Enquanto um cessar-fogo, ao menos momentâneo, vai se impondo na prática após os ataques do governo fascista de Israel ao Irã, que foram seguidos de bombardeios não menos criminosos e irresponsáveis ordenados pelo governo imperialista de extrema direita dos EUA a usinas nucleares do Irã, os dois lados declaram-se vitoriosos no conflito. Apesar da evidente inferioridade militar, o regime dos aiatolá – independente do imperialismo mas extremamente reacionário – por ora parece se manter em pé e com capacidade de continuar o seu programa nuclear.
Enquanto isso, o fascista Netanyahu vem aprofundando o genocídio em Gaza com bombardeios diários que podem ter ceifado a vida de mais de 300 mil pessoas, dentre elas 70% são mulheres e crianças, segundo pesquisas feita na Universidade de Edimburgo (sobre o genocídio sionista em Gaza leia Um genocídio sem fim (V): 550 mortos em “centros de distribuição de alimentos”). Mas, o cenário internacional não é apenas de horror sionista e imperialista. Como no Brasil, que realizou uma marcha de cerca de 50 mil pessoas em São Paulo há duas semanas, em todo o mundo crescem as manifestações de rua e iniciativas como as da Marcha Global, Comboios e Flotilhas por Gaza. Além disso, da mesma forma que a Marcha do Orgulho reuniu 3 milhões de pessoas na semana passada em São Paulo, ontem as marchas pelo orgulho LGBTIQ+ em várias partes do mundo foram também gigantescas.
O exemplo mais notável destas Marchas neste final de semana foi o da Hungria pela massividade e politização, que em Budapeste reuniu mais de 200 mil pessoas. O governo de extrema direita de Víctor Orbán, além de ter tirado da Constituição direitos da comunidade, em março desse ano aprovou uma lei que proibe manifestações desse tipo; assim, Orbán declarou a marcha deste sábado como ilegal (sobre a Marcha do Orgulho na Hungria leia Cientos de miles en la Marcha del Orgullo en Budapest). Porém, o movimento não se intimidou e realizou uma marcha que enfrenta diretamente o regime, o que demonstra de forma mais geral que, mesmo em uma conjuntura mundial girada à direita, a juventude e a classe trabalhadora não estão derrotadas. Ao contrário, crescem por baixo os protestos que já põem freio no imperialismo estadunidense e podem fazer frente ao genocídio em Gaza. Em uma polarização assimétrica, as massas continuaram respondendo nas ruas aos ataques do imperialismo e de todos os governos ultra reacionários do planeta.
REDAÇÃO
Trump afirma que um acordo de cessar-fogo foi alcançado com o Irã, mas isso não está confirmado
A notícia divulgada unilateralmente por Trump sem confirmação israelense ou iraniana pode ser uma farsa para justificar mais agressões ou forçar uma rendição incondicional. Um alto funcionário iraniano afirmou que eles não receberam nenhuma proposta de cessar-fogo.
Ninguém deveria se surpreender com o fato de que o mentiroso inconsequente à frente da Casa Branca esteja mentindo sobre um suposto cessar-fogo acordado entre Israel e o Irã. O governo de Netanyahu não disse nada, não renegando seu aliado.
O anúncio de Trump foi feito em sua rede social Truth Social: “Parabéns a todos! Foi totalmente acordado por e entre Israel e Irã que haverá um cessar-fogo completo e total (em aproximadamente seis horas a partir de agora, quando Israel e Irã tiverem se retirado e concluído suas missões finais em andamento), por 12 horas, momento em que a guerra será considerada terminada! Oficialmente, o Irã iniciará o cessar-fogo e, na 12ª hora, Israel iniciará o cessar-fogo e, na 24ª hora, o mundo saudará o fim oficial da guerra de 12 dias”.
Não há nenhuma confirmação do Oriente Médio de que isso seja verdade. Até minutos antes, a situação continuava a se agravar. Um alto funcionário iraniano disse à CNN que não recebeu nenhuma proposta de cessar-fogo: “Neste exato momento, o inimigo está cometendo uma agressão contra o Irã, e o Irã está prestes a intensificar seus ataques de retaliação, sem dar atenção às mentiras de seus inimigos”.
A mídia iraniana confirmou hoje cedo que as forças armadas do Irã haviam iniciado uma operação contra as instalações militares dos EUA na região.
Horas antes do anúncio de Trump, o Irã havia alertado que áreas de Israel deveriam ser evacuadas porque a retaliação contra a agressão aberta de Israel e dos Estados Unidos continuaria.
Dias antes, o regime dos aiatolás havia ameaçado uma possível retaliação diante dos bombardeios dos EUA. Além da possibilidade de atacar as bases dos EUA (o que já foi feito), ameaçaram fechar o Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do petróleo mundial, o que poderia levar a um aumento nos preços dos combustíveis em todo o mundo.
Artigo em construção…
Traduzido por Antonio Soler de Trump sostiene que se ha llegado a un acuerdo de alto al fuego con Irán pero no está confirmado









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