Às ruas neste próximo dia dos estudantes contra a ingerência imperialista de Trump no Brasil, contra o tarifaço e o ataque à nossa soberania. Exijamos cadeia a Bolsonaro e toda a sua corja golpista, pelo fim de todo o entulho da ditadura militar e expropriação dos patrocinadores do golpe! Lutemos para construir uma educação que de fato seja universal: pública, laica, de qualidade e que esteja a serviço da classe trabalhadora e de seus filhos.   

Por Thiago Emanuel.

Devemos deter-nos tanto mais nesta questão quanto se pode dizer, em certo sentido, que é precisamente à juventude que incumbe a verdadeira tarefa de criar a sociedade comunista. Porque é evidente que a geração de militantes educada na sociedade capitalista pode, no melhor dos casos, realizar a tarefa de destruir as bases do velho modo de vida capitalista baseado na exploração. No melhor dos casos poderá realizar a tarefa de criar um regime social que ajude o proletariado e as classes trabalhadoras a conservar o poder nas suas mãos e a criar uma sólida base, sobre a qual só poderá edificar a geração que começa a trabalhar já em condições novas, numa situação em que não existem relações de exploração entre os homens [e mulheres].

Discurso de Lenin no III Congresso de Toda a Rússia da União Comunista da Juventude da Rússia em 2 de outubro de 1920.

No dia 11 de agosto, se “comemora” o Dia Nacional do Estudante no Brasil, data que “celebra” o impacto da educação e dos estudantes no desenvolvimento de uma sociedade mais justa e democrática. Mas de fato, a educação, hoje, visa a promoção dessa sociedade? Vemos a educação a serviço dos interesses da classe trabalhadora, das suas novas gerações, ou a educação está a serviço dos interesses de pequenos grupos empresariais e de uma elite minoritária (a burguesia)? Dia 11 deve ser um dia de reflexão e luta nas ruas, e não somente mais uma data comemorativa. Um verdadeiro dia de lutas — aquilo que a juventude expressou (e vem expressando) ao longo de nossa história nacional, mas também internacional.

Qual o papel da juventude hoje? Qual o nosso papel no processo de transformação radical da sociedade? Quais são nossas tarefas, desafios e elementos que nos condicionam, cada dia mais, a nos formarmos, para interpretar e compreender o atual e disruptivo mundo para assim transformá-lo? Hoje, diante de um brutal e sem precedentes ataque do imperialismo ianque, de um governo liberal-social de Lula-Alckmin que trabalha aos interesses dos de cima — um reformismo de contrarreformas — e de um cenário de possibilidades de levar as tarefas democráticas adiante com a prisão de Bolsonaro e os golpistas de hoje e de ontem, mais do que nunca, é necessário que a juventude se levante e dê uma resposta à altura destes desafios. 

As lutas Internacionais e nacionais da juventude

Entre a metade da década de cinquenta e a metade da década de setenta, estava em curso um dos conflitos mais importantes para a história dos Estados Unidos e do mundo. O conflito que daria um golpe lacerante no Império. A guerra do Vietnã: conflito que levou a morte de mais de 2 milhões de pessoas, entre militares, guerrilheiros e civis. Uma guerra entre uma potência militar e econômica (do centro do capitalismo) contra um país agrário e não desenvolvido (da periferia do capitalismo) que culminou em uma das guerras mais brutais, com uso indiscriminado de armas químicas, como o caso do Napalm e outros agentes tóxicos, contra a população civil e os combatentes vietnamitas. Este conflito foi a primeira guerra transmitida, quase que em tempo real, aos televisores do mundo, apresentando o massacre que a terra da “liberdade e democracia” do tio Sam promovia em solo estrangeiro.

Tudo que parecia ser uma vitória fácil das tropas Yankees sobre os camponeses do sudeste asiático se tornou um pesadelo para os EUA. Além da subestimada resistência anti-imperialista dos vietnamitas, massivas mobilizações começaram a ocorrer em todos os  Estados Unidos, principalmente nos campi das universidades e escolas. Dentre outros fatores, as multitudinárias e expressivas mobilizações dos estudantes norte-americanos (em torno de 4 milhões em maio de 1970), não só em solidariedade ao povo vietnamita, mas em manifestações contrárias à máquina de guerra imperialista, contribuíram diretamente para a retirada das tropas estadunidenses do Vietnã e para uma derrota amarga ao imperialismo ianque. Estas mobilizações contaram com a participação de milhões de pessoas, incluindo veteranos de guerra, operários e outras parcelas da sociedade. Dentre as manifestações, houve greves massivas nas grandes universidades de elite, como a universidade de Colúmbia, Yale, Princeton e outras de menor prestígio, mas que aderiram às mobilizações e se somaram a luta contra a ingerência imperialista no sudeste asiático. 

