NICOLÁS GONZÁLES VARELA

“Somos nós marxistas? Existem marxistas? Bobagem, só você, tolice, é imortal… E, no entanto, é assim: todos são marxistas, um pouco, inconscientemente.”
(Antonio Gramsci, 1918)
“Podemos reunir toda a obra de Marx e Engels (ou cópias dela)? É uma tarefa realizável?”
(carta de Lênin a Riazanov, 1921)

Traduzido por José Roberto Silva de Marx desconhecido: sobre “A ideologia alemã” III

O patrimônio literário inédito de Marx sofreu, por parte de seus herdeiros, um verdadeiro maltrato. Alguns capítulos soltos de A ideologia alemã foram aparecendo sem qualquer critério editorial, aqui e ali, em diferentes publicações do partido-guia do proletariado mundial, o SPD alemão, que era o herdeiro absoluto do legado literário de Engels e Marx, incluindo sua valiosa biblioteca pessoal.[1]

Em 1896, o político liberal russo Peter von Struve reproduziu, na revista teórica marxista criada por Kautsky, a mítica Die neue Zeit, sob o título de “Dois documentos desconhecidos de Marx da década de 1840” [2], alguns parágrafos do capítulo IV do segundo volume — os escritos contra Grün, “Karl Grün: O movimento social na França e na Bélgica…” — de A ideologia alemã, que havia sido publicado no jornal socialista autêntico Das westphälisches Dampfboot, em agosto e setembro de 1847.[3] O outro documento que apresentou foi a “Circular contra Kriege” de 1847, que mais tarde seria publicada por Mehring. O contexto em que Struve os apresenta é a reconstrução da pré-história do Sozialismus científico, agora coroado como sistema.[4] O dirigente socialdemocrata e pai do revisionismo, Eduard Bernstein, que possuía a maior parte do manuscrito tal como Engels o havia entregado no verão de 1883, publicou um sugestivo artigo onde menciona brevemente A ideologia alemã, sem nomeá-la, também em Die neue Zeit,[5] no qual a classifica, como Engels, como um trabalho de juventude ousado, mas sem limites racionais — um texto impossível. Bernstein conclui que se trata de um trabalho de mera autocompreensão (Selbstverständigung), reduzindo a maior parte do texto a uma paródia satírica (satirische Persiflage), cheia de humor contra uma tendência político-filosófica que já não existe historicamente, cuja relevância se limitaria à polêmica com Karl Grün.[6] Para quem desconhece seu papel, Eduard Bernstein era reconhecido como um dos marxistas mais destacados de sua época, ao lado de August Bebel e Karl Kautsky, e o autor de um ensaio de apenas duzentas páginas, As premissas do Socialismo e as tarefas da socialdemocracia, publicado em março de 1899,[7] que deu início ao chamado debate revisionista (Revisionismusdebatte), no qual se questionava, a partir de posições idealistas neokantianas, toda a teoria marxiana conhecida até então: desde o materialismo histórico até o papel da dialética. Agora, esse executor do testamento científico-literário de Engels e Marx — em posse de partes importantes de seu Nachlass (legado) — declarava não acreditar no método nem na concepção materialista de Engels e Marx. Reduzia a crítica da economia política de Marx a uma cópia escolar de David Ricardo, afirmava que a teoria da mais-valia era supérflua, que a teoria da concentração capitalista e da pauperização relativa eram equivocadas, e que não havia, para a socialdemocracia, nenhum objetivo final (Endziel), nenhum comunismo: o único real era o movimento (Bewegung) reformista prático, a ampliação gradual dos direitos políticos e sindicais dos trabalhadores.[8]

Foi esse Bernstein que controlou muitos dos textos desconhecidos de Marx, e que não hesitava em censurar e editar segundo as necessidades políticas conjunturais do “movimento”, a raison de parti ou seus próprios caprichos ideológicos, o Nachlass de Engels e Marx. [9] Bernstein… corrigia Engels e Marx! O revisionismo de Marx baseava-se numa edição mutilada, controlada e manipulada de sua obra — e não é por acaso que ganhou força após a morte de Engels. Marx não havia “impregnado” de forma alguma a socialdemocracia da época, e, além disso, era a própria socialdemocracia que impedia ou dificultava sua difusão e recepção adequadas. O Marx mutilado e incompleto é uma das premissas ideológicas elementares do revisionismo e da vulgata sobre Marx, funcional ao “cretinismo parlamentar” prático [10] — uma estrutura conservadora de funcionários partidários, sindicatos aliados, deputados parlamentares e representantes de administrações regionais e locais. A práxis reformista e social-liberal do SPD exigia um Marx diluído — ou melhor: nenhum Marx.

