Por REDAÇÃO
De acordo com um relatório de funcionários do Pentágono ao Congresso, o exército norte-americano gastou US$ 11,3 bilhões nos primeiros seis dias da guerra contra o Irã. Trata-se de um valor conservador, considerando que não foram contabilizadas as despesas operacionais para o envio de material militar e tropas à região antes de 28 de fevereiro (data em que os ataques tiveram início).
Por outro lado, o The New York Times e o The Washington Post informaram que as forças armadas americanas gastaram US$ 5.600 em munições durante os dois primeiros dias de agressão. Na primeira onda de ataques foram utilizadas bombas planadoras AGM-154, cujo valor oscila entre US$ 578.000 e US$ 836.000. Possivelmente, com uma dessas bombas foram assassinadas as 168 meninas que se encontravam em uma escola na província de Hormozg.
É um desperdício de recursos, empregados para destruir e matar! Para entender melhor isso, vamos fazer uma comparação com um tema muito delicado: a fome no mundo. Em 2025, por exemplo, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas estimou que seriam necessários “US$ 16,9 bilhões para atender às necessidades alimentares globais e fechar a alarmante lacuna entre necessidades e recursos”. No caso da África Subsaariana, o montante necessário era de US$ 8,4 bilhões.
Ou seja, com uma quantia ligeiramente superior à que Trump gastou em uma semana na guerra do Irã (que, sem dúvida, já ultrapassou em muito nos últimos dias), seria possível cobrir boa parte das necessidades alimentares das mais de 123 milhões de pessoas passando fome no planeta ao longo de um ano inteiro.
Em sua obra O Capital, Marx afirmou que o “capital vem ao mundo escorrendo sangue e lama por todos os poros”. Essa lógica brutal e sanguinária não mudou com o passar dos séculos; pelo contrário, intensificou-se com o desenvolvimento das potências imperialistas, que transformam as forças produtivas desenvolvidas pela humanidade em forças destrutivas a serviço do grande capital.