Para além das greves estudantis — instrumento esse fundamental para a construção das mobilizações, ainda mais com a participação dos trabalhadores e trabalhadoras das universidades —, também houve aulas abertas, manifestações, protestos, mobilizações e ações contra os centros de alistamento e de treinamento militar. De acordo com alguns dados fornecidos pelo MIT ao Centro Nacional de Informações sobre Greves, a quantidade de mobilizações e paralisações ocorrendo no final da década de sessenta, gerava uma lista de 3 metros de comprimento com os registros de paralisações ou protestos em escolas e universidades. Como trata o relatório da Comissão Scranton comissão criada a partir dos tiroteios de Kent para análise dos eventos decorrentes deste —, os estudantes conseguiram arrancar, por meio de sua luta e mobilização — junto dos setores da classe trabalhadora — que as universidades e centros de pesquisa estivessem alinhados com seus interesses de combate à política de guerra e se mobilizassem também pelo fim desta. Estes eventos, ocorridos durantes os “longos anos sessenta”, evidenciam o poder da auto-organização da juventude e como esta pode arrancar vitórias importantes quando está mobilizada e pronta para o combate de frente ao imperialismo e as imposições do capital.

Mobilizações realizadas por estudantes se repetiram em diversos anos no centro do capitalismo, como as greves estudantis e as manifestações contra as invasões ao Iraque e Afeganistão, entre outros ataques imperialistas ao longo dos anos. Inclusive, vemos hoje históricas mobilizações por partes dos estudantes das grandes universidades nos EUA em defesa da Palestina e contra o genocídio em curso na faixa de Gaza. Mobilizações que devem ser abraçadas pelas novas e velhas gerações por todo o planeta. A luta pela libertação da Palestina do julgo sionista é uma das tarefas históricas que carregamos hoje.

No Brasil, vemos o ímpeto de luta da juventude aflorar e desabrochar mediante as necessidades e tarefas que são colocadas à sua frente. Historicamente, o movimento estudantil sempre foi ponta de lança nas reivindicações e lutas, como no caso emblemático da brava resistência da juventude durante os anos de chumbo da ditadura burgo-militar instaurada no Brasil com ingerência direta dos EUA. Junto da luta armada, os estudantes — que, em certa medida, também faziam parte dessa última — lutaram e resistiram ao longo dos anos da ditadura, também tendo participação fundamental nas Diretas Já e nas reivindicações e importantes conquistas democráticas que viriam. Hoje, a juventude se vê diante de uma tarefa da qual as passadas gerações não puderam conquistar por uma série de razões políticas e conciliações de direções sindicais e partidárias que nos custaram e seguem custando muito caro: a de empurrar o entulho da ditadura militar para o lixo da história. Testemunhamos, hoje, Bolsonaro e diversos golpistas no banco dos réus, com indicativos de uma iminente condenação à prisão, mas para que se conquiste uma verdadeira e categórica derrota da extrema-direita, colocando-a atrás das grades por décadas, é necessário impor tal empreendimento pela mobilização nas ruas. Ou seja, caminhar em sentido contrário ao da esquerda da ordem que entrega a tarefa de maneira covarde e passiva ao judiciário burguês, mas também de setores da esquerda independente que numa demonstração de crônico economicismo e sectarismo abre mão da luta pelas tarefas democráticas de forma totalmente irresponsável. Portanto, mais do que nunca, encaminhar tal tarefa democrática pendente em nosso país deve ganhar total prioridade na vanguarda juvenil para romper com o ciclo histórico de anistia — sem deixar de lado nossas bandeiras anti-imperialistas e anticapitalistas, que estão ligadas, visto a insistência da extrema-direita em se utilizar do tarifaço de Trump para tentar, como uma lanterna dos afogados, sua anistia.