O uso que Bernstein faz da Die deutsche Ideologie, em particular, é bastante pontual: ele recorre a sua informação privilegiada contida na obra em artigos de formação ou polêmica, ao longo dos anos de 1896 a 1900 — por exemplo, na crítica ao individualismo possessivo de Max Stirner, citando o capítulo IV do segundo volume de A ideologia alemã; ou em um artigo sobre a relação entre Marx e Grün, onde utiliza o manuscrito extensivamente em diversas passagens do texto. ¹¹

Por fim, Bernstein empreende um esforço editorial mais formal, publicando junto com A Sagrada Família a crítica de Marx ao egoísmo possessivo radical de Stirner — ou seja, o capítulo III, “Sankt Max”, que integra o primeiro volume de A ideologia alemã. ¹²

O primeiro esforço sério — ainda que desigual — para recuperar o Marx desconhecido veio do biógrafo ocasional de Marx, o socialdemocrata de esquerda Franz Mehring, por meio de obras escolhidas: Aus dem literarischen Nachlass von Karl Marx, Friedrich Engels, und Ferdinand Lassalle¹³, publicado em 1902. Contudo, tratava-se não exatamente do Nachlass em si, mas de trabalhos juvenis publicados por Marx entre julho de 1844 e novembro de 1847, além de uma seleção da correspondência de Engels e Marx com Ferdinand Lassalle. Entre os textos perdidos de Marx estavam seus artigos no jornal socialista parisiense *Vorwärts!*¹⁴, no órgão dos jovens hegelianos Das westphälische Dampfboot¹⁵, textos do período inicial comunista como a famosa circular contra Hermann Kriege — “Zirkular gegen Kriege”¹⁶, escrita por ambos; o artigo “A crítica moralizante e a moral criticizante. Contribuição à história da cultura alemã. Contra Karl Heinzen” publicado no jornal Deutsche-Brüsseler-Zeitung¹⁷; e, por fim, o livro completo escrito com Engels, A Sagrada Família. É sintomático que pouco material do Nachlass inédito apareça — e, como sabemos da opinião negativa de Mehring — absolutamente nenhum texto da super polêmica barroca que é A ideologia alemã. No intervalo entre as publicações, ocorreram dois episódios político-editoriais polêmicos que, embora não relacionados diretamente à edição e difusão de A ideologia alemã, esclarecem a obscura política editorial do SPD com relação ao Nachlass de Engels e Marx.

O primeiro envolveu o próprio Friedrich Engels, o “Chefe do Partido”, como o chamava August Bebel. Já doente de câncer e com energias reduzidas, Engels teve uma fortíssima desavença sobre seu estudo preliminar para a reedição de As Lutas de Classes na França de 1848-1850¹⁸, manipulado pela direção do SPD. A “Introdução” foi escrita por Engels para uma edição separada do trabalho, publicada em Berlim em 1895. Ao enviar o original da “Einleitung” ao dirigente Richard Fischer, diretor da editora do partido, a executiva do SPD reagiu com fúria e insistiu para que Engels suavizasse o tom — considerado excessivamente revolucionário e conclamando à ação direta — e adotasse uma forma mais liberal e cautelosa. Engels criticou duramente a postura vacilante da direção e seu desejo de atuar “exclusivamente dentro da legalidade”. Cedeu, porém, e aceitou omitir emendas nas provas de impressão, suprimindo passagens radicais e modificando expressões combativas — o “revolucionarismo”, como o chamava Bernstein. Justamente Bernstein usaria essa introdução mutilada para defender sua tática oportunista e a necessidade de revisar Marx em textos posteriores. Engels, furioso com os líderes partidários, sabia que a versão distorcida publicada serviria de respaldo ao Revisionismus e ao reformismo centrista e de direita. Em 1º de abril de 1895, escreveu a Karl Kautsky: “Para minha surpresa, vejo hoje no Vorwärts um extrato da minha ‘Introdução’, impresso sem meu conhecimento e cortado de modo que pareço um pacato pregador da Legalidade quand même. Menos mal que o texto completo deverá aparecer agora na Die neue Zeit, de forma que essa impressão vergonhosa será corrigida. Darei uma boa resposta a Liebknecht e também, não importa quem, a todos que permitiram distorcer minha opinião sem sequer me dizer uma palavra sobre isso.” ¹⁹ O velho General estava enfurecido: sua autoridade era usada como apoio ao Opportunismus social-liberal. Dois dias depois, escreveu a Paul Lafargue em Paris: “Liebknecht acaba de me pregar uma peça. Selecionou da minha ‘Introdução’ tudo o que poderia apoiar sua tática de paz a qualquer custo e de oposição à força e à violência, algo que ele já vem promovendo há algum tempo — especialmente agora, quando estão preparando leis coercitivas em Berlim. Mas estou defendendo essa tática apenas para a Alemanha de hoje, e mesmo assim com uma ressalva importante. Na França, Bélgica, Itália e Áustria essas táticas não poderiam ser aplicadas como tais, e na Alemanha podem tornar-se inaplicáveis amanhã.” ²⁰ Indignado até o mais fundo, Engels insistiu para que sua introdução fosse publicada na revista teórica Die neue Zeit, dirigida por Kautsky. No entanto, demonstrando o poder de fato da executiva do SPD, ela foi publicada com os mesmos cortes e correções na edição independente mencionada.²¹ O texto completo e sem censura da Einleitung de Engels foi publicado pela primeira vez na URSS nos anos 1920²², graças aos esforços de David Riazanov e do Instituto Marx-Engels de Moscou. Riazanov também demonstrou que a “correção literária” incluiu cortes injustificados realizados por Richard Fischer, diretor editorial do SPD, seguindo diretrizes do grupo dirigente. ²³

