseado na meritocracia! Para enfrentar esse cenário, apostamos na unidade da esquerda independente e na unidade de ação pela base contra a reitoria da vanguarda do atraso, por isso, realizamos o chamado por uma plenária programática ao Rebeldia – PSTU (Movimento Lá), atual gestão do centro acadêmico, para promover o debate sobre o curso e envolver a base des estudantes.
Também defendemos uma universidade à serviço dos povos oprimidos, por isso, somamos às mobilizações em defesa do povo palestino, da Flotilha Global Sumud e reivindicamos a histórica ruptura da FFLCH com a universidade israelense de Haifa.
As ruas e a mobilização pela base abrem o caminho!
Das rebeliões populares que incendeiam o mundo ao grito nas ruas que impôs uma derrota à extrema direita no dia 21 de setembro, se abrem condições mais favoráveis para a luta dos estudantes e dos debaixo contra nossos inimigos: a reitoria ultrarreacionária da USP, a anistia da extrema direita, o imperialismo de Trump e a política de traições do governo Lula que deixou passar a PEC da Bandidagem e que avança com a exploração do petróleo na Foz do Amazonas.
A vitória da ruptura dos convênios com Haifa, deve ser apenas o primeiro passo para colocar o movimento estudantil da Letras na linha de frente das lutas e virar nosso curso do avesso implementando um amplo ciclo de debates para pensar o currículo que queremos e arrancando políticas de permanência como o Despejo Zero no CRUSP e o piso de um salário mínimo paulista (R$1.804) para toda a demanda do auxílio PAPFE.
É preciso apostar na auto-organização, fortalecendo as comissões de base e implementando a proporcionalidade na gestão, para oxigenar a mobilização cotidiana no curso e superar a política inerte e acomodada do DCE Livre da USP dirigido pelo Correnteza (Minha poesia é luta) e mais recentemente também pelo Rebeldia, que ingressou na frente após anos se afirmando como setor de oposição de esquerda à gestão.
Letras: uma trincheira de luta na USP
O curso de Letras abriga um corpo discente formado especialmente de estudantes trabalhadories, negres e mulheres: uma importante trincheira de classe, cor, gênero e luta no campus uspiano. Por isso, não é coincidência que nosso curso seja um dos principais alvos da precarização da escala 6×1 e do desmonte pela reitoria, um cenário que se agravará com escolha da nova reitoria por Tarcísio se não for respondido à altura com a luta estudantil.
Queremos sim uma reforma do nosso currículo, mas não implementada de cima para baixo para sucatear nossa formação. Defendemos uma reforma democrática que enegreça, diversifique nosso currículo e conecte as atividades extensionistas às demandas da sociedade, implementando aulas de letramento para trabalhadores da universidade e moradores da São Remo. Por Literatura Africanas obrigatórias já!
Também é preciso construir uma forte campanha pela Volta do Gatilho Automático de Docentes e o fim do ranqueamento, uma importante resolução que aprovou nosso curso em seu congresso no ano passado. Somente com independencia das reitorias, governos e patrões, derrotaremos a política de desmonte e austeridade fundamentada pelos Parâmetros de Sustentabilidade da USP! Basta de Teto de Gastos! Pela reposição das aposentadorias e a contratação de docentes PPI já!
Ideias por um CAELL vivo, plural e pela base:
- Organizar aulas de revisões para matérias do Ciclo Básico;
- Organizar aulões com professores sobre os livros do vestibular, para ajudar os cursinhos populares da USP;
- Por um Transfestival para massificar a luta pelas cotas trans!
- Debates pré-congressuais na Letras, chamados desde o início do ano! Por um congresso vivo, político e massivo!
- Por um censo da Letras!
- Revista Letras que es estudantes possam publicar seus textos acadêmicos, de debates, arte e cultura!
- Cervejadas todo mês. Mais festas!