Por fim, outro exemplo emblemático da luta da juventude foi a primavera estudantil ou primavera secundarista, que mostrou a força que o movimento estudantil organizado tem, resistindo contra a forte repressão do estado e com uma vitória importante sobre o governo de Alckmin em 2016 (atual vice-presidente, quem imaginária!) contra o fechamento de diversas escolas públicas do estado de São Paulo. 

Nosso horizonte de lutas!  

Podemos dizer que, de certa maneira, a juventude não carrega o peso das derrotas das gerações passadas, mas, em contrapartida, deve assumir as responsabilidades das tarefas históricas não concluídas e das necessidades táticas e estratégicas de nosso tempo. Hoje, nos encontramos em um mundo caótico, que rompe com todos os consensos, uma etapa de crises por todos os lados, barbárie e, quem sabe, até revoluções. Assim sendo, um mundo como este, não nos deixa alternativa a não ser resistir, lutar e transformar absolutamente tudo. Para isso, é fundamental compreender a realidade e levarmos nossa luta às últimas consequências, de forma consequente e consciente.

O horizonte que o capitalismo oferece à juventude, não é nada mais do que as migalhas das sobras que os de cima abocanham. Se há algumas décadas, mesmo com uma brutal exploração da força de trabalho, nossos pais e avós ainda conseguiam comprar uma casa, um carro, hoje mal conseguimos acessar um teto por menos de um salário mínimo. As empresas e suas ofertas cada vez mais “atrativas”, nos dando a liberdade de escolhermos se trabalhamos 10h ou 12h por dia — que bela oportunidade, senhores capitalistas — nos relega um mundo sem perspectivas. Por isso a necessidade de mudar, de transformar radicalmente tudo! A luta por mais tempo é a luta por melhores condições de vida, pelo direito à educação, lazer, cultura — pelo direito ao ócio! Que lutemos pela redução da jornada de trabalho para 30h semanais. Trabalhar todos, trabalhar menos.

O governo Lula-Alckimin, seguindo a orientação de seus patrões, mantém as políticas de austeridade fiscal com o arcabouço fiscal, projeto este que segue os padrões dos tetos de gastos desde o governo Temer — com as políticas de austeridade fiscal seguindo desde o governo Dilma. Nos últimos meses, observamos um contingenciamento bilionário do orçamento da união, um ataque brutal contra a educação pública deste país e demais serviços públicos como a saúde e programas sociais. Este governo liberal-social de contrarreformas, que diz defender os interesses dos explorados e oprimidos, apresenta um projeto de desmonte das instituições públicas, como as universidades públicas federais, órgãos de gestão ambiental, como o Ibama, entre outras. Estas instituições, definham hoje com um orçamento paliativo, com seus pisos constitucionais colocados em cheque para que o governo atenda aos interesses da elite brasileira com o pagamento dos juros trilionários da dívida pública que consome mais da metade do orçamento federal (53,4%), ou do maior Plano Safra da história com mais de R$ 500 bilhões para o agronegócio bolsonarista. E enquanto isso, a entidade máxima de representação estudantil, a UNE (União Nacional dos Estudantes), aquela mesma que lutou no período da ditadura militar contra o regime, hoje se mostra como um verdadeiro instrumento burocrático de desmobilização das bases estudantis. Essa mesma UNE, que após muita pressão, chamou um ato no dia 29/05 para que “o orçamento da educação fosse tirado do arcabouço fiscal”: uma posição irresponsável, covarde e traidora! Trata-se de uma mesma direção política de mais de trinta anos que conscientemente desmobiliza a base estudantil e que através do seu crônico método burocrático de imobilismo se tornou uma verdadeira extensão do governo Lula-Alckmin, deixando em segundo (ou último) plano as urgentes necessidades da educação brasileira. 

Inclusive, para esse próximo dia nacional dos estudantes, vemos um papel exemplar dessa direção burocrática que não tem um chamado sequer para uma ação nacional (desenvolver um pouco mais apontando a gravidade dessa posição frente aos ataque de Trump, a situação na Palestina é as tarefas emergências da educação!