Em 1906, o dirigente socialdemocrata Friedrich Adolph Sorge publicou uma seleção pessoal de cartas entre Marx, Engels e outras personalidades da época, reunidas em um volume no qual já se notava uma sutil censura sob a forma de abreviações, omissões e interrupções. ²⁴ Na apresentação ao público russo desse livro em 1907 — apesar da edição tendenciosa — Lenin observava que, mesmo assim, era possível entrever, no Nachlass inédito, a luta interna de Marx e Engels para difundir seus princípios: “O público em geral sabe que a socialdemocracia alemã é considerada um modelo em política e tática marxista do proletariado, mas ignora a luta incessante que os fundadores do marxismo tiveram de travar contra a ‘ala direita’ (expressão de Engels) desse partido. E não é por acaso que pouco depois da morte de Engels essa luta, até então secreta, manifestou-se abertamente.” ²⁵

Em 1906, a dupla Bebel-Bernstein preparou uma enganosa compilação da correspondência entre Marx e Engels, dividida em quatro volumes com 1.386 cartas trocadas entre 1844 e 1883, que apareciam censuradas e retocadas, provocando outro memorável ataque de Lenin, que então descobria a maquiavélica política editorial do SPD. O artigo de resenha A correspondência entre Marx e Engels²⁶ marca o início de um extenso trabalho que Lenin pretendia escrever a propósito do lançamento da versão alemã da obra em setembro de 1913 — ainda que o artigo só tenha sido publicado muito mais tarde. ²⁷ Lênin conclui que a edição de Bernstein e Bebel é: “O trabalho de redação — ou seja, a escrita dos prefácios aos períodos da correspondência — foi realizado por Eduard Bernstein. Como era de se esperar, esse trabalho é insatisfatório tanto do ponto de vista técnico quanto ideológico. Após sua tristemente famosa ‘evolução’ rumo a concepções oportunistas extremas, Bernstein não deveria ter sido encarregado de redigir as cartas profundamente impregnadas de espírito revolucionário. Os prefácios de Bernstein carecem parcialmente de sentido e, em parte, são simplesmente falsos.” Lênin também criticava o fraco aparato crítico de notas e índices, assim como o preço inacessível da obra para um trabalhador. Para fechar o ciclo da fase socialdemocrata, o biógrafo de Engels, Gustav Mayer, rompeu o bloqueio editorial ao publicar, em um suplemento de uma revista científica de circulação limitada, pela primeira vez, as introduções dos capítulos “Das Leipziger Konzil” e “II. Sankt Bruno”, do primeiro volume da Die deutsche Ideologie.²⁸ Isso — e pouco mais — foi tudo o que o SPD publicou sobre o Marx desconhecido durante trinta e sete anos de posse ciumenta do seu Nachlass. Devemos nos deter brevemente para mencionar o trabalho seminal de divulgação do Marx desconhecido realizado por um destacado emigrado russo que trabalhava nos bastidores da edição socialdemocrata ao lado de Mehring: David Borissowitsch Goldendach, conhecido como Riazanov, que mais tarde se tornaria o editor das primeiras verdadeiras obras completas de Engels e Marx. Trabalhando nos arquivos da socialdemocracia alemã e austríaca, Riazanov tentou publicar textos inéditos ou perdidos do Nachlass, escrevendo estudos introdutórios e ensaios filológicos sobre Engels e Marx.²⁹

