Em assembleia des estudantes da Letras da última quarta (02), foi proposto pela Juventude Já Basta! que também se levantassem na paralisação as bandeiras pela prisão de Bolsonaro e todos os golpistas de hoje e de ontem; o fim da Lei de Anistia (1979), fim dos tribunais e Polícias Militares, bem como a expropriação dos empresários golpistas.
Neste cenário, o Faísca/MRT numa manobra irresponsável e economicista disse que defender essas bandeiras seria fortalecer o poder judiciário e que por isso deveria-se votar contrário. Ou seja, o MRT termina ao lado do PSOL e do PT, que sem qualquer política ou tática concreta de enfrentamento à extrema direita, deixa a burguesia jogar esse jogo, com o judiciário e o parlamento, sozinha!
A isso se soma a covarde abstenção do Rebeldia/PSTU que tampouco possui qualquer política e tática concretas de enfrentamento real à extrema direita. Pulam de uma apropriação da palavra de ordem do lulismo (“sem anistia”) para um maximalismo abstrato da “necessidade de construção do socialismo”, sem qualquer sistema transitório de palavras de ordem, assim como o Faísca/MRT, que combine as lutas democráticas com as sindicais.
Defender “sem anistia” e “punição para Bolsonaro” para não levantar a bandeira concreta pela prisão de Bolsonaro e todos os golpistas de hoje e ontem, como defendeu o Faísca/MRT, pode significar qualquer coisa e nos parece mais um sintoma de uma política abstencionista e irresponsável que essa organização tem como histórico.
Lembramos aqui do voto nulo envergonhado no segundo turno nas eleições de 2022. E é nessa “qualquer coisa” que se encontram Faísca/MRT, Rebeldia/PSTU e, contraditoriamente, PSOL e PT – uma política estéril diante de possibilidades históricas.
Ora, dizer “sem anistia” siginifica defender que alguém não seja anistiado por crimes que cometeu, e que, portanto, deve ser punido. Mas a punição pode ser uma prisão domiciliar, a manutenção da inegibilidade, multas e etc., principalmente se o STF, um interlocutor da burguesia, continuar apitando o jogo sozinho sem uma feroz pressão pelas ruas. É aqui que esses setores da esquerda independente, sobretudo o Faísca/MRT, se contradizem!
Ao se fazerem contrários à defesa da prisão de Bolsonaro como produto da mobilização e unidade de ação com as massas nas ruas, exigindo às centrais um plano real de lutas, negam-se a contribuir na luta por conquistar uma tarefa historicamente pendente em nosso país: colocar golpistas, torturadores e assassinos na cadeia!
Ao se fazerem contrários à defesa da prisão de Bolsonaro como produto da mobilização e unidade de ação com as massas nas ruas, exigindo às centrais um plano real de lutas, negam-se a contribuir na luta por conquistar uma tarefa historicamente pendente em nosso país: colocar golpistas, torturadores e assassinos na cadeia!
Assim sendo, negam-se à lutar concretamente pela tarefa que pode impor uma nova correlação de forças no país que permita construir uma real oposição de esquerda ao governo de Lula e avançar pelo fim da escala 6×1, revogação das contrarreformas e muito mais!