Nacionalismo e Economia [1], por Leon Trotsky, 30 de novembro de 1933
O fascismo italiano proclamou que o “sagrado egoísmo” nacional é o único fator criativo. O fascismo alemão, depois de reduzir a história da humanidade à história nacional, passou a reduzir a nação à raça e a raça ao sangue. Além disso, em países que politicamente não ascenderam – ou melhor, não retrocederam – ao fascismo, há uma tendência crescente de limitar os problemas econômicos nos marcos nacionais. Nem todo mundo tem a coragem de levantar abertamente a bandeira da “autonomia”. Mas em todos os lugares a política é a de segregar o mais hermeticamente possível a vida nacional da economia mundial. Há apenas vinte anos, os manuais escolares ensinavam que o fator mais poderoso na produção de riqueza e cultura é a divisão mundial do trabalho, que tem suas raízes nas condições naturais e históricas do desenvolvimento da humanidade. Agora acontece que o intercâmbio mundial é a fonte de todos os infortúnios e todos os perigos. Voltemos para casa! De volta ao lar nacional! Devemos retificar não apenas o erro do almirante Perry, que liquidou a “autonomia” do Japão, mas também o erro muito maior de Cristóvão Colombo, que resultou em uma tão imoderada extensão da cultura da humanidade.
Agora se opõe aos falsos valores do século XIX, democracia e socialismo, o valor perene da nação, descoberto por Mussolini e Hitler. Aqui também chegamos a uma contradição irreconciliável com os velhos fundadores e, o que é pior, com os fatos históricos irrefutáveis. Somente a ignorância viciosa pode levar a nação a uma forte oposição à democracia liberal.
Na realidade, todos os movimentos de libertação da história moderna, começando, por exemplo, com a luta pela independência da Holanda, eram de caráter nacional e democrático. O despertar das nações oprimidas e desmembradas, sua luta pela unificação interna e pela derrubada do jugo estrangeiro, teria sido impossível sem a luta pela liberdade política. A nação francesa consolidou-se em meio às tempestades e vicissitudes da revolução democrática do final do século XVIII. As nações italiana e alemã surgiram no século XIX de uma série de guerras e revoluções. O poderoso desenvolvimento da nação americana, que recebeu seu batismo de liberdade na insurreição do século XVIII, foi finalmente garantido pelo triunfo do Norte sobre o Sul na Guerra Civil. Nem Mussolini nem Hitler descobriram a nação. O patriotismo no sentido moderno – ou mais precisamente no sentido burguês – é um produto do século XIX. A consciência nacional do povo francês é talvez a mais conservadora e estável de todas, e até hoje é alimentada por tradições democráticas.
Mas o desenvolvimento econômico da humanidade, que pôs fim ao particularismo medieval, não parou nas fronteiras nacionais. O crescimento do comércio mundial andou de mãos dadas com a formação de economias nacionais. A tendência desse desenvolvimento – pelo menos nos países avançados – se expressou no deslocamento do centro de gravidade do mercado interno para o externo. O século XIX foi marcado pela fusão do destino da nação com o de sua economia, mas a tendência básica de nosso século é a crescente contradição entre a nação e a economia. Na Europa, essa contradição tornou-se intoleravelmente aguda.
O desenvolvimento do capitalismo alemão foi muito dinâmico. Em meados do século XIX, o povo alemão se sentia confinado atrás das grades de várias dezenas de pátrias feudais. Menos de quatro décadas após a criação do Império Alemão, a indústria alemã estava sufocando dentro dos limites do Estado-nação. Uma das causas fundamentais da Primeira Guerra Mundial foi a luta do capital alemão para cobrir mais terreno. Hitler não lutou como cabo em 1914-1918 para unificar a nação alemã, mas em nome de um programa supranacional e imperialista, que foi expresso na famosa fórmula “Organizar a Europa!” Unificada sob o domínio do militarismo alemão, a Europa se tornaria o campo de treinamento para um empreendimento muito maior, a organização de todo o planeta.