Podemos ter uma ideia do estado precário da difusão da obra de Marx na Europa — mesmo entre os socialdemocratas e a intelligentsia radical — no início dos anos 1900, por meio de duas fontes autorizadas: Plekhánov e Uliánov (Lenin). Georgi Valentínovich Plekhánov é considerado, com justiça, o pai do marxismo russo-eslavo.³⁰ Entre as diversas iniciativas editoriais dos infatigáveis socialistas russos, vale lembrar a “Biblioteca do Socialismo Contemporâneo”, fundada em 1883 no exílio em Genebra pelo grupo “Emancipação do Trabalho”, liderado por Plekhánov (junto com Axelrod, Vera Zasulich e Deich), onde foi publicado um fragmento da Die deutsche Ideologie. Na “Advertência do Tradutor” da edição russa do texto polêmico de Engels — Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia clássica alemã (1892)³¹ — Plekhánov alertava que muitos escritos de Marx eram uma “raridade bibliográfica” e que o leitor deveria se contentar com versões de segunda mão. Ressaltava ainda que: “A polêmica de Marx e Engels contra Bruno Bauer e seus consortes (ou seja: A Sagrada Família) marca uma nova época na história do pensamento. É o primeiro grande assalto do materialismo dialético moderno contra a filosofia idealista. De importância capital tanto por seu alcance histórico quanto por seu conteúdo próprio.”³² Embora reconhecesse o papel crucial da década de 1840 na formação de Marx — especialmente sua crítica aos jovens hegelianos e ao “comunismo filosófico” — Plekhánov parecia conhecer apenas A Sagrada Família de 1845³³ e, de A ideologia alemã, somente o capítulo “I. Feuerbach”, publicado separadamente por Engels. Além disso, Plekhánov parecia ignorar o contexto político-filosófico em que se desenvolveram as críticas de Marx e Engels ao “socialismo verdadeiro” — especialmente contra a tendência republicano-corporativista de Bruno Bauer — e não compreendia aqueles textos como uma ferramenta direta de luta ideológica e de Publizistik proletária.

Outro exemplo disso é a entrada “Karl Marx” que Vladimir Illich Uliánov (LÊnin) escreveu em 1914 para o respeitado dicionário enciclopédico russo Granat.³⁴ Lenin lamenta, num tom semelhante ao de Plekhánov e Labriola, que não existam ainda obras completas críticas de Marx e Engels no mercado editorial. Embora afirme que, desde 1844-1845, Marx já havia formulado sua concepção materialista, não menciona A ideologia alemã como um todo, parecendo conhecer apenas o capítulo “I. Feuerbach”, tal como publicado por Engels e traduzido ao russo por seu mestre Plekhánov. No apêndice bibliográfico da entrada, Lenin reconhece: “As obras e cartas de Marx ainda não foram publicadas em edição completa”, e indica que: “Entre 1845 e 1847, Marx escreveu vários artigos (em sua maioria não reunidos, reeditados ou traduzidos ao russo) para os jornais Vorwärts!, Deutsche Brüsseler-Zeitung (1847), Das westphälisches Dampfboot (idem, 1845-1848), Der Gesellschaftsspiegel (Elberfeld, 1846)”. Ele salta diretamente de A Sagrada Família de 1844 (que chama de “panfleto”, mesmo com suas 250 páginas!) para Miséria da Filosofia de 1847, obra que, está sim, classifica como “um trabalho fundamental”.

Isso é compreensível: tanto Plekhánov quanto Lenin baseavam seu conhecimento bibliográfico na oferta editorial limitada do SPD e nos textos esparsos publicados na Die neue Zeit ou na antologia Aus dem literarischen Nachlass (1902), organizada por Franz Mehring. No início do século XX, Marx seguia sendo praticamente um desconhecido — ou uma figura distorcida — inclusive entre os que se autodenominavam “marxistas”. Lênin aprenderia a lição: uma das primeiras medidas da nova URSS, após o fim do Comunismo de Guerra em 1921, foi o lançamento — liderado por David Riazanov — do primeiro projeto editorial crítico das obras de Marx e Engels. O impulso decisivo veio da pergunta de Lênin a Riazanov: “Há esperanças de que reunamos em Moscou tudo o que Marx e Engels publicaram?”³⁵

Notas:

  1. Sobre a tortuosa história do Nachlass (legado) de Engels e Marx no arquivo do SPD, veja: Mayer, Paul; A história do arquivo do Partido SocialDemocrata e o destino do legado Marx-Engels; em: Verl. für Literatur u. Zeitgeschehen, 1967, pp. 5–198.
  2. Die neue Zeit foi o órgão de difusão mundial por excelência da obra de Engels e Marx entre 1883 e 1918; veja: Schelz-Brandenburg, Till; Die Neue Zeit como fórum de publicação de escritos de Marx e Engels – um esboço; em: Schöck-Quinteros, Eva (org.), Sociedade Burguesa – Ideia e Realidade. Coletânea em homenagem a Manfred Hahn, Steinberg, Berlim, 2004, pp. 95–105.
  3. Karl Grün: O movimento social na França e na Bélgica (Darmstadt, 1845) ou: A historiografia do socialismo verdadeiro; em: Das westphälische Dampfboot, Paderborn, agosto e setembro de 1847, n° 8 e 9, pp. 439–463 e pp. 505–525, respectivamente.
  4. Struve, Peter von; Dois ensaios até agora desconhecidos de Karl Marx dos anos 1840. Uma contribuição para a história da origem do socialismo científico, em: Die neue Zeit: Revista da vida intelectual e pública; 14.1895-96, vol. 2, 1896, pp. 4–11. Disponível online: link. Struve, um “marxista legal” na Rússia, foi posteriormente criticado por Lenin (que o chamava de “Judas”) em seu livro O conteúdo econômico do populismo e sua crítica no livro do Sr. Struve, 1894–1895, originalmente publicado em 1895 na compilação de K. Tulin: Materiais para a caracterização de nosso desenvolvimento econômico, censurada pelo czarismo. Em espanhol: O conteúdo econômico do populismo e sua crítica no livro do Sr. Struve (Reflexo do marxismo na literatura burguesa), em: Lenin, V. I.; Obras Completas, Tomo 1; Ayuso/Akal, Madri, 1974, pp. 351–523.
  5. Bernstein, Eduard; «Marx und der ‘wahre’ Sozialismus»; en: Die neue ZeitRevue des geistigen und öffentlichen Lebens; 14.1895-96, 2. Bd., p. 216.
  6. Engels afirmou, ao entregar o manuscrito a Bernstein em carta de 13 de junho de 1883, que A ideologia alemã era “um trabalho desavergonhado e sem limites de Marx e meu, de 1847…”. Aplicando uma dura Realpolitik, Engels advertia que a publicação poderia desnecessariamente remexer o passado ideológico de muitos deputados social-democratas que então se sentavam no Reichstag — posição com a qual Bernstein, o realpolitiker, concordava.
  7. Bernstein, Eduard; as premissas do Socialismo e as tarefas da SocialDemocracia; Biblioteca do Pensamento Socialista, Siglo XXI, México, 1982.
  8. Sobre a figura de Bernstein, veja: Carsten, Francis L.; Eduard Bernstein: 1850–1932. Uma biografia política, Beck Verlag, Munique, 1993; Gay, Peter; O dilema do socialismo democrático: o desafio de Eduard Bernstein a Marx, Nova York, Columbia University Press, 1952. Em particular, sobre a crítica de Bernstein ao marxismo, veja: Colletti, Lucio; Bernstein e o marxismo da Segunda Internacional, em: Ideologia e Sociedade, Fontanella, Barcelona, 1975, pp. 71–159; e Gustafsson, Bo; Marxismo e Revisionismo, Grijalbo, Barcelona, 1974.
  9. Como demonstrado por Bahne no caso de A ideologia alemã, onde aparecem rasuras de autoria de Bernstein no manuscrito original: Bahne, Siegfried; “A ideologia alemã” de Marx e Engels. Algumas complementações textuais; em: International Review of Social History, vol. 7, edição 1, Cambridge University Press, abril de 1962, pp. 93–104.
  10. Termo usado por Marx em uma carta a P. Sorge, de 19 de setembro de 1879.
  11. Sucessivamente: Bernstein, Eduard; algumas considerações sobre Stirner; em: Die neue Zeit. Revista da vida intelectual e pública, 16.1898, vol. 2, pp. 526–528; e Karl Marx sobre Karl Grün como historiador do socialismo, em: Die neue Zeit. Revista da vida intelectual e pública, 18.1899–1900, vol. 1, pp. 4–11; 33–46; 132–141 e 164–172. O último texto pode ser consultado online:
    http://library.fes.de/cgi-bin/neuzeit.pl?id=07.03456&dok=189900a&f=189900a_0004&l=189900a_0011&c=189900a_0007
  12. Marx, Karl / Engels, Friedrich; III. Sankt Max; em: Dokumente des Sozialismus, Stuttgart, vol. III, cadernos 1–4 e 7–8, janeiro–abril e julho–agosto de 1903; vol. IV, cadernos 5–9, maio–setembro de 1904. Bernstein escreveu um prólogo para essa edição, intitulado: O ‘Santo Max’ de uma obra de Marx-Engels sobre Stirner, em: ibid., pp. 17–19.