Para além da UNE e sua direção (junto de setores da suposta “oposição de esquerda”) que promovem uma verdadeira desmoralização do movimento estudantil, vemos isso ocorrendo a níveis locais também, como é o exemplo do DCE livre da USP. A direção da entidade realiza um ótimo trabalho no que tange a supressão do ímpeto de luta dos estudantes da USP. O DCE, dirigido por Juntos/MES, Resistência e Insurgência (ambos do PSOL) e o Correnteza/UP, se utilizam também de métodos burocráticos para organizar eleições às escuras, durante o período de férias (fato que tiverem que voltar atrás pouco antes das voltas as aulas), suprime informes durante as pouquíssimas assembleias convocadas — as quais também não são devidamente construídas — e engaveta lutas importantes com a premissa de que reuniões fechadas com diretorias e reitoria bastam para as nossas exigências e necessidades. Que balela!

Tudo isso nos coloca a necessidade de nos levantarmos contra as direções burocráticas e pelegas que não atacam os problemas radicalmente (cortando-os pela raiz), que seguem apostando na conciliação de classes, no reformismo sem reformas, ou pior, que acreditam ser possível corrigir este sistema incorrigível, como diz Mészáros. A juventude não quer mais a miséria que nos oferece o capitalismo, com seu insaciável desejo por lucro às custas do trabalho e suor da classe trabalhadora e da juventude. Por outro lado, também não queremos o mínimo que o lulismo e seus satélites (PSOL) nos oferecem por meio da conciliação de classes. Por isso, é necessário lutar por uma universidade que de fato seja nossa, com medidas que virem do avesso estas instituições: por uma universidade anticapitalista de fato universal!

Se queremos uma universidade que sirva aos interesses dos de baixo, não podemos aceitar, em hipótese alguma, que a produção acadêmica, técnica e cientifica produzida neste espaço esteja a serviço do genocídio que ocorre em Gaza e nem aos interesses do grande capital. Pelo fim das parcerias e consórcios da USP com o estado genocida de “Israel”! 

Quando olhamos o contexto internacional, com conflitos por todo o mundo, não podemos olhar para a região de Gaza e não nos solidarizarmos. O Genocídio na Palestina, imputado pelo regime fascistas e racista de Benjamin Netanyahu, apoiado pelas grandes potências imperialistas, é um dos principais, se não o principal fato político mundial de nosso tempo. Nosso país é um dos maiores exportadores de petróleo para a máquina de guerra sionista, junto da importação de armas israelenses testadas em campo — contra crianças e mulheres palestinas — compradas e utilizadas pelos órgãos de “segurança” pública. Ou seja, as armas que matam na Palestina, matam nas favelas brasileiras! É necessário se levantar contra o Estado ilegítimo de Israel, que subjuga palestinos na faixa de Gaza e Cisjordânia, e que também oprime os próprios judeus que são contra o sionismo e se mobilizam contra o governo fascista de Netanyahu. É tarefa nossa, da juventude, se levantar contra os ataques diretos contra o povo palestino por parte de Israel e EUA e de seus apoiadores, como o próprio governo brasileiro e suas inúmeras parcerias com grupos e empresas sionistas patrocinadoras do massacre. Pela ruptura imediata de todas as relações entre Brasil e “Israel”. Por uma Palestina livre, laica e socialista, do rio ao mar!

Voltando a perspectiva nacional. Hoje, nos encontramos em um momento singular na história de nosso país, estamos sofrendo uma ofensiva clara dos Estados Unidos sobre nossa soberania por meio do tarifaço e das ameaças de intervenção nas decisões do país, principalmente em relação ao caso do julgamento de Bolsonaro, que falaremos mais adiante. Mais do que nunca, é fundamental o desenvolvimento do sentimento e da luta anti-imperialista! Este ataque inédito nos coloca no centro das tensões geopolíticas, o que exige de nós mobilização e enfrentamento contra o imperialismo ianque. Que levantemos as bandeiras da soberania brasileira de forma radical e anticapitalista, sem cair em baboseiras nacionalistas e abstratas, mas com perspectivas radicais e revolucionárias. É importante lembrarmos que, entre as justificativas deste ataque, está a questão da anistia para Bolsonaro e sua corja golpista. Por isso, para além de medidas anti-imperialistas e anticapitalistas, é preciso ir às ruas pela prisão de Bolsonaro e dos golpistas de ontem e de hoje, para rompermos com o ciclo histórico de anistia e conquistar esta tarefa democrática pendente em nossa história. A luta pela prisão de Bolsonaro está ligada diretamente com a luta anti-imperialista e a luta contra esta agressão dos Estados Unidos à nossa soberania. É preciso unir as pautas, pois estas são tarefas pendentes de nosso tempo, por isso, nos é absurdo a posição que o MRT segue tomando, contra a prisão de Bolsonaro. Os companheiros alegam que esta prisão vai gerar um fortalecimento das instituições burguesas e exigem uma “punição” em abstrato. Basta de enrolação, queremos Bolsonaro na cadeia! Com a expropriação de todos os seus bens, assim como a dos patrocinadores da tentativa de golpe de hoje e do golpe de ontem. Fortalecer o judiciário é deixá-los decidir por conta, sem que isso seja arrancado pelas ruas. Que superemos o sectarismo e economicismo, combinemos as lutas sindicais e econômicas com as tarefas políticas.