Mas a Alemanha não foi exceção. Apenas expressava mais intensa e agressivamente a tendência de todas as economias capitalistas nacionais. O choque entre essas tendências produziu a guerra. É verdade que a guerra, como todas as grandes convulsões da história, trouxe à luz vários problemas e também deu impulso às revoluções nacionais nos setores mais atrasados da Europa, na Rússia czarista e na Áustria-Hungria. Mas esses foram apenas os ecos tardios de uma época já terminada. Em sua essência, a guerra foi imperialista. Tentou resolver por métodos fatais e bárbaros um problema colocado pelo avanço do desenvolvimento histórico: a organização da economia no terreno preparado pela divisão mundial do trabalho.
Escusado será dizer que a guerra não encontrou uma solução para o problema. Pelo contrário, atomizou ainda mais a Europa. Aprofundou a dependência mútua entre a Europa e a América do Norte, ao mesmo tempo que o antagonismo entre os dois. Promoveu o desenvolvimento independente dos países coloniais enquanto aumentou a dependência dos centros metropolitanos dos mercados coloniais. Como resultado da guerra, todas as contradições do passado tornaram-se mais agudas. Foi possível fechar os olhos para essa situação durante os primeiros anos do pós-guerra, quando a Europa, auxiliada pelos Estados Unidos, se dedicou a reparar sua economia totalmente devastada. Mas a restauração das forças produtivas implica inevitavelmente o revigoramento de todos os males que levaram à guerra. A crise atual, que sintetiza todas as crises capitalistas do passado, é fundamentalmente a crise da economia nacional.
A Liga das Nações tentou superar a linguagem do militarismo e traduzir a dos pactos diplomáticos o objetivo que a guerra deixou sem resolver. Depois que Ludendorf [2] falhou em “organizar a Europa” por meio da espada, Briand [3] tentou criar os “Estados Unidos da Europa” por meio de uma adocicada eloquência diplomática. Mas a série interminável de conferências políticas, econômicas, financeiras, alfandegárias e monetárias serviu apenas para revelar a falência das classes dominantes e a impostergável e candente tarefa de nossa época.
Teoricamente, esta tarefa pode ser colocada da seguinte forma: como garantir a unidade econômica da Europa e, ao mesmo tempo, preservar a plena liberdade de desenvolvimento cultural para os povos que a compõem? Como podemos incluir uma Europa unificada numa economia mundial coordenada? A solução desse problema não será alcançada endeusando a nação, mas, ao contrário, libertando completamente as forças produtivas das restrições impostas a elas pelo Estado nacional. Mas as classes dominantes da Europa, desmoralizadas pela falência dos métodos militares e diplomáticos, enfrentam o problema ao contrário; tentam, pela força, subordinar a economia ao estado nacional ultrapassado. A lenda da cama de Procusto é reproduzida em grande escala. Em vez de deixar muito espaço para a expansão da tecnologia moderna, os governantes destroem o organismo vivo da economia.
Em um discurso programático que proferiu recentemente, Mussolini saudou a morte do “liberalismo econômico”, ou seja, o reino da livre concorrência. A ideia em si não é nova. A era dos trustes, corporações e cartéis há muito relegou a livre concorrência ao esquecimento. Mas os trustes se reconciliam com os mercados nacionais restritos ainda menos do que as empresas do capitalismo liberal. O monopólio devorou a concorrência na mesma proporção em que a economia mundial assumiu o mercado interno. O liberalismo econômico ficou desatualizado ao mesmo tempo que o nacionalismo econômico. As tentativas de salvar a economia inoculando-a com o vírus extraído do cadáver do nacionalismo produzem esse veneno sangrento que atende pelo nome de fascismo.