  13. Editado em quatro volumes pela editora J. H. W. Dietz de Stuttgart: Vols. 1–3: Obras reunidas de Karl Marx e Friedrich Engels, 1841 a 1850; e vol. 4: Cartas de Ferdinand Lassalle a Karl Marx e Friedrich Engels, 1849 a 1862. Na compilação e edição dos textos trabalhou o social-democrata russo exilado David Riazanov, futuro editor das primeiras obras completas de Engels & Marx — as famosas MEGA. Sobre Riazanov, veja: Arzanova, E. / Hedeler, W.; Contribuições à Pesquisa Marx-Engels. Nova série. David Borisovic Rjazanov e a primeira MEGA, Argument, Berlim, 1997. Em espanhol, remetemos ao artigo do autor:
    http://es.scribd.com/doc/19000573/David-Riazanov-editor-de-Karl-Marx-disidente-rojo-por-Nicolas-Gonzalez-Varela
  14. Há uma reprodução fac-símile do jornal: Vorwärts! Sinais parisienses da arte, ciência, teatro, música e vida social. Paris 1844–1845, com introdução de Walter Schmidt; reedição: Zentralantiquariat der DDR, Leipzig/DDR, 1975. Sobre o papel do jornal entre os imigrantes alemães em Paris e como gérmen inicial do desenvolvimento da teoria marxista: Grandojnc, Jacques; ‘Vorwärts!’ 1844. Marx e os comunistas alemães em Paris. Contribuição à gênese do marxismo. 2ª ed. rev. e ampl., J. H. W. Dietz Nachf., Berlim / Bonn-Bad Godesberg, 1974; e seu trabalho: A imprensa da emigração alemã na França (1795–1848) e na Europa (1830–1848), em: Archiv für Sozialgeschichte, vol. X, Verlag Neue Gesellschaft, Bonn, 1970, pp. 95–152.
  15. Sobre esse órgão jovem-hegeliano (junghegelianer), cujo mentor era o “socialista verdadeiro” Dr. Otto Lüning — um ponto de transição para a primeira geração de comunistas alemães — veja:
    Brims, Herbert; Das westphälische Dampfboot. Um periódico político do ‘socialismo verdadeiro’; dissertação, Augsburg, 1983;
    Frick-Lemmer, Gundi; Das westphälische Dampfboot. Westfalen em imagens. Biografias Westfalianas 78, Münster, 1990;
    e Klönne, Arno; ‘Tudo pelo povo, tudo através do povo!’ – Os primeiros socialistas em torno do ‘Westphälisches Dampfboot’, 1845–1848; em: Contribuições à História do Movimento Operário de Bielefeld, org. Elisabeth Harder-Gersdorff, Arno Klönne, Karl-Theodor Stiller; AJZ Dr. u. Verl., Bielefeld, 1981, pp. 21–38.
    Sobre seu papel na evolução das primeiras fases do comunismo na Alemanha:
    Na’aman, Shlomo; Sobre a história da Liga dos Comunistas na Alemanha na sua segunda fase de existência; Archiv für Sozialgeschichte, vol. V, Verlag Neue Gesellschaft, Bonn, 1965, pp. 5–82. O contato entre a publicação e o círculo de Marx em Bruxelas era intermediado pelo cunhado de Lüning, Joseph Weydemeyer.
  16. Original: uma circular litografada de circulação limitada publicada em maio de 1846; agora em: Marx, Karl / Engels, Friedrich; Werke, vol. 4, Dietz Verlag, Berlim/DDR, 1972, pp. 3–17. Em espanhol: Circular contra Kriege, em: Marx, Carlos / Engels, Federico; OME. Os Grandes Fundamentos, vol. II, FCE, México, 1988, pp. 11–23.
  17. Original: Deutsche-Brüsseler-Zeitung, nº 86, de 28 de outubro de 1847; agora em: Marx, Karl / Engels, Friedrich; ibid., pp. 331–359. Em espanhol: A crítica moralizante e a moral criticizante, em: Circular contra Kriege, em: Marx, Carlos / Engels, Federico; OME. Os Grandes Fundamentos, vol. II, FCE, México, 1988, pp. 206–233.
    Existe uma edição fac-símile do jornal: Deutsche-Brüsseler-Zeitung: 1º de janeiro de 1847 a 27 de fevereiro de 1848; fac-símile com introdução e comentários de Bert Andréas, Jacques Grandjonc, Hans Pelger; Editions Culture et Civilisation, Bruxelas, 1981.
    Sobre o papel político do jornal entre os trabalhadores alemães de Bruxelas e a atuação de Engels e Marx: Guido, Ros; Marx, Engels e a ‘Deutsche-Brüsseler Zeitung’. Reflexões sobre a reedição de um jornal de emigrantes do período pré-revolucionário alemão; em: Archiv für Sozialgeschichte, vol. XXIII, Verlag Neue Gesellschaft, Bonn, 1983, pp. 574–589.
    Sobre o fundador do jornal: Adalbert von Bornstedt e seu ‘Deutsche-Brüsseler Zeitung’. Uma contribuição à história do jornalismo de imigrantes alemães no Vormärz; Dortmunder Beiträge zur Zeitungsforschung, vol. 51, Saur, Munique, 1993.
    Sobre a imprensa revolucionária da emigração e seu papel de difusão e formação: Grandjonc, Jacques; A imprensa da emigração alemã na França (1795–1848) e na Europa (1830–1848), em: Archiv für Sozialgeschichte, vol. X, Verlag Neue Gesellschaft, Bonn, 1970, pp. 95–152.