Às ruas neste dia dos estudantes!

Que este dia dos estudantes não seja somente mais um dia de celebração formal, mas um dia de relembrar as lutas e mobilizações que a juventude fez e faz: recuperar o que há de melhor em nossa tradição! Que possamos romper e superar o imobilismo do movimento estudantil e suas frequentes traições cometidas por suas direções em nome da conciliação de classes e do governismo. A juventude deve e pode exigir muito mais.

Levantemos as bandeiras do anti-imperialismo, que devem estar ligadas diretamente com a luta anticapitalista e as tarefas democráticas pendentes, como a prisão de Bolsonaro e todos os golpistas, com fim da Lei de Anistia, dos tribunais e polícias militares e todo o entulho da ditadura burgo-militar. 

Que não nos esqueçamos das tarefas relegadas a nós pelas gerações precedentes, que levemos adiante de forma consequente e radical, com a teoria e a prática (práxis revolucionária), como nossas aliadas inseparáveis, para levar essas lutas até o fim. Como disse Trotsky em sua carta à liga da juventude socialista em 1938: “Adquirir conhecimento e experiência e, ao mesmo tempo, não perder o espírito de luta, o auto-sacrifício revolucionário e a vontade de ir até o fim, é a tarefa da educação e auto-educação da juventude revolucionária.”

Nós, da Juventude Anticapitalista — Já Basta!, convidamos a todos a se somarem conosco no ato do Dia Nacional dos Estudantes! “Sejamos realistas, exijamos o impossível” (No original: ”Soyez réalistes, demandez l’impossible”).

 

  • Não ao tarifaço imperialista de Trump! Em defesa de uma soberania operária e anticapitalista!
  • Basta de genocídio e fome em Gaza! Pelo rompimento de todas as relações com Israel! Por uma Palestina livre, única, laica e socialista, do rio ao mar!
  • Prisão domiciliar não é suficiente! Cadeia para Bolsonaro e todos os golpistas! Fim da Lei de anistia, tribunais e polícias militares! Expropriação dos financiadores do golpe!
  • Chega de chacinas! Justiça para a Baixada Santista e todas as vítimas do extermínio policial! Fora Tarcísio e Derrite assassinos!     
  • Às ruas pela revogação do Arcabouço Fiscal!
  • Por uma universidade verdadeiramente pública, laica, de qualidade e a serviço dos filhos da classe trabalhadora! 
  • Por um movimento estudantil independente dos governos, patrões e burocracias e aliado aos trabalhadores!
  • Pela ampliação e democratização do acesso ao ensino superior, por Cotas Trans, PCDs e pelo vestibular indígena já!  Basta de filtros racistas e elitistas! Rumo ao fim do vestibular! 
  • Abaixo a militarização e plataformização do ensino! Abaixo as privatizações de Tarcísio e Nunes! Fora interventores das escolas públicas! Fora Ricardo Nunes!
  • Pela estatização do sistema de ensino básico e superior no país sob controle dos trabalhadores da educação! Pelo perdão integral das dívidas do FIES! Fora Tubarões da Educação!
  • Pela revogação integral do Novo Ensino Médio e do Ensino à Distância! Pela revogação de todas as contrarreformas e privatizações de Temer, Bolsonaro e Lula!
  • Pelo fim da escala 6×1, 30 horas semanais sem redução salarial! Pelo direito ao ócio para a classe trabalhadora! 
  • Fim das isenções tributárias aos grandes empresários! Pela taxação das grandes fortunas e heranças! Que os bilionários paguem pela crise!
  • Nenhum centavo para o pagamento fraudulento da dívida pública aos banqueiros e empresários!