A ascensão histórica da humanidade está impulsionada pela necessidade de obter o maior número possível de bens com o menor investimento possível de força de trabalho. Essa base material do avanço cultural também nos fornece o critério mais profundo com base no qual podemos caracterizar regimes sociais e programas políticos. A lei da produtividade do trabalho é tão importante na esfera da sociedade humana quanto a da gravitação na esfera da mecânica. O desaparecimento de formações sociais que cresceram até transbordar suas estruturas nada mais é do que a manifestação dessa lei cruel, que determinou o triunfo da escravidão sobre o canibalismo, da servidão sobre a escravidão, do trabalho assalariado sobre a servidão. A lei da produtividade do trabalho não faz o seu caminho em linha reta, mas de forma contraditória, com esforços e distensões, saltos e desvios, superando barreiras geográficas, antropológicas e sociais em sua marcha. Portanto, existem tantas “exceções” na história, que nada mais são do que reflexos específicos da “regra”.
No século XIX, a luta por maior produtividade do trabalho assumiu a forma principalmente de livre concorrência, que manteve o equilíbrio dinâmico da economia capitalista por meio de flutuações cíclicas. Mas, precisamente por causa de seu papel progressista, a concorrência levou a uma concentração monstruosa em trustes e corporações, o que por sua vez implicou a concentração de contradições econômicas e sociais. A livre concorrência é como uma galinha que chocou, não um patinho, mas um crocodilo. Não é à toa que ela não consegue lidar com sua cria!
A hora final há muito chegou para o liberalismo econômico. Seus moicanos apelam com cada vez menos convicção ao livre jogo automático das diferentes forças. Novos métodos são necessários para adaptar esses gigantescos trustes às necessidades humanas. Deve haver mudanças radicais na estrutura da sociedade e da economia. Mas os novos métodos se chocam com velhos hábitos e, o que é infinitamente mais importante, com velhos interesses. A lei da produtividade do trabalho atinge convulsivamente as barreiras que ela mesma ergueu. Este é o cerne da grandiosa crise do moderno sistema capitalista.
Políticos e teóricos conservadores, pegos de surpresa pelas tendências destrutivas da economia nacional e internacional, estão inclinados à conclusão de que a principal causa dos males atuais está no superdesenvolvimento da tecnologia. É difícil imaginar um paradoxo mais trágico! Um político e financista francês, Joseph Caillaux, [4] acredita que a salvação está em limitar artificialmente o processo de mecanização. É assim que os representantes mais esclarecidos da economia liberal de repente encontram inspiração nos mesmos sentimentos que abrigavam aqueles trabalhadores ignorantes de cem anos atrás que destruíam os teares mecânicos. Se põe de cabeça para baixo a tarefa progressiva de como adaptar as relações econômicas e sociais à nova tecnologia, e como restringir e sujeitar as forças produtivas de modo a fazê-las se encaixar nas velhas fronteiras nacionais e nas relações sociais obsoletas. Em ambos os lados do Atlântico, se desperdiça não pouca energia mental para resolver o fantástico problema de como colocar o crocodilo de volta no ovo de galinha. O nacionalismo econômico ultramoderno é irrevogavelmente condenado por seu próprio caráter reacionário; retarda e diminui as forças produtivas do homem.
A política da economia fechada significa restringir artificialmente os ramos da indústria que podem fertilizar com sucesso a economia e a cultura de outros países. Implica também em implantar artificialmente indústrias que carecem de condições favoráveis para seu crescimento no território nacional. Assim, a ficção da autossuficiência econômica produz um tremendo desperdício em ambas as direções. A isso deve ser adicionada a inflação. Durante o século XIX, o ouro como medida universal de valor tornou-se a base de qualquer sistema monetário digno de tal nome. A ruptura com o padrão-ouro divide a economia mundial ainda mais do que as tarifas alfandegárias. A inflação, que em si mesma é uma expressão da desordem nas relações internas e nos laços econômicos entre as nações, intensifica a desordem e ajuda a transformá-la de funcional em orgânica. Assim, o sistema monetário “nacional” culmina o trabalho sinistro do nacionalismo econômico.
Os representantes mais intrépidos desta escola consolam-se com a perspectiva de que, à medida que a nação se empobrece numa economia fechada, se tornará mais “unida” (Hitler), e à medida que a importância do mercado mundial diminui, as causas dos conflitos externos também diminuem. Tais esperanças apenas mostram que a doutrina da autossuficiência é reacionária e totalmente utópica. Os criadouros do nacionalismo são também laboratórios para terríveis conflitos futuros; como um tigre faminto, o imperialismo recuou para sua toca nacional a fim de se preparar para um novo salto.