  18. Marx, Karl (1818–1883); As Lutas de Classes na França, 1848–1850. Com introdução de Friedrich Engels e prefácio de August Bebel; Verlag der Expedition des “Vorwärts”, Berliner Volksblatt (T. Glocke), Berlim, 1895. O episódio é estranhamente omitido na biografia clássica do social-democrata Gustav Mayer, embora este reconheça que “é lenda a ideia de que, no fim da vida, Engels pretendia dissuadir a social-democracia europeia de qualquer uso da violência.”; em: Friedrich Engels: uma biografia; FCE, México, 1978, p. 859.
  19. Engels a Kautsky, carta de 1º de abril de 1895. O artigo fraudulento a que Engels se refere tinha o título: Como se fazem revoluções hoje em dia, no qual se citavam, fora de contexto, trechos de sua Einleitung, em um trabalho editorial de Wilhelm Liebknecht; em: Vorwärts. Berliner Volksblatt, Berlim, nº 76, 30 de março de 1895, pp. 1–2.
  20. Engels a Paul Lafargue, carta de 3 de abril de 1895.
  21. Engels, Friedrich; Introdução à nova edição de “As Lutas de Classes na França de 1848 a 1850”, de Marx / por Friedrich Engels; publicada em dois números sucessivos: Die neue Zeit: Revista da vida intelectual e pública; Jg. 13.1894–95, vol. 2 (1895); nº 27, pp. 5–10; nº 28, pp. 36–43. Referências adicionais: pp. 128, 208–210, 294, 308, 313. Disponível online:
    http://library.fes.de/cgi-bin/neuzeit.pl?id=07.01999&dok=1894-95b&f=189495b_0005&l=189495b_0010
  22. Engels, Friedrich; Introdução à nova edição de “As Lutas de Classes na França de 1848 a 1850”, de Marx; em: Arquivo Marx-Engels. Publicado pelo Instituto Marx-Engels; vol. 1, Moscou, 1924, pp. 257–261. Riazanov iniciou uma política ampla de publicações acessórias que acompanhariam o projeto das obras completas de Marx e Engels (MEGA): estavam planejadas duas publicações básicas — uma anual, Archiv K. Marksa i F. Engel’sa e a revista semestral Letopisi Marksizma. Ambas começaram em russo, mas logo foram traduzidas para o alemão, num esforço político-ideológico massivo como Archiv Marx-Engels. Sobre as publicações do IME:
    Burkhard, B.; Apêndice bibliográfico a “D. B. Rjazanov e o Instituto Marx-Engels: notas para pesquisas futuras”, em: Studies in Soviet Thought, vol. 30, Kluwer Publishers, 1985, p. 75 e seguintes; e seu artigo: Bibliografia “Archiv Marksa i Engel’sa”, em: Studies in Soviet Thought, vol. 37, Kluwer Publishers, 1989, p. 79 e seguintes.
  23. Riazanov, N.; A Introdução de Engels à obra de Marx “As Lutas de Classes na França de 1848 a 1850”; em: Sob a bandeira do marxismo, vol. I, 1925, pp. 160–165. Embora posteriormente Bernstein tenha sustentado que os cortes haviam sido feitos por auto-censura de Engels, a discussão foi encerrada com a comprovação da versão de Riazanov pela pesquisa de Hans-Josef Steinberg: Revolução e legalidade. Uma carta inédita de Friedrich Engels a Richard Fischer; em: International Review of Social History, vol. 12, nº 2, pp. 177–189.
  24. O título era: Cartas e trechos de cartas de Joh. Phil. Becker, Jos. Dietzgen, Friedrich Engels, Karl Marx e outros a F. A. Sorge e outros; Dietz Verlag, Stuttgart, 1906. Franz Mehring fez uma longa e elogiosa resenha no artigo: A correspondência de Sorge; em: Die neue Zeit. Revista da vida intelectual e pública, 25.1906–1907, vol. 1 (1907), pp. 50–57. Disponível online:
    http://library.fes.de/cgi-bin/neuzeit.pl?id=07.06077&dok=1906-07a&f=190607a_0050&l=190607a_0057.
    Sorge havia entregado pessoalmente, como Engels menciona no prefácio da edição inglesa (1886) do primeiro volume de O Capital, emendas e instruções manuscritas de Marx para uma versão norte-americana — que acabou não sendo publicada por falta de tradutor qualificado nos EUA.
  25. Lenin, N.; Prefácio à tradução russa do livro “Correspondência de J. F. Becker, J. Dietzgen, F. Engels, C. Marx e outros com F. A. Sorge e outros”; em: Lenin, V. I.; Obras Completas, Tomo XII, Akal, Madri, 1976, pp. 343–363.
  26. Pode ser lido online: http://www.marxismoeducar.cl/len12.htm.
    No antigo Arquivo Central do Partido, no Instituto de Marxismo-Leninismo anexo ao Comitê Central do PCUS, conservava-se um volumoso caderno manuscrito (76 folhas) de Lenin contendo um resumo da edição em quatro volumes da correspondência, com extratos das cartas mais teóricas de Marx e Engels, e um pequeno índice temático. Também se conservaram os quatro volumes com anotações de próprio punho de Uliánov no corpo do texto e nas margens, feitas com lápis preto e vermelho. Lenin utilizou esse resumo como fonte literária por muitos anos e o aproveitou em várias obras, como: O direito das nações à autodeterminação, Carlos Marx, O imperialismo, fase superior do capitalismo, O imperialismo e a divisão do socialismo, O Estado e a Revolução, O “esquerdismo”, doença infantil do comunismo, entre outras.