As atuais teorias do nacionalismo econômico, que parecem se basear nas leis “eternas” da raça, demonstram o quão desesperadora é a crise mundial; aqui está um exemplo clássico de como fazer da necessidade uma virtude. Enquanto tremem nos bancos nus de alguma pequena estação esquecida pela mão de Deus, os passageiros de um trem descarrilado podem estoicamente assegurar uns aos outros que o conforto corrompe o corpo e a alma. Mas todos sonham com uma locomotiva que os levará a algum lugar onde possam estirar seus corpos cansados entre lençóis limpos. O interesse imediato do mundo dos negócios de todos os países é manter-se, sobreviver de alguma forma, mesmo que em coma, no duro leito do mercado nacional. Mas todos esses estóicos involuntários anseiam pelo poderoso motor de uma nova “conjuntura” mundial, de uma nova fase econômica.
Chegará? A atual ruptura estrutural do sistema econômico torna as previsões difíceis, senão impossíveis. Os ciclos industriais antigos, como as batidas de um coração saudável, tinham um ritmo estável. Depois da guerra, não testemunhamos mais a sequência ordenada das fases econômicas, as rítmicas batidas do velho coração. Ademais, há a economia do chamado capitalismo de Estado. Pressionados por interesses incessantes e perigos sociais, os governos irrompem no campo econômico com medidas de emergência cujos resultados, na maioria das vezes, eles mesmos não podem prever. Mas, mesmo deixando de lado a possibilidade de uma nova guerra, que por um longo período de tempo daria um impulso ao trabalho elementar das forças produtivas e às tentativas conscientes de controle planejado, podemos prever com confiança o momento em que a crise e a depressão passarão ao ressurgimento. E isso acontecerá mesmo que os sintomas favoráveis observados na Inglaterra e, até certo ponto, nos Estados Unidos, demonstrem posteriormente ter sido nada mais do que as primeiras andorinhas que não trouxeram a primavera. O trabalho destruidor da crise deve chegar ao ponto – se ainda não o alcançou – em que a humanidade empobrecida necessite de uma nova massa de bens. As chaminés vão fumegar, as rodas vão girar. E quando o ressurgimento tiver avançado o suficiente, o mundo dos negócios se livrará de seu estupor, esquecerá rapidamente as lições do passado e rejeitará suas teorias autodestrutivas junto com seus autores.
Mas ficará muito desapontado o que supor que o ressurgimento será tão brilhante quanto a crise atual é profunda. Na infância, na maturidade e na velhice, o coração bate em ritmos diferentes. Durante a ascensão do capitalismo, as crises eram fugazes e o declínio temporário da produção foi mais do que compensado na próxima etapa. Agora não é assim. Entramos em uma época em que os períodos de ressurgimento econômico são breves, enquanto os períodos de depressão estão se aprofundando cada vez mais. Vacas magras devoram vacas gordas e depois continuam mugindo com fome.
Portanto, todos os estados capitalistas se tornarão mais agressivos e impacientes assim que o barômetro econômico começar a subir. A luta pelos mercados externos adquirirá uma agudeza sem precedentes. Noções piedosas sobre as vantagens da autossuficiência serão rapidamente postas de lado e planos ousados para a harmonia nacional serão jogados na lata de lixo. Isso se aplica não apenas ao capitalismo alemão, com sua dinâmica explosiva, ou ao capitalismo tardio e ambicioso do Japão, mas também ao da América, que ainda é poderoso apesar de suas novas contradições.
Os Estados Unidos representou o tipo mais perfeito de desenvolvimento capitalista. O relativo equilíbrio do seu mercado interno, aparentemente inextinguível, garantiu-lhe uma preponderância técnica e económica decisiva sobre a Europa. Mas sua intervenção na Guerra Mundial foi a expressão de que seu equilíbrio interno já estava realmente perturbado. Por sua vez, as mudanças introduzidas pela guerra na estrutura americana fizeram com que todos participassem de um problema de vida ou morte para o capitalismo norte-americano. Há amplas evidências de que essa participação pode assumir formas extremamente dramáticas.
A lei da produtividade do trabalho é de fundamental importância para as relações entre a América do Norte e a Europa e, em geral, para determinar a posição futura dos Estados Unidos no mundo. Essa forma superior que os ianques deram à lei da produtividade do trabalho é conhecida como produção em cadeia, padronizada ou em massa. O ponto a partir do qual a alavanca de Arquimedes pode virar o mundo de cabeça para baixo parece ter sido encontrado. Mas o velho planeta se recusa a deixar de dar voltas. Cada um se defende de todos os demais, protegendo-se atrás de um muro de mercadorias e uma cerca de baioneta. A Europa não compra mercadorias, não paga as suas dívidas e ademais se arma. O Japão faminto se apodera de um país inteiro com cinco divisões miseráveis. A técnica mais avançada do mundo, de repente, parece impotente ante os obstáculos que se apoiam em uma técnica muito inferior. A lei da produtividade do trabalho parece perder sua força.
Mas só parece. A lei básica da história humana deve inevitavelmente se vingar de fenômenos derivados e secundários. Mais cedo ou mais tarde, o capitalismo americano percorrerá nosso planeta. Com quais métodos? Com todos. Um alto coeficiente de produtividade também denota um alto coeficiente de forças destrutivas. Estou pregando a guerra? De maneira nenhuma. Eu não prego nada. Estou apenas tentando analisar a situação mundial e tirar conclusões das leis da mecânica econômica. Não há nada pior do que esse tipo de covardia mental que vira as costas aos fatos e tendências quando eles contradizem os próprios ideais e preconceitos.
Somente no quadro histórico do desenvolvimento mundial podemos colocar o fascismo em seu verdadeiro lugar. Não contém nada criativo, nada independente. Sua missão histórica é reduzir ao absurdo a teoria e a prática do impasse econômico.
Em sua época, o nacionalismo democrático fez avançar a humanidade. Mesmo agora, pode desempenhar um papel progressista nos países coloniais do Oriente. Mas o nacionalismo fascista decadente, que prepara explosões vulcânicas e explosões grandiosas em todo o mundo, não significa nada além de ruína. Todas as nossas experiências dos últimos vinte e cinco ou trinta anos parecerão apenas uma idílica abertura em comparação com a música infernal que se aproxima. E desta vez, no caso de a humanidade trabalhadora e pensante se mostrar incapaz de tomar as rédeas de suas próprias forças produtivas a tempo e organizá-las corretamente em escala europeia e mundial, não será um declínio econômico circunstancial, mas a devastação econômica total e a destruição de nossa cultura.
NOTAS
[1] Nacionalismo e economia. Relações Exteriores, abril de 1934. Traduzido por John G. Wright, que fez correções estilísticas secundárias para a versão de setembro de 1945 da Quarta Internacional, que é a que usamos aqui. A Quarta Internacional sucedeu A Nova Internacional e precedeu a Revista Socialista Internacional
[2] Erich Ludendorff (1865-1937): foi um general Junker que apoiou Hitler e participou do putch de Kapp de 1920 e do putch do Teatro Beer de 1923.
[3] Aristide Briand (1862-1932): expulso do Partido Socialista em 1906 por aceitar um cargo em um gabinete capitalista. Foi primeiro-ministro várias vezes e representante de seu país na Liga das Nações. Em 19 de setembro de 1929, em um almoço diplomático com a presença de representantes de vinte e sete países, reivindicou o estabelecimento dos Estados Unidos da Europa, ocasião em que Trotsky escreveu um ensaio intitulado Desarmamento e os Estados Unidos da Europa (Escritos 1929).
[4] Joseph Caillaux (1863-1944): Radical que foi primeiro-ministro da França em 1911-1912 e várias vezes ministro das Finanças.
Tradução de José Roberto Silva de “El nacionalismo y la economía”.






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