    Em 1959, o manuscrito de Lenin com esse material foi publicado pelo IML (Instituto de Marxismo-Leninismo) com o título: Resumo da Correspondência entre C. Marx e F. Engels de 1844 a 1883.
  27. O artigo estava planejado para ser publicado com o título A correspondência entre Marx e Engels na revista Prosvechenie, em 1914, mas o ensaio ficou inacabado e só foi publicado no jornal Pravda em 28 de novembro de 1920, no centenário do nascimento de Engels. Para essa publicação, Lenin acrescentou o subtítulo Engels, um dos fundadores do comunismo e uma nota: “Início de um artigo inacabado, escrito em 1913 ou no começo de 1914”.
  28. Engels, Friedrich / Marx, Karl; O Concílio de Leipzig, com introdução de Gustav Mayer; em: Arquivo para Ciências Sociais e Política Social, vol. 47, Tübingen, 1920–21, pp. 773–808.
  29. Sucessivamente, e com o pseudônimo modificado de N. Riasanoff:
    Marx e seus conhecidos russos nos anos 1840; em: Die neue Zeit: Revista semanal da social-democracia alemã; 31.1912–1913, vol. 1 (1913), nº 20: pp. 715–721 e nº 21: pp. 754–766;
    As confissões de Marx, por N. Rjasanoff; em: ibid., nº 24, pp. 854–862;
    Uma contribuição para a história da Internacional: dois artigos desconhecidos de Friedrich Engels e Karl Marx, introdução por N. Rjasanoff; em: Die neue Zeit, 32.1913–1914, vol. 1 (1914), nº 1, pp. 8–16;
    Karl Marx e o jornal vienense “Presse”; em: Der Kampf, vol. 6 (1913), pp. 249–257;
    Trabalhos juvenis de Friedrich Engels, em: Der Kampf, vol. 7 (1914), pp. 158–162;
    Karl Marx e Friedrich Engels sobre a questão polonesa; em: Arquivo para a História do Socialismo e do Movimento Operário, (1916), pp. 176–221;
    Karl Marx e o “New-York Tribune”, 1851 a 1856; em: Obras reunidas, vol. 1, Dietz, Stuttgart, 1917, pp. XVII–L.
  30. Existem boas edições em espanhol das obras escolhidas: Plekhánov, G.; Obras Escolhidas; Editorial Quetzal, Buenos Aires, 1966, em dois volumes. Sobre sua figura — bastante subestimada na marxologia — veja a biografia político-intelectual de Samuel H. Baron: Plekhánov. O pai do marxismo russo, Siglo XXI, Madri, 1976. Suas obras completas em russo estão digitalizadas online:
    http://www.plekhanovfound.ru/library/24t.htm
  31. Publicada originalmente em 1892, na chamada Bibliothèque du socialisme contemporain, em Genebra, Plekhánov editou sua tradução — com advertências e notas — do longo artigo de Engels, publicado em alemão no jornal socialdemocrata Die neue Zeit, nº 4 e 5, Dietz Verlag, Stuttgart, 1886. Depois seria publicado como livro pela Dietz Verlag de Stuttgart em 1888, incluindo o capítulo “I. Feuerbach” escrito por Marx em A ideologia alemã, como apêndice.
  32. Plekhánov, Georgui; Advertência do Tradutor; em espanhol: Engels, Friedrich / Plekhánov, Georgui; Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia clássica alemã. Notas ao Ludwig Feuerbach; Cuadernos de Pasado y Presente, nº 59, Córdoba (Argentina), 1975, pp. 99–100.
  33. Ao que parece, o único exemplar disponível da edição original de A Sagrada Família, escrita em 1844 e publicada em 1845, pertencia, como raridade bibliográfica, ao dirigente socialdemocrata austríaco Viktor Adler — a quem Plekhánov pediu o livro emprestado para tentar fazer uma cópia, como relatou a Pérazich em carta datada de Viena, em 19 de dezembro de 1892.
  34. Sob o pseudônimo Ilyin, Vladimir; Karl Marx (breve esboço biográfico com uma exposição do marxismo); em: Granat Entsiklopedicheskii Slovar, vol. XXVIII, 7ª edição, Moscou, 1915. O artigo foi censurado pelo czarismo e só publicado integralmente em 1925, numa coletânea de textos de Lenin intitulada Marx, Engels, Marxismo, publicada pelo IME (Instituto Marx-Engels) sob a direção de Riazanov. Em espanhol: Lenin, V. I.; Obras Completas, Tomo XXII, Akal, Madri, 1977, pp. 133–183.
  35. Carta de V. I. Lênin a David Riazanov, 2 de fevereiro de 1921. Publicada pela primeira vez em russo em 1942; agora em: Lênin, W. I.; Cartas, vol. VII, Dietz-Verlag, Berlim, 1969, p. 65.